Estresse ocupacional de trabalhadores da atenção primária à saúde no contexto da pandemia Covid-19
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Occupational stress of primary health care workers in the context of the Covid-19 pandemic
Primeiro orientador
Membros da banca
Karla Rona da Silva
Carolina da Silva Caram
Carolina da Silva Caram
Resumo
Introdução: A transmissibilidade rápida da COVID-19 tem apresentado consequências físicas,
psíquicas, sociais e econômicas graves que modificam comportamentos e regras gerando
ansiedade, tensão, insegurança, bem como vigilância intensiva dos sintomas da doença em
todas as esferas da nossa sociedade. Os profissionais da saúde que se encontraram na linha de
frente da pandemia se expuseram a um risco considerável para o desenvolvimento de
sentimentos de angústia, estresse e outros sintomas relacionados à saúde mental, uma vez que
a sobrecarga de trabalho que já era uma realidade aumentou, bem como o risco de
contaminação, somadas a informações controvérsias disseminadas por meio das redes sociais
ampliando o potencial de desenvolvimento de reações psicológicas. O atendimento presencial
de pacientes com sintomas de COVID-19 pode implicar em risco para a saúde dos
trabalhadores, em especial nos serviços de atenção primária que assume a centralidade da rede
de atenção à saúde, sendo o primeiro contato dos usuários com o Sistema Único de Saúde.
Considerando que os serviços de atenção primária cumprem um papel estratégico no
estabelecimento de relações contínuas com a população, também apresenta limitações próprias
da natureza e dos seus objetivos de trabalho para o atendimento as Síndromes Gripais
potencializando pressões significativas nos profissionais de saúde, capazes de gerar sentimentos
para o estresse ocupacional. Objetivo: Analisar o estresse ocupacional em trabalhadores da
Atenção Primária à Saúde no contexto da pandemia de COVID-19. Método: Estudo
epidemiológico de delineamento transversal e analítico, constituído de um questionário
validado com 23 questões fechadas com alternativas concordância do tipo Likert de 5 pontos,
relacionadas à estrutura do ambiente de trabalho, relação interpessoal e relação com as
lideranças. Participaram do estudo256 trabalhadores de todas as categorias profissionais que
atuavam nos serviços de atenção primária em dez Centros de Saúde da Regional Nordeste de
Belo Horizonte. A coleta de dados ocorreu entre os meses de janeiro e março de 2021. Foi
construído um banco de dados com o auxílio do programa Epi Info versão 7.0, e a sua análise
foi realizada com o uso do programa Stata versão 13.1. As análises descritivas foram realizadas
de acordo com o tipo de variável e sua distribuição. Medidas de frequência absoluta (n) e
frequência relativa (%), média (M), mediana e desvio padrão (DP) foram utilizadas para
caracterização da população. Resultados: Os trabalhadores foram em sua maioria do gênero
feminino (80%), adultos jovens (33%), de nível médio (53.73%) a superior (41.47%), composto
por técnicos de enfermagem (28.40%) e agentes comunitários de saúde (23.60%). Ressalta-se
que metade dos trabalhadores são concursados e a outra parte mantinha um vínculo de contrato
com a Prefeitura de Belo Horizonte (49.8%). A maioria é casada (44.53) e sua maioria não
possuem filhos (46.8) em relação aos que possuem (45,2%), trabalhavam nas unidades básicas
de saúde há cinco anos ou mais, e estão atuando na mesma função há mais de dez anos
(50.99%). As situações geradoras de estresse mais significativa foram elementos que envolvem
as relações humanas institucionais, como: a ausência de comunicação entre o profissional e os
colegas de trabalho; a competição no ambiente de trabalho; e o fato do superior encobrir o
trabalho bem-feito do profissional diante de outras pessoas. De acordo com a escala utilizada
os profissionais se encontraram no nível geral de estresse baixo (58,59%), o que significa que
não há ausência de estresse, porém com um número significativo que profissionais em nível
médio (37,89%). Considerações Finais: A pandemia impossibilitou um estudo mais amplo.
