O desaparecimento do Arraial e algumas crônicas do fim do mundo

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Membros da banca

Prof. Dr. Frederico Canuto
Prof. Dr. Tiago Castelo Branco Lourenço
Profa. Dra. Junia Cambraia Mortimer
Profa. Dra. Maria Fernanda Derntl
Dr. Mauro Luiz da Silva

Resumo

Este trabalho é uma investigação que busca incorporar as dimensões do imaginário social e da especulação, a fim de tensionar lacunas historiográficas na escrita hegemônica a respeito do projeto de construção da Nova Capital de Minas Gerais. Através da compreensão de como se constrói o imaginário dominante imaginar onde estão as frestas dos arquivos oficiais que permitem encontrar as omissões e, dessa forma, pensar uma história-Outra do território ou uma história do Outro na cidade. Apresentamos, aqui, como resultado, um quadro de visões sobre o que significava a Modernidade no século XIX e como as imagens desse quadro resultam no desejo do desaparecimento da forma urbana do Arraial e da necessidade de apagamento do registro das edificações precárias típicas do período colonial, as cafuas. Essas edificações não aparecem nos arquivos do IPHAN, nem como parte do vocabulário arquitetônico histórico. Também não são corretamente levantadas pela Comissão Construtora da Nova Capital. Porém, como descreveria o filósofo Walter Benjamin, “perseguem a modernidade como fantasmagorias”: como lendas urbanas (por exemplo, a Maria Papuda que assombra a capital mineira), como o conjunto de edificações que funda o Morro, futura favela, como o imaginário da resistência tanto à Modernização como à forma de Estado da República.

Abstract

This investigation seeks to acknowledge the possibility of incorporating the social imaginary and the speculation to highlight some historiographical gaps in the writing hegemony, specifically on the construction of the newly designed Nova Capital for the Brazilian state of Minas Gerais that took place in the late 19th century. To approach these constructions, we looked through official archives to find the omissions that could make up an “Other-story”, or a history of the Other in the city. As a result, we present a frame of what Modernity meant to 19th-century Brazilian intellectuals and how these frame images linked directly to the disappearance of the urban form of “Arraial”. And along with it, the lack of registers on precarious buildings typical of this colonial period, the “cafuas”. These buildings do not appear in Brazil’s National Historical and Artistic Heritage Institute (IPHAN) archives, nor as part of the historical architectural vocabulary. It is also not correctly registered by the Construction Committee of the New Capital (CCNC). Nevertheless, it advances into Modernity in a way Walter Benjamin would call phantasmagoria: part as urban myths (like “Maria Papuda” haunting the capital since then), part as a type of building that shapes the Morro urban form – nowadays known as “Favela”. Besides that, it is also an imaginary of resistance to both Modernization itself and the Republican government.

Assunto

Cidades e vilas, Urbanismo

Palavras-chave

Belo Horizonte, História Urbana, Teoria do Urbanismo, Estudos Decoloniais, Materialismo Histórico, Curral D’El Rey

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