O desenvolvimento sustentável como um estilo de pensamento: uma abordagem histórica

dc.creatorCarlos Alberto Mourthe Junior
dc.date.accessioned2019-08-11T06:23:52Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:51:06Z
dc.date.available2019-08-11T06:23:52Z
dc.date.issued2017-10-02
dc.description.abstractThis thesis is an investigation about the complexity of styles of thought that are integrated in the construction and systematization of another style of thinking: for sustainable development. The use of Ludwik Fleck's evolutionary historiography, unlike a paradigmatic approach, ruled by immeasurable splits, widens the eyes for the complexity of a transition of thought styles. It is through this historiographic tool that diversified visits are made, both to the styles of thought that are evident in the construction of a proposal for sustainable development - such as environmentalism - and a diverse set of other styles of thought. Many of them present themselves passively in the discourses but carrying a vast coercive and sometimes imperceptible set that preserves the foundations of the culture that created the problems that this sustainable development seeks to solve. The universalities, generally used in an instructive way, stand out here. Truths disseminated as objective status and, because they do not emerge from a dialogical construction, contribute to the configuration of a social system of mutual denials and often, exclusionary. The conclusions that are presented show the style of thinking for sustainable development systematized in the report Our Common Future far from a sustainable human and social development. A proposal that does not access the broad human possibilities of collaborative integration in language, structured in deep constitutive experiences and diverse of our biological-cultural heritage. The proposal for sustainable development analyzed is often reduced to standardizing ideas. It distances itself from all the potential of autonomous construction, of solidary relations and of a complexity that directs the reconnection with the web of life on creative and socially integrating foundations.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-AVSFC6
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectComplexidade (Filosofia)
dc.subjectHistória
dc.subjectFleck, Ludwik, 1896-1961
dc.subjectPensamento
dc.subjectDesenvolvimento sustentável
dc.subject.otherDesenvolvimento Sustentável
dc.subject.otherLudwik Fleck
dc.subject.otherEstilo de pensamento
dc.subject.otherComplexidade
dc.titleO desenvolvimento sustentável como um estilo de pensamento: uma abordagem histórica
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Mauro Lucio Leitão Condé
local.contributor.referee1Carlos Alvarez Maia
local.contributor.referee1Ely Bergo de Carvalho
local.contributor.referee1Valéria Vernaschi Lima
local.contributor.referee1Cristina Magro
local.description.resumoEsta tese é uma investigação sobre a complexidade de estilos de pensamento que se integram na construção e sistematização de um outro estilo de pensamento: para o desenvolvimento sustentável. O uso da historiografia evolucionária de Ludwik Fleck, diferentemente de uma abordagem paradigmática, pautada por cisões incomensuráveis, amplia os olhares para a complexidade de uma transição de estilos de pensamento. É por meio desta ferramenta historiográfica que são feitas diversificadas visitas, tanto aos estilos de pensamento que se mostram evidentes na construção de uma proposta de desenvolvimento sustentável como o ambientalismo - quanto a um conjunto diversificado de outros estilos de pensamento. Muitos deles se apresentam de forma passiva nos discursos, mas carregam um vasto conjunto coercitivo, por vezes imperceptível, que conserva os fundamentos da própria cultura que criou os problemas que este desenvolvimento sustentável pretende solucionar. Destacam-se aqui as universalidades, em geral, usadas de forma instrutiva. Verdades disseminadas como o status objetivo e que, por não emergirem de uma construção dialógica, contribuem para a configuração de um sistema social de negações mútuas e, muitas vezes, excludente. As conclusões que se apresentam mostram o estilo de pensamento para o desenvolvimento sustentável sistematizado no relatório Nosso Futuro Comum distanciado de um desenvolvimento humano e social sustentável. Uma proposta que não acessa as amplas possibilidades humanas de integração colaborativa na linguagem, estruturadas em profundas experiências constitutivas e diversas de nossa herança biológico-cultural. A proposta de desenvolvimento sustentável analisada reduz-se, muitas vezes, na uniformizadoras das ideias. Distancia-se de todo o potencial de construção autônoma, de relações solidárias e de uma complexidade que encaminha a reconexão com o tecido da vida sobre fundamentos criativos e socialmente integradores.
local.publisher.initialsUFMG

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