Sujeitos loucos e práticas de mobilidade : uma proposta de estudo comparado sobre os modelos de atenção em saúde mental
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Elaine Meire Vilela
Ana Marta Lobosque
André Dumans Guedes
Ana Marta Lobosque
André Dumans Guedes
Resumo
A Reforma Psiquiátrica Brasileira, iniciada no final da década de 80, promoveu, juntamente com o movimento social da Luta Antimanicomial, uma mudança na forma de tratamento às pessoas com sofrimento mental, levando à construção, no âmbito do Sistema Único de Saúde, de um novo Modelo de Cuidado em Saúde Mental, conhecido como Modelo Substitutivo. Com essa mudança, as pessoas com sofrimento mental passaram a experimentar formas diferentes de regulação das suas mobilidades: se antes eram impedidos de circular pela cidade, são agora compelidos a usá-la, gerando com isso desafios. Na transição do Modelo Manicomial para o Modelo Substitutivo, a cidade de Belo Horizonte viveu uma situação inédita com a criação de um Hospital Psiquiátrico Transitório, equipamento intermediário entre esses dois Modelos, destinado a iniciar o processo de desinstitucionalização de seus internos. Diante disso, a pesquisa pretende identificar as práticas de mobilidade e os diferenciais de acesso aos bens e serviços da cidade de usuários que estiveram internados nesse Hospital Transitório e que recentemente, receberam alta e moram em Serviços Residenciais Terapêuticos - SRT, equipamentos do Modelo Substitutivo. A identificação dessas práticas serviu como baliza para o estudo comparado dos dois modelos em questão, permitindo reflexões tanto sobre mobilidades nos espaços internos dos equipamentos como nos espaços externos a eles. Para tanto, foram realizados Grupos focais e entrevistas com trabalhadores do Hospital Transitório, entrevistas em profundidade com profissionais dos SRT, observação do cotidiano dos moradores e sombreamento de suas práticas de mobilidade em seus percursos cotidianos. O resultado do estudo evidencia: a) o predomínio das mobilidades e deslocamentos nos espaços dos equipamentos; b) a comida como um importante disparador da mobilidade tanto interna quanto externa; c) o acesso ao dinheiro como determinante para a realização de práticas de mobilidade nos espaços da cidade; d) os deslocamentos fora dos equipamentos caracterizados pela proximidade dos destinos e por serem feitos a pé; e) restrição ao uso do sistema de transporte público e f) inequidade ao acesso desses sujeitos à cidade. Por outro lado, foi observado também que a mobilidade pela cidade pode exercer um efeito de autonomia, pela possibilidade de governança do próprio tempo e destino que gera.
Abstract
Assunto
Sociologia - Teses, Reforma psiquiátrica - Teses, Mobilidade social - Teses, Saúde mental - Teses
Palavras-chave
Mobilidade, Práticas de mobilidade, Saúde mental, Desinstitucionalização, Hospital psiquiátrico tansitório
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