Nós, Daniel Blake: uma análise dos dispositivos de controle, dominação e resistência

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Resumo

Objetivou-se neste artigo analisar os dispositivos de controle e das relações de poder, dominação e resistência observados no filme Eu, Daniel Blake. A análise se deu por meio da perspectiva da sociedade disciplinar de Foucault, visão esta que foi revisitada por Deleuze com o conceito de sociedade de controle, e o conceito de habitus e dominação simbólica sob a perspectiva de Bourdieu. O filme traz alguns desses dispositivos e mostra relações de dominação sob uma determinada classe de sujeitos. A análise corrobora o pensamento deleuziano de que a sociedade disciplinar vem sendo reconfigurada por meio de uma narrativa histórica de controle e dominação. Este filme é um retrato da sociedade atual que mostra como os sujeitos são submetidos a normas comportamentais que trazem sofrimento e miséria humana, mas que, ao mesmo tempo, tentam se estabelecer enquanto donos de sua história por meio da resistência e da luta.

Abstract

Assunto

Análise fílmica, Dominação, Poder, Controle

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https://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4386

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