A aquisição de construções clivadas do português brasileiro

dc.creatorNatália Alves Drumond
dc.date.accessioned2025-08-25T16:14:15Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:08:31Z
dc.date.available2025-08-25T16:14:15Z
dc.date.issued2025-04-03
dc.description.abstractThe central aim of this thesis is to understand how children having Brazilian Portuguese as their mother tongue acquire different types of cleft structures. Cleft constructions (in its larger sense) consist of resources for focusing constituents in the sentence, and are subdivided into clefts and pseudoclefts. While the former consist of a cleft constituent, a copula and the complementizer que, the latter display a wh-pronoun instead of the complementizer. The justification for conducting this research stems from the paucity of studies on the acquisition of cleft structures in varieties of Portuguese, despite the existence of studies on clefts about the stable grammar of Brazilian Portuguese. To this end, an experiment was conducted that analyzed the oral production of three groups of children in the process of acquisition of Brazilian Portuguese as a mother tongue, besides a control group made up of adults. In addition to it, we have analyzed a children's corpus, the Corpus Infantil Longitudinal, which includes data of clefts uttered by a child interacting with his mother or grandmother. Elements with the syntactic function of subject, in the adult and child groups, were more frequently clefted, in comparison with the functions of direct object, indirect object and adverbial adjunct. The most used cleft constructions adults were pseudoclefts in the syntactic function of subject, while children used truncated clefts more often. After having presented the theoretical framework on which this thesis is based, we include a literature review on clefting, its relation with the notion ‘focus’ and the main types of clefts and pseudoclefts in Brazilian Portuguese and European Portuguese. The analysis of the results of both the experiment and the corpus showed that the analyzed children produce various types of cleft constructions and no pseudocleft construction, a construction type which is, however, produced by adults. Besides, canonical clefts without the complementizer were exclusively found in the children's answers, while simple fragments, which can be considered ellipted forms, appeared in significant numbers in speech of children and, to a small extent, in those of adults. Specifically, the data from the experiment shows that, at first, children produce more cleft structures than adults, but this is only the case when simple fragments are counted as responses. In both adult and children groups, elements with the syntactic function of subject were those most frequently clefted if compared to direct objects, indirect objects and adverbial adjuncts. The cleft constructions most used by adults were pseudoclefts in subject function, whereas children have mostly used truncated clefts Although they have clefted all syntactic functions surveyed, there was again a prevalence of those in subject function.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/84545
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectLíngua portuguesa – Estudo e ensino
dc.subjectLíngua portuguesa – Sintaxe
dc.subjectLíngua portuguesa – Aquisição de segunda linguagem
dc.subject.otherconstruções clivadas
dc.subject.otherfocalização
dc.subject.othersintaxe
dc.subject.otheraquisição de linguagem
dc.subject.otherestrutura informacional
dc.titleA aquisição de construções clivadas do português brasileiro
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Ruth Elisabeth Vasconcellos Lopes
local.contributor.advisor1Aroldo Leal de Andrade
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7035974908107978
local.contributor.referee1Aroldo Leal de Andrade
local.contributor.referee1Ruth Elisabeth Vasconcellos Lopes
local.contributor.referee1Arabie Bezri Hermont
local.contributor.referee1Larissa Santos Ciríaco
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4843728808079244
local.description.resumoO objetivo central desta dissertação é compreender como as crianças que têm o português brasileiro como língua materna adquirem diferentes tipos de estruturas clivadas. As construções da família das clivadas consistem em recursos para focalizar constituintes na sentença, e se subdividem em clivadas e pseudoclivadas. Enquanto as primeiras consistem num constituinte clivado, uma cópula e o complementizador que, as segundas exibem um pronome-Q em vez do complementizador. A justificativa para a realização desta pesquisa decorre da escassez de estudos sobre a aquisição de estruturas clivadas em variedades do português, apesar da existência de estudos sobre as clivadas presentes na gramática do português brasileiro estável. Para tanto, foi realizado um experimento que analisou as produções orais de três grupos de crianças em processo de aquisição do português brasileiro como língua materna, além de um grupo controle formado por adultos. Além disso, analisamos um corpus infantil, o Corpus Infantil Longitudinal, que inclui dados de clivadas enunciadas por uma criança interagindo com sua mãe ou avó. Os elementos com a função sintática de sujeito, tanto no grupo de adultos como no de crianças, foram clivados com maior frequência em relação às funções de objeto direto, objeto indireto e adjunto adverbial. As construções clivadas mais utilizadas pelos adultos foram as pseudoclivadas na função sintática de sujeito, enquanto as crianças utilizaram mais as clivadas truncadas. Após a apresentação do quadro teórico em que se baseia esta tese, é feita uma revisão da literatura sobre clivagem, sua relação com a noção de foco e os principais tipos de clivadas e pseudoclivadas no português brasileiro e no português europeu. A análise dos resultados do experimento e do corpus mostrou que as crianças analisadas produzem vários tipos de construções clivadas e nenhuma construção pseudoclivada, sendo esse tipo de construção, no entanto, produzido por adultos. Além disso, as clivagens canônicas sem o complementizador foram encontradas exclusivamente nas respostas das crianças, enquanto os fragmentos simples, que podem ser considerados formas elípticas, apareceram em número significativo na fala das crianças e em pequena quantidade na fala dos adultos. Especificamente, os dados do experimento mostram que, à primeira vista, as crianças produzem mais estruturas clivadas do que os adultos, mas isso só acontece quando os fragmentos simples são contados como respostas. As construções clivadas mais utilizadas pelos adultos foram as pseudoclivadas na função sintática de sujeito, enquanto as crianças utilizaram mais as clivadas truncadas. Elas também clivaram constituintes de todas as funções sintáticas estudadas, embora tenha havido de elementos com função de sujeito.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos

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