Tradição e modernidade: des (entendimentos) no desenvolvimento de um software durante o processo de implantação da MPS.BR

dc.creatorCarla Floriana Martins
dc.date.accessioned2020-02-11T16:04:38Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:43:28Z
dc.date.available2020-02-11T16:04:38Z
dc.date.issued2017-05-03
dc.description.abstractThis work seeks to understand the contradictions related to the implementation of the MPS.Br model (Brazilian Software Improvement Model) deployed in the context of the development of a software. This study observed the impact of the MPS.br implementation in the way the company operated. Based on ethnographic-inspired field research, it was possible to perceive that substantial changes in the logics of production, results, relationships and communications between the communities of practices within the company. In particular, it was possible to note that the introduction of the MPS.Br contributed to the loss of the more artisanal, collaborative and communicative character that persisted in the company, transforming it towards the establishment of industrial and instrumental logics. In addition, after obtaining MPS.Br certification, the company's expectations to increase productivity were frustrated. Instead, software development became slower and more conflictive, compromising product quality and business viability. Based on this, the present study highlights the importance of collaborative forms of work and questions the use of rigid and traditional methodologies of software development such as MPS.Br. In addition, the research emphasizes that a better understanding of the performance of existing Communities of Practice in a given context, and the perception of the sociotechnical aspects of development of software can contribute to a perspective for Software Engineering more productive and less conflictual. In this way organizations can offer conditions that aim to facilitate collaborative work between teams and communities, obtaining, in this way, an improvement in the production of artifacts geared to the expansion of knowledge and conjunctures of organizations' transformations.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/32424
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEngenharia de produção
dc.subjectEngenharia de software
dc.subjectSoftware - Desenvolvimento
dc.subject.otherEngenharia de produção
dc.subject.otherEngenharia de software
dc.subject.otherOlhar sociotécnico
dc.subject.otherProcesso de desenvolvimento de software
dc.subject.otherComunidades de prática
dc.subject.otherFormas de trabalho em conjunto
dc.titleTradição e modernidade: des (entendimentos) no desenvolvimento de um software durante o processo de implantação da MPS.BR
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Raoni Guerra Lucas Rajão
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8230430746330911
local.contributor.referee1Francisco de Paula Antunes Lima
local.contributor.referee1Henrique Luiz Cukierman
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7224640113219103
local.description.resumoEste trabalho busca compreender algumas situações ocorridas durante a implantação do modelo MPS.Br (Modelo de Melhoria do Software Brasileiro) no contexto do desenvolvimento de um software. Buscou-se observar o impacto dessa implantação na forma como a empresa era operada anteriormente e como ela passou a operar a partir do uso dessa prática já conhecida no mercado brasileiro. A partir da pesquisa em campo, de inspiração etnográfica, foi possível perceber que transformações substanciais nas lógicas de produção, de resultado, de relação e de comunicação entre comunidades de práticas estabelecidas ocorreram dentro da empresa. Em particular, foi possível notar que a introdução do MPS.Br contribuiu para a perda do caráter mais artesanal que perdurava na empresa, transformando-a na direção de lógicas de origem industrial e instrumental. Além disso, após obter a certificação do MPS.Br as expectativas da empresa com relação ao aumento da produtividade em relação a quantidade de códigos escritos não foram as esperadas. A partir dessa reflexão, o presente estudo evidencia momentos em que prevaleceram as formas colaborativas de trabalho e questiona o uso de metodologias rígidas e tradicionais de desenvolvimento de softwares como as almejadas pelo MPS.Br e outras metodologias similares. A pesquisa ressalta, também, que um melhor entendimento sobre a atuação de Comunidades de Prática existentes num determinado contexto, e uma percepção sociotécnica das variáveis que envolvem o desenvolvimento de softwares podem contribuir com uma perspectiva para a Engenharia de Software mais sintonizada com os aspectos sociais e organizacionais das instituições. Desse modo, as organizações poderão oferecer condições que visem facilitar o trabalho colaborativo entre equipes e comunidades, obtendo a melhoria na produção de artefatos voltados para a ampliação de conhecimentos e conjunturas de transformações das organizações.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentENG - DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA PRODUÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Engenharia de Produção

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