Viabilidade agronômica do uso do rejeito de garimpos no Distrito Pegmatítico de Araçuaí, MG
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Autor(es)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Adolf Heinrich Horn
Cristiane Valeria de Oliveira
Herminio Arias Nalini Junior
Antonio Francisco Sá e Melo Marques
Cristiane Valeria de Oliveira
Herminio Arias Nalini Junior
Antonio Francisco Sá e Melo Marques
Resumo
Esta tese aborda parte do Distrito Pegmatítico de Araçuaí, Médio Jequitinhonha, tendo como foco o Campo Pegamatítico de Coronel Murta onde a exploração de pegmatitos tem objetivado, há muitas décadas, a extração de gemas e feldspato industrial. A maioria das gemas tem elevado valor no mercado, mas em termos de quantidade, elas representam somente uma proporção muito pequena dos depósitos pegmatíticos. O maior volume do material pegmatítico, rico em minerais industriais, é desperdiçado. Grandes quantidades do rejeito de pegmatitos criam degradação ambiental, especialmente nas drenagens. A principal questão que alicerça o objetivo dessa tese é a viabilidade da utilização dos rejeitos pegmatíticos como fonte de fertilizantes para as plantas, tendo em vista contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos pequenos agricultores da região do Médio Jequitinhonha. Por outro lado, o uso do rejeito também diminuiria o impacto ambiental. As amostras foram coletadas em três diferentes garimpos (Água Santa, Morro Redondo e Pau Alto I), localizados no município de Coronel Murta. Os estudos dos rejeitos envolveram análises físicas, químicas e mineralógicas. Para validação agronômica do uso dos rejeitos realizaram-se experimentos de campo (Araçuaí) e em casa de vegetação (Belo Horizonte). Análises de difração de Raios-X mostram que feldspato potássico, caulinita, quartzo e albita são predominantes e estão presentes em quase todas as amostras; ilita, goethita, hematita, esmectita e muscovita ocorrem em menores proporções; clorita e ilmenita aparecem somente como vestígios. Quanto aos experimentos de campo e em casa de vegetação, os resultados das várias análises realizadas não mostraram diferenças significativas para os rejeitos testados. Embora a avaliação visual das plantas em casa de vegetação sugerisse perspectiva positiva, os resultados quantitativos indicam que os rejeitos testados, nas condições dos experimentos, são irrelevantes como fertilizantes de plantas. Contudo, sugere-se a continuidade de pesquisas desta natureza, tanto com o rejeito de pegmatito como de outras rochas (e.g., ardósia, pedra-sabão).
Abstract
Assunto
Pegmatitos, Fertilizantes, Araçuaí (MG), Coronel Murta (MG)
Palavras-chave
pegmatito, fertilizante, Médio Jequitinhonha