Porém, representa um ponto de partida para discussões a respeito do estresse e adoecimento
mental dos profissionais de saúde da atenção primária, que durante o período da pandemia
mostrou um problema crônico com ênfase nas relações pessoais entre a equipe de saúde e os
gestores. Apesar do nível geral de estresse ter sido baixo, ressalta o quanto as relações humanas
têm se destacado enquanto um elemento estressor, inviabilizando um trabalho coletivo e uma
comunicação eficaz, o que desestimula o trabalho em saúde. Como Produto Técnico foi
elaborado um relatório da pesquisa, no formato A4 (frente e verso), resumindo a pesquisa de
forma simples e fácil de ser compreendida. Encontra-se como Apêndice C.
Abstract
Introduction: The rapid transmissibility of COVID-19 has presented serious physical,
psychological, social and economic consequences that modify behaviors and rules generating
anxiety, tension, insecurity, as well as intensive surveillance of the symptoms of the disease in
all spheres of our society. Health professionals who found themselves at the front line of the
pandemic were exposed to a considerable risk for the development of feelings of anguish, stress
and other symptoms related to mental health, since the work overload that was already a reality
increased, as well as the risk of contamination, added to controversial information disseminated
through social networks expanding the potential for developing psychological reactions. Faceto-face care of patients with SYMPTOMS of COVID-19 may imply a risk to workers' health,
especially in primary care services that assume the centrality of the health care network, being
the first contact of users with the Unified Health System. Considering that primary care services
play a strategic role in establishing continuous relationships with the population, it also has
limitations specific to nature and its work objectives for the care of Influenza Syndromes,
potentiating significant pressures in health professionals, capable of generating feelings for
occupational stress. Objective: To analyze occupational stress in Primary Health Care workers
in the context of the COVID-19 pandemic. Method: Epidemiological study of cross-sectional
and analytical design, consisting of a questionnaire validated with 23 closed questions with 5-
point Likert-type agreement alternatives, related to the structure of the work environment,
interpersonal relationship and relationship with leaders. The study included 256 workers from
all professional categories working in primary care services in ten Health Centers in the
Northeast Region of Belo Horizonte. Data were collected between January and March 2021. A
database was built with the aid of epi info version 7.0, and its analysis was performed using the
Stata version 13.1 program. Descriptive analyses were performed according to the type of
variable and its distribution. Absolute frequency (n) and relative frequency (M%), median and
standard deviation (SD) measurements were used to characterize the population. Results: The
workers were mostly female (80%), young adults (33%), middle education (53.73%) and higher
(41.47%), composed of nursing technicians (28.40%) and community health agents (23.60%).
It is emphasized that half of the workers are public agents and the other party maintained a
contract bond with the city of Belo Horizonte (49.8%). The majority are married (44.53) and
most do not have children (46.8) compared to those who have (45.2%), worked in basic health
units for five years or more, and have been working in the same function for more than ten
years (50.99%). The most significant stress-generating situations were elements that involve
institutional human relations, such as: the absence of communication between the professional
and the co-workers; competition in the workplace; and the fact that the superior cover up the
well-done work of the professional in front of other people. According to the scale used, the
professionals found themselves in the general low stress level (58.59%), which means that there
is no absence of stress, but with a significant number than professionals at the medium level
(37.89%). Final Considerations: The pandemic made a broader study impossible. However, it
represents a starting point for discussions about the stress and mental illness of primary care
health professionals, who during the pandemic period showed a chronic problem with emphasis
on personal relationships between the health team and managers. Although the general level of
stress has been low, it emphasizes how much human relations have stood out as a stressful
element, making collective work and effective communication impossible, which discourages
health work. As a Technical Product, a research report was prepared, in the A4 format (front
and back), summarizing the research in a simple and easy to understand way. It is as Appendix
C.
Assunto
Estresse Psicológico, Atenção Primária à Saúde, COVID-19, Administração de Serviços de Saúde., Dissertação Acadêmica
Palavras-chave
Estresse Psicológico, Atenção Primária à Saúde, COVID-19, Administração de Serviços de Saúde.