Avaliação de biomarcadores circulantes da depressão geriátrica e da doença de Alzheimer: uma revisão sistemática

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Fábio Lopes Rocha
Maria Aparecida Camargos Bicalho
Paulo Caramelli

Resumo

A depressão acomete 10,3% dos idosos no mundo. A Doença de Alzheimer (DA) ocorre em 6 - 7% dos idosos. Ambos os transtornos são frequentes na população geriátrica, o diagnóstico é primordialmente clínico e impactam na qualidade de vida. Prejuízos cognitivos e funcionais estão associados à depressão no idoso e podem permanecer mesmo após a remissão dos sintomas de humor. Pacientes com DA podem apresentar sintomas depressivos, principalmente nas fases iniciais. Portanto, é desafiadora a distinção entre depressão e DA em geriatria. O estudo de biomarcadores pode auxiliar nessa diferenciação. Objetivos: Realizar uma revisão sistemática da literatura em relação aos biomarcadores circulantes associados à depressão no idoso e à DA. Métodos: A partir das bases de dados MEDLINE e LILACS, foram procurados artigos originais, em humanos, em idosos, nas línguas portuguesa e inglesa, sem limite para data de entrada. Resultados: Foram avaliados 21.864 artigos e incluídos para a extração de dados final 213 estudos. A depressão no idoso comparada com controles saudáveis: (i) não mostrou associação com o alelo da apolipoproteína E epsilon 4 (APOE e4) e com Aβ42 em líquor; (ii) evidenciou redução dos níveis circulantes periféricos de Aβ42 e Aβ42/Aβ40 e aumento de neurofilamento de cadeia leve (NFL) em líquor e de marcadores inflamatórios, especialmente IL6, IL1β e TNFα; (iii) não mostrou alterações dos níveis liquóricos de proteínas tau e neurogranina em idosos deprimidos. Pacientes com DA comparados com controles saudáveis: (i) apresentaram aumento dos polimorfismos do gene da APOE e do alelo APOE e4; (ii) evidenciaram diminuição de Aβ42 e aumento de proteínas tau, t-tau e p-tau/Aβ42, VILIP-1, YKL-40, NFL e neurogranina liquóricos; (iii) os dados sobre marcadores inflamatórios e neurotróficos foram inconclusivos. Pacientes com DA comparados com depressão no idoso apresentaram diminuição de Aβ42 e aumento de t-tau, p-tau e neurogranina em líquor e homocisteína circulante periférica. Não foram encontrados estudos de marcadores inflamatórios ou genéticos comparando pacientes com DA e idosos deprimidos. Conclusões: São necessários mais estudos que relacionem as características clínicas da depressão no idoso com os biomarcadores e que avaliem longitudinalmente, na depressão no idoso e na DA, os marcadores Aβ, tau, homocisteína, NFL e neurogranina.

Abstract

Assunto

Neurociências, Transtorno depressivo, Doença de Alzheimer, Biomarcadores, Citocinas

Palavras-chave

Transtorno depressivo, Doença de alzheimer, Biomarcador, Citocinas

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