Governança pública organizacional na Universidade Federal de Minas Gerais

dc.creatorMariana Camilla Coelho Silva Castro
dc.date.accessioned2023-07-05T17:51:02Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:40:50Z
dc.date.available2023-07-05T17:51:02Z
dc.date.issued2023-05-25
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/55827
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectGovernança pública
dc.subjectUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.subjectContabilidade
dc.subject.otherGovernança Pública Organizacional
dc.subject.otherProcesso de Implementação
dc.subject.otherInstitucionalização
dc.subject.otherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.titleGovernança pública organizacional na Universidade Federal de Minas Gerais
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1João Estevão Barbosa Neto
local.contributor.advisor1Jacqueline Veneroso Alves da Cunha
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8590544630950327
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0908154064314764
local.description.resumoAs entidades do setor público, principalmente após a crise fiscal dos anos 1980, vêm sendo demandadas para que atuem de forma mais eficiente e efetiva. Com isso, discussões acerca da governança estão sendo trazidas para a esfera pública, buscando auxiliar para que elas atuem de maneira mais transparente e responsável, atendendo às necessidades e expectativas dos cidadãos. No Brasil, as instituições públicas, principalmente as federais, passaram a dar maior atenção ao tema governança a partir da estruturação de um modelo de governança para o setor público pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a partir de 2013. Além disso, um novo paradigma surgiu com a edição da Instrução Normativa Conjunta CGU/MP nº 01/2016 e posteriormente do Decreto nº 9.203/2017, ambos dispondo sobre a política de governança da administração pública federal. Dentre os diversos órgãos que compõe a administração pública federal encontram-se as Instituições de Ensino Superior, que incluem as Universidades Públicas Federais, expostas a todo esse arcabouço normativo acerca da governança pública. Dada a relevância das Universidades para o desenvolvimento e geração de conhecimento no país, nesta tese analisou-se a implementação da governança pública em uma instituição de ensino superior pública federal, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), devido sua relevância social e posição de destaque no cenário acadêmico brasileiro. Buscou-se identificar os princípios e mecanismos de governança pública organizacional implementadas pela UFMG de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo TCU, e de que forma esse processo vem ocorrendo à luz das Teorias Institucional e da Escolha Pública. Além disso, analisou-se como esse processo de implementação vem sendo percebido pelos gestores na UFMG. Para isso, foi realizado um estudo de caso onde foram analisados dados bibliográficos, documentos produzidos pela UFMG e por órgãos de controle interno e externo, além de entrevistas com gestores-chave envolvidos no processo de implementação, todos os dados foram tratados por meio da análise de conteúdo. Os resultados apontaram que a UFMG atende em grande parte os princípios e mecanismos de governança pública. No entanto, no molde estabelecido pelos órgãos de controle, ela apresenta baixo nível de implementação, se classificando nos limites inferiores do nível intermediário, o que demonstra um descasamento entre as exigências dos órgãos de controle e as práticas adotadas pela instituição. À luz da Teoria Institucional, da forma como vem sendo conduzido o processo, a governança pública organizacional pode ser de difícil institucionalização por trazer uma lógica diferente das práticas já adotadas pela Universidade. Com isso, a institucionalização da governança pública vem se dando por meio do isomorfismo coercitivo, o que vem gerando o desacoplamento, uma vez que as práticas são adotadas apenas superficialmente. Sob a ótica da Teoria da Escolha Pública, o processo não pode ser considerado uma escolha pública, uma vez que a forma e a profundidade acerca da implementação da governança pública não estão a cargo dos gestores da Universidade. Em relação à percepção dos gestores quanto à implementação da governança pública na UFMG, foram levantadas críticas, principalmente quanto à forma como o processo vem sendo conduzido pelos órgãos de controle, sendo a principal delas a não observância da autonomia universitária na forma estabelecida pela CF/88. Diante disso, por parte da UFMG é necessário que ela formalize e comunique as práticas de governança que ela já aplica. Por parte dos órgãos de controle, é necessário um diálogo maior buscando observar o que já vem sendo colocado em prática, respeitando a individualidade de cada instituição evitando, assim, que o processo gere mais custos que benefícios para as instituições públicas, buscando alcançar os resultados esperados com a implementação de boas práticas de governança pública, gerando benefícios efetivos para a sociedade.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFACE - FACULDADE DE CIENCIAS ECONOMICAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Controladoria e Contabilidade

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