Análise da formação de biofilmes e small colony variants sob pressão de colistina em diferentes clones de Acinetobacter spp.
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Magna Cristina de Paiva
Elisabeth Neumann
Elisabeth Neumann
Resumo
Acinetobacter baumannii é uma bactéria gram-negativa frequentemente associada a IRAS
(infecções relacionadas a assistência em saúde) representando um desafio crescente na saúde
pública devido à sua resistência a múltiplos antimicrobianos. Acinetobacter baumannii pertence
ao grupo “ESKAPEE” (acrônomo para Enterococcus faecium, Staphylococcus aureus,
Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa, Enterobacter spp
e Escherichia coli) que é composto por seis patógenos com multirresistência e virulência.
Notável por sua capacidade de formar biofilmes, que são estruturas complexas de células
aderidas a superfícies, e pela diversidade de clones circulantes que complicam o controle das
infecções. Além disso, a formação de Smalls colony variants (SCVs) tem sido associada a uma
maior virulência e resistência. Este trabalho tem como objetivo analisar a formação de biofilmes
e a ocorrência de SCVs em diferentes clones resistentes e sensíveis de A. baumannii, bem como
investigar a presença do gene bap, associado à formação de biofilmes. Os biofilmes foram
desenvolvidos em condições estáticas em placas de 6 poços a 37ºC por 24 h. Os resultados
demonstraram que cepas de A. baumannii resistentes a colistina produzem maior densidade
celular de biofilme [5,02 x 1011 UFC/mL] do que cepas sensíveis [4,9 x 1010 UFC/mL] (p =
0,0173). Inclusive, as cepas resistentes de A. baumannii produzem uma maior frequência de
geração de SCVs [5,4 x 10-2
] quando comparados aos isolados sensíveis [1 x 10-2
] (p = 0,0226).
Foram identificados 3 clones de A. baumannii, onde o clone 2 foi capaz de gerar maior densidade
de células no biofilme sob pressão de concentração subinibitória de colistina [1,29 x 1014
UFC/mL], quando comparado aos clones 1 e 3 [5,22 x 1011 UFC/mL, 1,79 x 1011 UFC/mL]
respectivamente (p = 0,033) e (p = 0,021). Ademais, a presença do gene bap foi observada em
todos os isolados de A. baumannii analisados, sugerindo seu papel crucial na adesão e
persistência desse patógeno. Portanto, a formação de biofilmes em A. baumannii com densidades
celulares muito altas representa um desafio significativo para o tratamento das IRAS, e a
disseminação global dos clones mundiais acentua essa problemática, o que evidencia a
necessidade urgente de desenvolver estratégias eficazes de controle e prevenção, sendo crucial
intensificar a pesquisa sobre os mecanismos de resistência e desenvolver novas abordagens
terapêuticas, além de implementar medidas rigorosas de vigilância em ambientes de saúde.
Abstract
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Palavras-chave
Acinetobacter baumannii, SCVS, Biofilmes, Diversidade clonal
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