Infecção de sítio cirúrgico: uma revisão de literatura

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Resumo

INTRODUÇÃO: Infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), anteriormente conhecidas como infecções hospitalares, são definidas como condições sistêmicas ou localizadas resultantes de reações adversas à presença de agentes infecciosos ou de suas toxinas que não estavam presentes ou em período de incubação à admissão do paciente no ambiente assistencial. Segundo dados estatísticos dos Centers for Diseases Control and Prevention (CDC), dentre as principais topografias das IRAS, as infecções de sítio cirúrgico (ISC) se destacam, pois representam uma das principais complicações da prática cirúrgica. No Brasil, ocupam a terceira posição entre todas as IRAS, compreendendo entre 14% a 16% em pacientes hospitalizados. Considerando a relevância das ISC no âmbito das IRAS, este estudo propõe descrever essas infecções, procurando aumentar o conhecimento dos profissionais de saúde, orientando-os no planejamento de suas ações de prevenção e controle e na elaboração e/ou ajustes de seus protocolos. MÉTODO: Revisão de literatura por meio de pesquisa bibliográfica. RESULTADOS: Os estudos demonstraram que os fatores de risco estão ligados: ao micro-organismo - carga microbiana e a virulência; relacionados ao paciente: diagnóstico de doenças de base, condição clínica - classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) e fatores relacionados ao procedimento cirúrgico: classificação da cirurgia - limpa e/ou potencialmente contaminada; contaminada e/ou infectada, tempo de internação antes da cirurgia, duração do procedimento, antibioticoprofilaxia e complicações relacionadas ao pós-operatório. Em relação à etiologia dessas infecções, o Staphylococcus aureus é o principal patógeno. CONCLUSÃO: A partir das informações levantadas observa-se que as infecções do sítio cirúrgico, representam grande impacto físico, emocional, social e econômico para a vida dos pacientes. É importante o reconhecimento prévio dos fatores de risco (tempo de permanência hospitalar no período pré-operatório, potencial de contaminação da ferida operatória, duração do procedimento cirúrgico e estado clínico do paciente) associados ao desenvolvimento de ISC, uma vez que os mesmos já são bem definidos pela literatura, facilitando com isso, o estabelecimento de diagnósticos, o monitoramento efetivo das infecções, a adoção de medidas preventivas e de controle precoces.

Abstract

Assunto

Controle de infecções

Palavras-chave

Infecção hospitalar, Infecção da ferida operatória, Enfermagem, Métodos de vigilância, Vigilância, Vigilância epidemiológica

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