Associação entre gordura epicárdica, fatores de risco cardiovascular e marcadores subclínicos de aterosclerose: Estudo longitudinal de Saúde do Adulto

dc.creatorKarina Paula Medeiros Prado Martins, Luisa Campos Caldeira Brant, Antonio Luiz Pinho Ribeiro
dc.date.accessioned2025-10-14T12:31:19Z
dc.date.issued2018-07-31
dc.description.abstractIntroduction: Epicardial fat is a fat deposit that has been related to coronary artery disease independently of visceral or subcutaneous fat. However, the mechanism responsible for this association has not yet been elucidated. The objective of the present study was to evaluate the association between automatically measured epicardial fat volume with cardiovascular risk factors, and subclinical markers of atherosclerosis - coronary artery calcium score and endothelial function. Methods: The study sample comprised 470 participants from ELSA-MG, who had valid computed tomography scans and endothelial function evaluated by the peripheral arterial tonometry (PAT) method. The ELSA-MG is one of the Investigation Centers of the ELSA-Brasil cohort, wich aims to study the determinants of cardiovascular disease and diabetes in Brazilian adults. In ELSA-MG, participants were submitted to heart and vessel computed tomography from August 2015 to August 2016. The epicardial fat volume was calculated using a fully automatic method previously described by Shazad et al. and calibrated by the researcher of the present study. The coronary artery calcium score was calculated using the Agatston method and trained specialists blinded for clinical information performed the measurements. Endothelial function was assessed through PAT. Two variables from PAT were used in the present study, mean baseline pulse amplitude, which reflects the basal vascular tone and PAT ratio, which reflects the response to reactive hyperaemia dependent on nitric oxide release. The statistical analyses were performed in three steps: 1- evaluation of the univariable and multivariable association between cardiovascular risk factors (explanatory variables) and epicardial fat volume (response variable), through linear regression; 2- evaluation of the univariable and multivariable association between epicardial fat volume (explanatory variable) and coronary artery calcium score (response variable), through logistic regression; and 3- evaluation of the univariable and multivariable association between epicardial fat volume (explanatory variable) and measures of endothelial function (response variables), through linear regression. Results: In this sample, the mean epicardial fat volume was 111 (86 - 144) mL. Coronary artery calcium score of 0 was detected in 55% of participants. In the multivariable analysis between cardiovascular risk factors and higher epicardial fat volume, the following associations were observed: female gender (0.87 - 95% CI 0.81 - 0.93, p <0.001), increased age (1.02 95% CI 1.01 - 1.02, p <0.001), waist circumference (1.02 95% CI 1.01 - 1.02, p <0.001) and triglycerides (1,001 – IC 95% 1.000 – 1,001, p<0,001). Although epicardial fat volume was positively associated with coronary artery calcium score when above the median (q3 β 1.88 - 95% CI 1.11 - 3.23, p 0.02, q4 β 4 - 95% CI 2.35 - 6.95 , p <0.001) and worse endothelial function – baseline pulse amplitude (q2 β 1,39 – 95% CI 1,21 – 1,60, q3 β 1,84 -95% CI 1,60 – 2,12, q4 β 2,02 – 95% CI 1,76 – 2,33); PAT ratio (q2 β 0,84 95% CI 0,77 – 0,87, q3 β 0,79 95% CI 0,73 – 0,86, q4 β 0,71 95% CI 0,66 – 0,77) in univariable analysis, the association only remained statistically significant after adjusting for cardiovascular risk factors with worse endothelial function, but not with coronary artery calcium score. Conclusion: Our results suggest that the increase of epicardial fat volume may be associated with coronary artery disease through a different pathway from coronary artery calcium score, which reflects the amount of calcified plaques in the vessels, possibly through associations with endothelial dysfunction, microvascular disease and predominantly lipid-rich non-calcified plaques.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/570
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectFatores de Risco
dc.subjectDoenças Cardiovasculares
dc.subjectInquéritos e Questionários
dc.subjectDiabetes Mellitus
