Brazilian canvas circuses: a field in constant motion and symbolic transformation

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Circos brasileiros de lona, um campo em constante movimento e transformação simbólica

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Resumo

This paper analyzes the circus universe, that is, the circuses and the individuals involved in the daily activities to create, maintain, and develop the circus organization, and is based on Pierre Bourdieu’s field theory. Empirically, we sought to build a qualitative and diversified corpus based on 28 circuses and 116 interviews, as well as recorded conversations, newspaper articles, and by accompanying circuses and watching performances. Particularly, the semi-structured interviews based on the “snowball” technique have the people who work, live, and roam with and in the circus as a common element. Seeking to resist stereotypes and give voice to those who create organizations, we conducted this study so that the various voices of the agents in the field are heard, which, in turn, clarifies how the circus subjects and organizations (the actual circuses) are built and intertwined. No clear domination of an agent over the other has been identified in the field. Except for the legal difficulties pointed out by smaller circuses, power relations are much more visible when it comes to staying in the field. The further the agents are from accessing the symbolic and power resources, the more they are subjected to disappearance or precarious continuity.

Abstract

O objetivo deste artigo é analisar o universo circense, ou seja, os circos e aqueles que estão envolvidos em suas atividades cotidianas de criação, manutenção e desenvolvimento da organização cir - cense tendo como lente a teoria de campos de Bourdieu. Empiricamente buscamos construir um corpus qualitativo e diversificado, tendo como base 28 circos e 116 entrevistas e conversas gravadas, artigos de jornais, acompanhando circos, assistindo espetáculos, etc. Particularmente as entrevistas semi estrutu- radas e construídas pela técnica “bola de neve”. Buscando fugir aos estereótipos e dar voz à aqueles que fazem as organizações, desdobramos essa pesquisa, em que as várias vozes dos agentes são ouvidas, nos esclarecendo como sujeitos circenses e organizações – os circos - se entrelaçam e se constroem. Não identificamos uma dominação clara de um agente em relação ao outro no campo. Exceto pelas dificulda- des legais apontadas pelos circos de menor porte, as relações de poder são muito mais visíveis quando se trata da permanência no campo. Estando os agentes mais distantes do acesso aos recursos simbólicos e de poder, mais estão eles sujeitos ao desaparecimento ou a uma continuidade precária.

Assunto

Circo, Administração de empresas

Palavras-chave

Circus, Field theory, Management

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