A subtração da vida como política de morte: vozes de mães de jovens negros assassinados

dc.creatorVivane Martins Cunha
dc.creatorLisandra Espíndula Moreira
dc.date.accessioned2025-01-16T18:02:39Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:06:58Z
dc.date.available2025-01-16T18:02:39Z
dc.date.issued2023-02-10
dc.description.abstractWe aim to reconstruct, with the voices of mothers of young black people killed in police actions, the subtraction of their children’s lives in continuous policies that undermined their existence by denying them basic rights and citizenship. Six mothers participated in this research. The conversations with them, after a careful approach, began with the triggering question: “How would you like to tell your child’s story?”. To support our analyses, we take as central the theoretical and political articulation of the notions of black genocide and necropolitics. This article shows that, between the birth and the interruption of life by bullets that pass through the body as a predestined target, racism builds trails of precariousness of life that makes it increasingly more abject, vulnerable, and disposable, leading to premature death, even if preventable, of young black people, mainly, living in suburbs and slums. In this discussion, we foster a less compartmentalized view of multiple genocidal policies, bringing to the dialogue other public policies, in addition to public safety. We approach a continuum of production and legitimization of deaths of young black people, centering our analysis on the forms of social and institutional erasure of these young people, which occurred before physical death, to disqualify their lives. These processes contribute to the public security policy to exterminate the lives of young black people without causing widespread social upheaval, due criminal investigation, and, thus, the accountability of the State, since they were already mutilated and dehumanized lives in their existence.
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.1590/1982-3703003246660
dc.identifier.issn1982-3703
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/79256
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofPsicologia: Ciência e Profissão
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectViolência policial Brasil
dc.subjectViolencia (Racismo) Brasil
dc.subjectNegros Políticas públicas
dc.subject.otherRacismo
dc.subject.otherGenocídio negro
dc.subject.otherJuventude negra
dc.subject.otherMulheres negras
dc.subject.otherPolíticas públicas
dc.titleA subtração da vida como política de morte: vozes de mães de jovens negros assassinados
dc.title.alternativeThe subtraction of Life as a policy of death: voices of mothers of murdered young black people
dc.title.alternativeLa sustracción de vida como política de muerte: voces de madres de jóvenes negros asesinados
dc.typeArtigo de periódico
local.citation.epage16
local.citation.spage1
local.citation.volume43
local.description.resumoObjetivamos reconstruir, por meio das vozes de mães de jovens negros mortos em ações policiais, a subtração da vida de seus filhos em contínuas políticas que precarizavam suas existências ao negar-lhes direitos básicos e cidadania. Participaram desta pesquisa seis mães. As conversas com elas, após cuidadosa aproximação, se iniciaram com a pergunta disparadora: “Como você gostaria de contar a história do seu filho?”. Para subsidiar nossas análises, tomamos como centrais a articulação teórica e política das noções de genocídio negro e de necropolítica. Este artigo evidencia que, entre o nascimento e a interrupção da vida por balas que atravessam o corpo como um alvo predestinado, o racismo constrói trilhos de precarização da vida que a torna cada vez mais abjeta, vulnerável e descartável, conduzindo à morte precoce, ainda que preveníveis, de jovens negros, principalmente, residentes em periferias e favelas. Nesta discussão, fomentamos uma visão menos compartimentalizada das múltiplas políticas genocidas, trazendo para o diálogo outras políticas públicas, para além da segurança pública. Abordamos um continuum de produção e legitimação de mortes de jovens negros, centrando nossas análises nas formas de apagamento social e institucional desses jovens, que ocorreram anteriormente à morte física, de modo a desqualificar suas vidas. Esses processos contribuem para que a política de segurança pública extermine vidas de jovens negros sem causar ampla comoção social, a devida investigação criminal e, portanto, a responsabilização do Estado, pois já eram vidas mutiladas e desumanizadas em suas existências.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-5125-2529
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-9356-3416
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttps://www.scielo.br/j/pcp/a/GtcjwTwHSc5jYrWgc49KkcS/?format=pdf&lang=pt

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