Efeito do exercício máximo sobre os níveis de angiotensinas: comparação entre ciclistas de elite e sedentários

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Dissertação de mestrado

Título alternativo

Primeiro orientador

Membros da banca

Sandro Fernandes da Silva
Daisy Motta Santos

Resumo

O Sistema Renina Angiotensina (SRA) é um sistema peptidérgico composto por dois eixos, o eixo clássico formado pela enzima conversora de angiotensina (ECA), angiotensina II (Ang II) e receptor de angiotensina II do tipo I (AT1) e um eixo contra regulatório, formado pela enzima conversora de angiotensina II (ECA2), angiotensina-(1-7) (Ang-(1-7)) e receptor Mas. Uma maior atividade do eixo clássico está diretamente associada a diversas condições patológicas, dentre elas, hipertensão arterial e hipertrofia cardíaca. Diversos estudos em modelo animal, tem mostrado que o treinamento aeróbico desempenha um papel fundamental na modulação do SRA, reduzindo os efeitos deletérios do eixo clássico. No entanto, ainda são pouco os estudos investigando os efeitos do treinamento crônico e/ou em uma sessão aguda de exercício sobre o SRA em atletas. Com isso, o objetivo do presente estudo foi investigar os níveis plasmáticos de Ang II e Ang-(1-7) basais e após um exercício máximo em ciclistas de elite em comparação com indivíduos irregularmente ativos/sedentários. Participaram do estudo 22 indivíduos (n = 12 irregularmente ativos/sedentários [irreg. ativos/sed.]; n = 10 ciclistas de elite). Todos os voluntários foram submetidos à um teste incremental (TI) até a exaustão em uma bicicleta acoplada ao simulador Computrainer. Antes e após o TI, foi realizada uma coleta sanguínea intravenosa para dosagem dos níveis plasmáticos de Ang II e Ang-(1-7) e aferição da pressão arterial. Foi realizado um teste t para comparação das variáveis de caracterização da amostra. Para comparação entre grupos e condições, foi realizada a ANOVA Two Way para medidas repetidas com post-hoc de Bonferroni. Para comparação dos valores de delta (variação) entre os grupos, foi realizado um teste-t não-pareado com correção de Welch. Em todas as análises foi adotado um nível de significância de p = 0,05. Foi encontrada uma diferença significativa nos valores de gordura corporal [%] (20,1 ± 6,6 vs. 10,9 ± 1,9), VO2max [ml.kg.min-1] (38,3 ± 8,0 vs. 71,2 ± 6,6), frequência cardíaca máxima [bpm] (175,7 ± 11,0 vs. 186,5 ± 9,2), potência absoluta [W] (181,2 ± 30,4 vs. 389,0 ± 31,0) e potência relativa [W/kg] (2,30 ± 0,6 vs. 5,47 ± 0,5) entre os indivíduos irreg. ativos/sed. e atletas, respectivamente. Houve uma redução significativa na pressão arterial sistólica (PAS) nos voluntários atletas após o TI. Para a pressão arterial diastólica (PAD) não houve diferença entre os grupos. Foi encontrado um aumento significativo nos níveis de Ang II no momento pós TI nos atletas (p < 0,05). No entanto, não houve diferença significativa nos níveis de Ang II para os indivíduos irreg. ativos/sed.. Para os níveis de Ang-(1-7) não houve diferenças para ambos os grupos. Não houve diferença significativa nas concentrações basais de Ang II e Ang-(1-7) entre grupos. Os achados do presente estudo concluem que o exercício máximo induz diferentes respostas nos níveis de Angiotensina II em ciclistas de elite. Além disso, conclui-se que o exercício máximo induziu um efeito hipotensivo nos atletas após o exercício quando comparado aos indivíduos irreg. ativos/sed.

Abstract

Assunto

Exercícios físicos - Aspectos fisiológicos, Ciclistas, Angiotensina, Pressão arterial

Palavras-chave

Sistema renina angiotensina, Ciclistas, Desempenho

Citação

Endereço externo

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por

Licença Creative Commons

Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto