O manto diáfano da fantasia : o discurso moderno da legalidade e o Brasil de João Goulart (1955, 1961 e 1964)

dc.creatorRafael Dilly Patrus
dc.date.accessioned2022-09-27T21:55:54Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:27:54Z
dc.date.available2022-09-27T21:55:54Z
dc.date.issued2022-02-14
dc.description.abstractIn this dissertation, we aim to understand the modern discourse of constitutional legality and, based on its definition, to clarify the way it was used in Brazil in three key moments: the counter-coup of legality, in November 1955; the struggle towards the inauguration of João Goulart, in August and September 1961; and the coup d'état that resulted in his deposition, in March and April 1964. Our purpose is to reveal the components of the constitutional discomfort that emerged, during the Brazilian Third Republic, at the same time with and against democracy. Based on the research carried out, we defend three arguments: first, that the Constitution - conceived, in light of the revolutionary experiences of the 18th Century, as a superior norm that organizes the State and establishes the fundamental rights of men - is the mechanism that defines how law and politics are connected in the modern times; second, that the discourse of legality, which is based on the concept of Constitution, is especially persuasive in the modern public debate because of its generality, impartiality, and isonomy, which enables those who use it to aspire to an argumentative position superior to concrete preferences and external to seasonal discussions; and, third, that, due to its power of persuasion, this discourse of legality played a central role in the constitutional crises of 1955, 1961 and 1964 in Brazil, and therefore consisted in an indispensable element of the ethical-moral justification employed by the Armed Forces and the conservative elite in their attempt to legitimize the civil-military coup that deposed João Goulart.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/45643
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subject.otherLegalidade
dc.subject.otherConstituição
dc.subject.otherTerceira República
dc.subject.otherJoão Goulart
dc.subject.otherGolpe de 1964
dc.titleO manto diáfano da fantasia : o discurso moderno da legalidade e o Brasil de João Goulart (1955, 1961 e 1964)
dc.title.alternativeThe diaphanous cloak of fantasy : the modern legal discourse and the Brazil of João Goulart (1955, 1961, and 1964)
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Heloisa Maria Murgel Starling
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3321652451642202
local.contributor.referee1Miriam Hermeto de Sá Motta
local.contributor.referee1Lilia Katri Moritz Schwarcz
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7729447422692463
local.description.embargo2024-02-14
local.description.resumoEste trabalho busca compreender o argumento moderno da legalidade constitucional e, a partir disso, esclarecer o modo como a bandeira do direito foi levantada no Brasil em três momentos-chave: o contragolpe da legalidade, em novembro de 1955; a luta pela posse de João Goulart, em agosto e setembro de 1961; e o golpe de Estado que resultou na sua deposição, em março e abril de 1964. A ideia é desvendar os componentes do mal-estar constitucional que emergiu, na Terceira República brasileira, ao mesmo tempo com e contra a democracia. Com base na pesquisa realizada, são defendidos três argumentos: primeiro, que a Constituição – concebida, à luz da experiência das Revoluções do Século XVIII, como a norma superior que organiza o Estado e estabelece os direitos fundamentais – é o mecanismo que define o modo como o direito e a política se conectam na modernidade; segundo, que o discurso moderno da legalidade, o qual tem por base o conceito moderno de Constituição, se faz especialmente persuasivo no debate público em razão de transparecer generalidade, imparcialidade e isonomia, permitindo a quem o vocaliza adotar um posicionamento superior a preferências concretas e externo a discussões sazonais; e, terceiro, que, em virtude desse seu poder de convencimento, tal discurso assumiu um lugar central nas crises constitucionais de 1955, 1961 e 1964 no Brasil, constituindo um elemento indispensável da justificativa ético-moral empregada pelas Forças Armadas e pela elite conservadora para a legitimação do golpe civil-militar que depôs João Goulart.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0003-0553-635X
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em História

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