Redes e Relações Sociais no Setor de Calçados da Feira de Artes, Artesanato e Produtores de Variedades da Avenida Afonso Pena
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Carlos Alberto Goncalves
Cleverson Renan da Cunha
Cleverson Renan da Cunha
Resumo
Tendo em vista a importância do estudo das redes para a academia, este trabalho foi desenvolvido com intuito de contribuir para este tema. A análise foi feita na Feira de Artes, Artesanato e Produtores de Variedades da Avenida Afonso Pena, dando continuidade à pesquisa iniciada em 2003 pelo NEOS - Núcleo de Estudos Organizacionais e Simbolismo do CEPEAD/UFMG. No referencial teórico, foram tratados os objetivos para a formação de redes interorganizacionais, as principais propriedades das redes e dos laços, a importância dos atores nestas redes e, com certa ênfase, as redes sociais e sua importância para as redes interorganizacionais. O objetivo geral do trabalho foi descrever o perfil da Feira no tocante à formação de redes, observando-se a natureza das relações existentes entre os expositores. A Análise do Discurso de uma entrevista permitiu definir os operacionalizadores para a construção de um questionário. Este questionário foi utilizado na pesquisa principal do trabalho, que consistiu na aplicação de um survey. A partir do survey, foram feitas duas análises distintas: análise através de estatística descritiva e análise de homogeneidade - HOMALS. A partir dos resultados do survey e da percepção de que a única rede aparente seria a rede social, procedeu-se, então, a aplicação de novo questionário para a análise da rede social do setor de calçados. O estudo deste ambiente possibilitou a percepção de que ao mesmo tempo que cada barraca é uma organização individual e que não se insere em redes interorganizacionais, cada indivíduo, proprietário da barraca, possui relações sociais com seus colegas, que compartilham o mesmo local de trabalho. Nesta Feira, onde os expositores de cada setor trabalham com produtos bastante semelhantes, seria viável que houvesse uma união entre eles no sentido de criar cooperativas de trabalho e outros tipos de relações que favorecessem o trabalho de cada um, comprando matérias-primas, possuindo uma equipe comum de produção. Mas, o que ocorre é uma convivência pacífica, porém pouco colaborativa, entre os expositores.
Abstract
Assunto
Estrutura social, Artesanato Minas Gerais, Administração
Palavras-chave
Feira livre, Análise de Homogeneidade, HOMALS, Redes Interorganizacionais, Redes Sociais