Prevalência e multiplicidade do papilomavírus humano (hpv) na cérvice uterina de mulheres infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana (hiv), em estudo multicêntrico
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Eddie Fernando Cândido Murta
Annamaria Ravara Vago
Annamaria Ravara Vago
Resumo
Objetivos: determinar a prevalência do papilomavírus humano e identificar os seus genótipos em pacientes infectadas pelo HIV, de algumas cidades do estado de Minas Gerais; investigar nessas pacientes a multiplicidade de genótipos do papilomavírus humano e estabelecer possíveis associações que possam justificar a maior prevalência e multiplicidade do HPV nas mulheres infectadas pelo HIV.Pacientes e métodos: foram avaliadas 288 pacientes atendidas no Ambulatório de Ginecologia do CTR-DIP Orestes Diniz da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, em convênio com a UFMG, e no sistema público de saúde das demais cidades mineiras: Betim, Barbacena, Conselheiro Lafaiete e Divinópolis. O período de estudo foi de agosto de 2003 a agosto de 2006. Todas as pacientes foram submetidas a questionário padrão durante atendimento ginecológico no ambulatório. Realizaram-se anamnese, exame ginecológico completo com coletade material para detecção do HPV pela PCR, coleta de material paracolpocitologia oncótica, colposcopia e biópsia dirigida, quando indicada. Os dados foram armazenados e analisados no programa Epi-Info, versão 3.3.2, de fevereiro de 2005. Para análise de dados também foi utilizado o programa EXCEL 2003 e para análise das variáveis categóricas foi empregado o teste do qui-quadrado. Foi considerado o valor de 5% (p<0,05) como limiar de significância estatística. Resultados: a prevalência do HPV foi alta nas amostras de todas as cinco cidades de Minas Gerais (78,8%). Os genótipos mais prevalentes foram o HPV-6 (63,9%) e o HPV-16 (48,5%). A taxa de pacientes com HPV detectado, mas não genotipado, variou de 0% (Barbacena) a 11,1% (Belo Horizonte), exceto em Conselheiro Lafaiete, cuja taxa foi de 48%. A presença do HPV de alto risco (pacientes com pelo menos um tipo de HPV de alto risco) foi observada em 160 (70,5%) casos, do HPV de baixo risco em 162 (71,4%) e do HPV de alto e baixo risco concomitante em 125 (55,1%). A infecção por múltiplos genótipos do HPV manifestou-se em 64,8% das pacientes, com predomínio de dois tipos (23,8%) etrês tipos (18,9%). Não houve associação significante entre a prevalência do HPV e o uso de preservativo, número de parceiros sexuais, contagem de linfócitos T CD4 e quantificação da carga viral do HIV. Pacientes com carga viral mais alta (>25.631 cópias/ml) tiveram mais prevalência (41,4%) de mais de três tipos de HPV. Conclusão: a prevalência de HPV em mulheres infectadas pelo HIV é muito alta. A infecção por múltiplos genótipos foi o padrão predominante de infecçãopelo HPV. A presença de HPV não está associada aos marcadores da progressão do HIV. A multiplicidade do HPV parece estar associada a níveis de carga viral do HIV mais altas.
Abstract
Assunto
Infecções por HIV/complicações, Doenças do colo do útero, Genótipo, Colposcopia, Infecções por protozoários/complicações, Papillomavirus 16 humano, Carga viral, Papillomavirus G humano, Anamnese, Esfregaço vaginal, Antígenos CD4, Infecções por papillomavirus/epidemiologia, Mulheres, Infecções por papovaviridae/classificação, Reação em cadeia da polimerase
Palavras-chave
Vírus da imunodeficiência humana, Infecção múltipla, Papilomavírus humano, Cérvice uterina, Reação em cadeia de polimerase