Musicoterapia na qualidade de vida em idosos com Doença de Alzheimer leve em uma Institução de Longa Permanência: Estudo de caso
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Resumo
A música é considerada uma das fontes mais eficazes de estimulação cerebral,
envolvendo áreas cerebrais relacionadas à motivação, atenção, processamento,
memória, função motora, emocional e atuação no córtex auditivo (Sarkamo et al.,
2008). A Musicoterapia utiliza a música, como uma ferramenta na promoção do bem-
estar emocional dos pacientes e da melhoria da Qualidade de Vida (QV) (Passarini,
2005). A Doença de Alzheimer e outras formas de demência, fazem parte da lista das
principais causas de morte no mundo (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2012).
Estudos com atividades musicoterapêuticas, demonstraram benefícios na cognição,
comportamento, humor, qualidade de vida e bem-estar em indivíduos com demência
(Gutierrez et al., 2014). A música possui a capacidade de evocação de memórias e
emoções, o qual fornece um elo com o passado do indivíduo, tornando-se um estímulo
ideal para pessoas com demência (Gerdner,1997; Jacobsen et al., 2015). Esta
pesquisa estudou os efeitos Musicoterapia na Qualidade de Vida em idosos com
Doença de Alzheimer (DA) leve, a partir de um estudo de caso em uma Instituição de
Longa Permanência (ILP). Foi feita a observação das respostas nos diferentes
aspectos do teste de Qualidade de Vida WHOQOL-BREF e do Protocolo de
Musicoterapia no Atendimento ao Idoso, perante as atividades de Musicoterapia
grupal em dois idosos. O tratamento e análise de dados foram executados no
programa Excel. Nos resultados, não foram encontradas diferenças na Qualidade de
Vida (p > 0,05). São necessários mais estudos para o entendimento dos benefícios de
curto e longo prazo. Os dados encontrados foram satisfatórios, porém foram
detectadas limitações metodológicas, como a amostra reduzida. A compreensão do
cérebro humano como um órgão dinâmico e adaptativo, dá espaço às terapias não-
medicamentosas nos processos de reabilitação neuropsicológica, através da
concepção que o cérebro possui a capacidade de reestruturar-se em função das
novas exigências e experiências ambientais (Haase; Lacerda, 2004).
Abstract
Music is considered one of the most effective sources of brain stimulation, involving
brain areas related to motivation, attention, processing, memory, motor and emotional
function and performance in the auditory cortex (Sarkamo et al., 2008). Music Therapy
uses music as a tool to promote the emotional well-being of patients and improve
Quality of Life (QoL) (Passarini, 2005). Alzheimer's disease and other forms of
dementia are on the list of the leading causes of death in the world (WORLD HEALTH
ORGANIZATION, 2012). Studies with music therapy activities have demonstrated
benefits in cognition, behavior, mood, quality of life and well-being in individuals with
dementia (Gutierrez et al., 2014). Music has the ability to evoke memories and
emotions, which provides a link with the individual's past, making it an ideal stimulus
for people with dementia (Gerdner, 1997; Jacobsen et al., 2015). This research studied
the effects of Music Therapy on Quality of Life in elderly people with mild Alzheimer's
Disease (AD), based on a case study in a Long-Term Care Institution (LTI). Responses
were observed in different aspects of the WHOQOL-BREF Quality of Life test and the
Music Therapy Protocol in Elderly Care, regarding group music therapy activities in
two elderly people. Data processing and analysis were performed using the Excel
program. In the results, no differences were found in Quality of Life (p > 0.05). More
studies are needed to understand the short and long-term benefits. The data found
were satisfactory, however methodological limitations were detected, such as the small
sample. The understanding of the human brain as a dynamic and adaptive organ gives
space to non-drug therapies in neuropsychological rehabilitation processes, through
the conception that the brain has the capacity to restructure itself depending on new
environmental demands and experiences (Haase; Lacerda , 2004).
Assunto
Neurociências, Doença de Alzheimer, Qualidade de Vida, Instituição de Longa Permanência para Idosos, Musicoterapia
Palavras-chave
Doença de Alzheimer, Qualidade de Vida, Instituição de longa permanência, Musicoterapia
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