A educação permenente como ferramenta de mudanças: dimensões ou critérios para análise da potência de um projeto de intervenção na perspectiva da transversalidade e cogestão
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Monografia de especialização
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Resumo
Introdução A proposta da Educação Permanente em Saúde – EPS- surgiu na década e 1980, por iniciativa da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OPAS/ OMS) para o desenvolvimento dos Recursos Humanos na Saúde. No Brasil, foi lançada como política nacional em 2003, constituindo papel importante na concepção de um SUS democrático, equitativo e eficiente. A EPS é estabelecida como instrumento para transformar o profissional de saúde em um exímio conhecedor da sua realidade local (LOPES et al., 2007). Sendo assim, a aposta é fortalecer a Educação Permanente (EP) como norteadora de novas práticas que orientam a reflexão sobre o trabalho e a construção de processos de aprendizagem colaborativa e significativa, ofertando ações coletivas de desenvolvimento aos trabalhadores, a partir dos principais desafios identificados pelas equipes no cotidiano do trabalho. Afinal, como ensina Paulo Freire (1989), o ser humano não pode ser compreendido fora de seu contexto. Objetivo: Implantar e manter o programa de educação permanente específico no setor Centro obstétrico HCUFU; Promover a reflexão entre a equipe de enfermagem sobre a sua rotina profissional; Implementar atualização da assistência baseada nas melhores evidências científicas; Favorecer e estimular a atualização por meio da busca e leitura científica; Metodologia: Trata-se de uma estratégia de EP por meio de reunião semanal para apresentação e discussão de casos oriundos da realidade local e implementação de mudanças de conduta através da atualização/implantação de protocolos de assistência e POP. Para as atividades de estudo utiliza-se metodologias ativas como o Ciclo de Reflexão (CLAP/SMR), o role play, uma técnica didática em que os participantes são envolvidos numa situação-problema, devendo tomar decisões e prever suas consequências; este exercício é uma metodologia de ensino democrática e participativa, que aborda conteúdos e aprendizagens compreendendo o aprender na ação. Resultados parciais: O tema do primeiro encontro foi Atualização do Protocolo de Recepção/Admissão da paciente no setor, nesta atividade foi utilizada a técnica de role play, onde uma das técnicas em enfermagem simularam o papel de paciente que chega no setor para ser submetida a uma cirurgia, e recepcionada por outra técnica, conforme a rotina atual, apontando os “problemas/inconformidades” na maneira como atuam no seu cotidiano. A reflexão desta atividade apontou a necessidade de mudanças na rotina do serviço, ficou acordado a elaboração e implantação do protocolo de cirurgia/parto seguro, que está sendo elaborado pela equipe. Após as reflexões foi proposto e elaborado um roteiro denominado Lista de verificação do parto seguro que está sendo institucionalizado no setor. Conclusão: A implantação do referido projeto de intervenção se configura como estratégia disparadora de reflexões e mudanças na rotina do setor, com grande potencial para melhorar a qualidade da assistência prestada pela equipe de enfermagem.
Abstract
Assunto
Educação Continuada em Enfermagem, Avaliação em Enfermagem, Enfermagem Obstétrica/educação, Monografia
Palavras-chave
Educação permanente, Qualidade da assistência, Assistência ao parto