Delírios e deleites: leitura dos diálogos de Machado de Assis com John Milton em Memórias póstumas de Brás Cubas

dc.creatorMiriam Piedade Mansur Andrade
dc.date.accessioned2023-04-28T13:30:52Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:07:53Z
dc.date.available2023-04-28T13:30:52Z
dc.date.issued2021
dc.description.abstractThe texts of Machado de Assis and mainly his novels established many dialogues with different writers and traditions. However, the way Machado de Assis chose to refer to the English poet of the seventeenth century, John Milton, on his Posthumous Memoirs of Brás Cubas, demands a careful observation. In this novel, the Brazilian writer refers to Milton but not in a direct manner; on the contrary, the allusions to Milton are indirect, creating a textual composition within the English poet and inviting him, in an absent way, to be also part of the narrative. It seems that Machado de Assis, in the elaboration of Brás Cubas’s deliriums and delights, reflects upon his act of composition and establishes a textual dialogue with the English poet, as an attempt to proliferate the meanings of Milton’s oeuvre, more specifically Paradise Lost, in the Brazilian literary context. These dialogues will be analyzed based on Mikhail Bakhtin’s studies on the idea of dialogism, which is a constituent of the concept of intertextuality and deviates the focus on the notions of authorship, causality and finality, with writing working “as a reading of the anterior literary corpus and the text as an absorption of and reply to another text” (1973, p. 39). Thus, it is possible to say that Machado de Assis absorbs some elements of composition from Milton’s creative universe and answers him on his Posthumous Memoirs of Brás Cubas, reviving them in his literary creation and in his experiences as a reader of the English poet.
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.doihttp://dx.doi.org/10.17851/2358-9787.30.4.95-119
dc.identifier.issn2358-9787
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/52648
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofO Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAssis, Machado de, 1839-1908 - Crítica e interpretação
dc.subjectAssis, Machado de, 1839-1908 - Memórias póstumas de Brás Cubas - Crítica e interpretação
dc.subjectMilton, John, 1608-1674 - Influência - Assis, Machado de, 1839-1908
dc.subject.otherMachado de Assis
dc.subject.otherBrás Cubas
dc.subject.otherDialogue
dc.subject.otherMilton
dc.titleDelírios e deleites: leitura dos diálogos de Machado de Assis com John Milton em Memórias póstumas de Brás Cubas
dc.title.alternativeDeliriums and Delights: The Reading of the Dialogues of Machado de Assis with John Milton in Posthumous Memoirs of Bras Cubas
dc.typeArtigo de periódico
local.citation.epage119
local.citation.issue4
local.citation.spage95
local.citation.volume30
local.description.resumoOs textos de Machado de Assis e principalmente seus romances estabelecem muitos diálogos com diferentes escritores e tradições. Entretanto, a forma que Machado de Assis escolheu para se referir ao poeta inglês do século XVII, John Milton, no seu romance, Memórias póstumas de Brás Cubas, merece uma atenção cuidadosa. Nesse romance, o autor brasileiro também se refere a Milton, mas não de maneira direta ou nomeada; ao contrário, as alusões a Milton são indiretas, criando uma composição textual com o poeta inglês e o convidando, de maneira ausente, a também fazer parte da narrativa. Machado de Assis, na elaboração dos delírios e deleites de Brás Cubas, reflete sobre seu ato de composição e estabelece diálogos também com o poeta inglês, como uma tentativa de proliferar sentidos da obra de Milton, mais especificamente Paradise Lost, no contexto literário brasileiro. Esses diálogos serão analisados com base na ideia de dialogismo de Mikhail Bakhtin (1973, p. 39) que é constitutivo da intertextualidade e desvia o foco das noções de autoria, causalidade e finalidade, e o “texto passa a ser visto como uma absorção de e uma resposta a um outro texto”. Assim, é pertinente dizer que Machado de Assis absorve elementos de composição do universo miltoniano e responde a eles nas Memórias póstumas de Brás Cubas, revivendo, em sua criação literária, suas experiências como leitor desse poeta inglês.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-8261-7914
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttp://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/o_eixo_ea_roda/article/view/18363

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