Entre eventos, prêmios e hinos na educação escolar: reflexões sobre a memória afro-brasileira em Belo Horizonte

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Primeiro orientador

Membros da banca

Lorene dos Santos
Lana Mara de Castro Siman

Resumo

Observa-se nas últimas três décadas uma considerável mudança de prioridade do calendário escolar. Assiste-se à subvalorização da rememoração do passado escravista e da abolição da escravatura proporcionada pela Lei Áurea (encarnados no dia 13 de maio) diante da luta pela superação do racismo e afirmação da história, cultura e luta dos negros no Brasil (simbolizados pelo dia 20 de novembro). Mesmoo dia 13 de maio recebe nova significação, neste cenário, passando a simbolizar, sob a égide da luta afirmativa negra, o Dia Nacional de Luta contra o Racismo. No trabalho, entrecruzam-se reflexões sobre as disputas pela memória, sobre as temporalidades escolares e sobre a instituição, na experiência escolar, de práticas e marcos cívico-simbólicos representativos da luta social, com evidente influência da movimentação social advinda da agenda de lutas afirmativas naeducação escolar. Para esta reflexão, são importantes as contribuições de Pollak (1989) para a discussão sobre memória coletiva; a reflexão sobre imaginário apresentado por Carvalho (1990), o estudo de Gallego (2005) sobre as festas comemorativas nas escolas no início da República, o estudo de Cardoso (2002) sobre o movimento negro em Belo Horizonte, o estudo de riscos e contradições da Lei 10.639/03apontado por Pereira (2008), o estudo de Santomé (2000) sobre as culturas negadas e silenciadas no currículo e discussão apresentada de Santana (2001) acerca dos projetos pedagógicos que discutem as relações raciais na escola. Tomamos como exemplo as políticas públicas e sociais historicamente construídas de enfrentamento do racismo e discriminação, bem como de positivação da memória afro-brasileira em Belo Horizonte, destacando a atuação da área educacional. Percebemos um esforço pela implementação nas escolas das determinações contidas na Lei 10.639/2003 e das Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Como estratégia, as escolas são envolvidas na promoção de eventos e na participação de concursos com premiações de experiências bem sucedidas e ações diversas, bem como ocorrem ressignificações e emergência de novos símbolos que produzem contradições e outras disputas, como o exemplo do Hino à Negritude

Abstract

Assunto

Educação Relações raciais, Negros Educação, Belo Horizonte (MG) Educação

Palavras-chave

Educação

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