Da república sem mulheres à modernização patriarcal : origens e metamorfoses das relações de gênero no Brasil

dc.creatorAna Carolina Freitas Lima Ogando
dc.date.accessioned2023-02-20T14:16:08Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:24:58Z
dc.date.available2023-02-20T14:16:08Z
dc.date.issued2012-03-08
dc.description.abstractThis study intends to contribute to an understanding of how Brazilian social and political thought, since the 19th century through to mid-20th century, produced knowledge and specific meanings about gender relations. The first chapter, seeks to trace the multiple dimensions that helped configure these beliefs by relying upon the framework of the sociopolitical imaginary, given it is considered a framework broad enough to revisit classic debates in feminist theory such as the public/private dichotomy and its relation to the recompositions of patriarchy. The narrative proposed here also considers how struggles for recognition were important for articulating agendas that challenged patriarchal discourses, practices and structures inscribed in those imaginaries. Stemming from this theoretical framework, the following two chapters analyze the discourses and ideas of feminists and actors/authors, representative of certain normative traditions in two historical periods: (1) mid-19th century until the first years of the First Republic and (2) 1930-1964. First, Nísia Floresta’s vindications in the 19th century are studied in relation to the influences of Positivism, Catholicism and Liberalism. Subsequently, Bertha Lutz’s discourses and agendas are analyzed in relation to the traditions configuring the imaginary of the 20th century: Authoritarianism, Catholicism and Leftist thought. Lastly, the study highlights a few links between the past and present with regard to continuities or ruptures with the imaginaries examined. The proposed thesis deepens the understanding of the origins and metamorphoses of the sociopolitical imaginaries and their influences on gender relations, illustrating, first, how women’s access to public spheres was accompanied by the processes associated with patriarchal modernization. The feminist re-reading and interpretation here also unveiled the political significance behind not only the beliefs studied, but also of the struggles for recognition emerging in the periods investigated. Finally, the research presented is based on the premise that a study of Brazilian social and political thought, through a feminist perspective, is better capable of detecting how patriarchal forces and cultures, grounded in past imaginaries, continue to create obstacles for Brazilian women’s greater emancipation and autonomy in the public and private spheres.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/50228
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relationPrograma Institucional de Internacionalização – CAPES - PrInt
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectCiência política - Teses
dc.subjectMulheres - Teses
dc.subjectRelações de gênero - Teses
dc.subjectFeminismo - Teses
dc.subject.otherImaginário sociopolítico
dc.subject.otherLutas por reconhecimento
dc.subject.otherTradições normativas
dc.subject.otherDicotomia público-privado
dc.subject.otherPatriarcado
dc.subject.otherFeminismo
dc.titleDa república sem mulheres à modernização patriarcal : origens e metamorfoses das relações de gênero no Brasil
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Juarez Rocha Guimarães
local.contributor.advisor1Marlise Miriam de Matos Almeida
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1974404093620849
local.contributor.referee1Fernando de Barros Figueiras
local.contributor.referee1Ricardo Fabrino Mendonça
local.contributor.referee1Celi Regina Jardim Pinto
local.contributor.referee1Neuma Figueiredo de Aguiar
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3830945663586314
local.description.resumoEste estudo pretende contribuir para a compreensão de como o pensamento social e político brasileiro, do século XIX até meados do século XX, produziu conhecimentos e significados específicos no tocante às relações de gênero. O primeiro capítulo, busca traçar as múltiplas dimensões que ajudaram a configurar essas crenças, recorrendo ao enquadramento do imaginário sociopolítico sob o argumento de ser ele amplo o suficiente para revistar debates clássicos da teoria feminista, tais como a dicotomia do público e do privado e suas relações com as recomposições do patriarcado. A narrativa aqui proposta considera, também, como as lutas por reconhecimento foram importantes para articular agendas que desafiassem os discursos, práticas e estruturas patriarcais inscritas naqueles imaginários. A partir desse enquadramento teórico, são analisados, nos dois capítulos seguintes, os discursos e as ideias de feministas e atores/autores, representativos de certas tradições normativas, em dois períodos históricos, a saber, (1) meados do século XIX até os primeiros anos da República Velha e (2) período compreendido entre 1930 e 1964. A princípio, são estudadas as reivindicações de Nísia Floresta, no século XIX, frente às influências das tradições do positivismo, catolicismo e liberalismo. Logo, são examinados os discursos e as agendas de Bertha Lutz em relação às tradições que compunham o imaginário do século XX: o autoritarismo, o catolicismo e o pensamento de esquerda. Em seguida, procura-se destacar alguns elos entre o passado e o presente no que diz respeito às formas de perpetuação e ruptura com os imaginários examinados. A pesquisa proposta aprofunda o conhecimento acerca das origens e metamorfoses do imaginário sociopolítico e suas influências sobre as relações de gênero, ilustrando, primeiramente, como o acesso das mulheres às esferas públicas foi acompanhado pelos processos ligados à modernização patriarcal. A releitura e interpretação feminista também desvelou a significância política por trás tanto das crenças estudadas quanto das lutas por reconhecimento que se dão nos períodos analisados. Por fim, o trabalho que ora se apresenta parte da premissa de que um estudo do pensamento social e político brasileiro por uma perspectiva feminista é capaz de melhor detectar como forças e culturas patriarcais, embasadas em imaginários decorridos, continuam a impor obstáculos à maior emancipação e autonomia das mulheres brasileiras nos espaços público e privado.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA POLÍTICA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciência Política

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