Alimentos ultraprocessados: a classificação nova, descrição e associação com indicadores de posição socioeconômica no Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto

dc.creatorBárbara dos Santos Simões
dc.date.accessioned2020-02-12T15:13:00Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:51:09Z
dc.date.available2020-02-12T15:13:00Z
dc.date.issued2018-07-09
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/32478
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectAlimentos Industrializados
dc.subjectComportamento Alimentar
dc.subjectFatores Socioeconômicos
dc.subjectInquéritos e Questionários
dc.subjectEstudos Longitudinais
dc.subject.otherQuestionário de frequência alimentar
dc.subject.otherAlimentos ultraprocessados
dc.subject.otherFatores socioeconômicos
dc.subject.otherELSA-Brasil
dc.titleAlimentos ultraprocessados: a classificação nova, descrição e associação com indicadores de posição socioeconômica no Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Sandhi Maria Barreto
local.contributor.advisor1Luana Giatti Gonçalves
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5884228367542967
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2644675168552528
local.description.resumoIntrodução: o consumo de alimentos ultraprocessados é elevado em países ricos e tem crescido nos países de média e baixa renda. O maior consumo desses alimentos parece influenciar negativamente a qualidade da dieta. Grupos em desvantagens na posição social estão mais suscetíveis a exposições prejudiciais à saúde e têm menor acesso a determinados recursos que favoreçam melhores condições de saúde, como o acesso a alimentação mais saudável. Objetivos: os objetivos da presente tese compreenderam realizar a classificação dos itens alimentares do Questionário de Frequência Alimentar do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil) segundo a classificação NOVA, descrever os alimentos mais consumidos em cada grupo de alimentos da classificação NOVA e estimar o percentual de contribuição calórica de cada grupo de alimentos da NOVA no total consumido pelos participantes do ELSA-Brasil. Além disso, foi investigado se indicadores de posição socioeconômica estão associados ao maior consumo de alimentos ultraprocessados em participantes ELSA-Brasil. Métodos: utilizou dados da linha de base (2008-2010) do ELSA-Brasil, uma coorte multicêntrica de servidores públicos, ativos e aposentados, com idade entre 35 e 74 anos de instituições de ensino e pesquisa de seis capitais brasileiras. Os alimentos consumidos foram obtidos por questionário de frequência alimentar e classificados segundo a NOVA por meio de processo de construção juntamente com pesquisadores que foram responsáveis pela sua concepção. A associação entre o percentual de contribuição calórica de alimentos ultraprocessados e indicadores de posição socioeconômica (escolaridade, renda domiciliar per capita e classe social ocupacional) foi estimada por modelos lineares generalizados, ajustados por sexo e idade. Resultados: obteve-se a classificação segundo o nível de processamento do questionário de frequência alimentar aplicado aos participantes do ELSA-Brasil. Além disso, observou-se que os alimentos UP contribuíram com 22,7% da ingestão calórica total. As frutas, arroz e carne de boi e derivados e de aves contribuíram com mais de 30% do consumo da energia. O pão francês (5,0%) foi o alimento que contribuiu com maior percentual de energia entre os alimentos processados, seguido dos queijos brancos e dos queijos amarelos. Os pães ultraprocessados (3,8%) foram os alimentos ultraprocessados que mais contribuíram para as calorias totais consumidas neste grupo de alimentos, seguidos dos doces e guloseimas (3,1%) pizzas e salgados (2,4%), refrigerantes e sucos industrializados ou artificiais (2,3%). Após os ajustes por idade e sexo, observou-se redução da média aritmética da contribuição calórica percentual dos UP com o decréscimo da escolaridade, da renda familiar per capita e da classe social ocupacional. Todas as associações sugeriram um gradiente dose-resposta. Conclusões: a classificação NOVA foi inserida na linha de base do ELSA-Brasil, 2008-2010 e será importante para que se possa produzir evidências científicas entre a relação do consumo de alimentos ultraprocessados e desfechos na saúde. Além disso, observou-se que a contribuição calórica dos UP foi maior entre os indivíduos de nível socioeconômico mais alto entre os participantes do estudo
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Saúde Pública

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