dc.subjectTecido Adiposo Epicárdico
dc.subjectFatores de Risco de Doenças Cardíacas
dc.subjectAnálise Multivariada
dc.subjectModelos Logísticos
dc.subjectFatores Socioeconômicos
dc.subjectFatores Etários
dc.subjectÓxido Nítrico
dc.subjectAterosclerose
dc.subject.otherGordura Epicárdica
dc.subject.otherAterosclerose
dc.subject.otherFunção Endotelial
dc.subject.otherObesidade
dc.subject.otherDoença arterial coronariana
dc.titleAssociação entre gordura epicárdica, fatores de risco cardiovascular e marcadores subclínicos de aterosclerose: Estudo longitudinal de Saúde do Adulto
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Antonio Luiz Pinho Ribeiro
local.contributor.advisor-co1IDhttps://orcid.org/0000-0002-2740-0042
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8754335906813622
local.contributor.advisor1Luisa Campos Caldeira Brant
local.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-7317-1367
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5038538325730633
local.contributor.referee1Luisa Campos Caldeira Brant
local.contributor.referee1Antonio Luiz Pinho Ribeiro
local.contributor.referee1Maria de Fatima Haueisen Sander Diniz
local.contributor.referee1Murilo Foppa
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3356351869636259
local.description.resumoIntrodução: A gordura epicárdica (GE) é um depósito de gordura ectópica que vem sendo relacionada a doença coronariana (DAC), independente da gordura visceral ou subcutânea. Entretanto, os mecanismos responsáveis por essa associação ainda não estão elucidados. O objetivo do presente estudo é avaliar a associação do volume de gordura epicárdica (VGE) medido de forma automática, com os fatores de risco cardiovascular e os marcadores subclínicos de aterosclerose - escore de cálcio coronariano (ECC) e função endotelial. Métodos: A amostra do estudo foi de 470 participantes do ELSA-MG selecionados aleatoriamente, entre aqueles que tiveram exames de tomografia computadorizada (TC) e avaliação da função endotelial pela tonometria arterial periférica (PAT) válidos. O ELSA-MG é um dos centros de investigação da coorte ELSA-Brasil, que tem como objetivo estudar os determinantes de doença cardiovascular e diabetes em adultos brasileiros. Nesse centro, os participantes foram submetidos à TC de vasos e coração de agosto de 2015 a agosto de 2016. O VGE foi calculado através de método totalmente automático previamente descrito por Shahzad et al. e calibrado pela pesquisadora do presente estudo. O ECC foi calculado pelo método de Agatston e as medidas foram realizadas por especialistas treinados e cegos para as informações clínicas. A função endotelial foi aferida através do PAT. Duas variáveis provenientes do PAT foram utilizadas no presente estudo: a amplitude média do pulso basal (AMB), que reflete o tônus vascular basal e o PAT ratio, que reflete a resposta à hiperemia reativa - dependente da liberação de óxido nítrico. As análises estatísticas foram realizadas em três etapas: 1- avaliação da associação uni e multivariada entre fatores de risco cardiovascular (variáveis explicativas) e VGE (variável resposta), através de regressão linear. 2- avaliação da associação uni e multivariada entre VGE (variável explicativa) e ECC (variável resposta), através de regressão logística. e 3- avaliação da associação uni e multivariada entre VGE (variável explicativa) e medidas de função endotelial (variáveis resposta), através de regressão linear. Resultados: Nesta amostra, o VGE médio foi de 111 (86 – 144) mL. O ECC de 0 foi detectado em 55% dos participantes. Na análise multivariada entre os fatores de risco cardiovascular e o maior VGE, observou-se as seguintes associações: sexo feminino (0,87 – IC 95% 0,81 – 0,93, p<0,001), aumento da idade (1,02 – IC 95% 1,01 – 1,02, p<0,001), da circunferência da cintura (1,02 – IC 95% 1,01 – 1,02, p<0,001) e do triglicérides (1,001 – IC 95% 1,000 – 1,001, p<0,001). Apesar do VGE ter se associado positivamente ao ECC quando acima da mediana (q3 β 1,88 – IC 95% 1,11 – 3,23; p 0,02; q4 β 4 – IC 95% 2,35 – 6,95; p<0,001) e à pior função endotelial – AMB (q2 β 1,39 - IC 95% 1,21 – 1,60 ; q3 β 1,84 - IC 95% 1,60 – 2,12; q4 β 2,02 - IC 95% 1,76 – 2,33); PAT ratio (q2 β 0,84 - IC 95% 0,77 – 0,87 ; q3 β 0,79 - IC 95% 0,73 – 0,86; q4 β 0,71 - IC 95% 0,66 – 0,77) na análise univariada, a associação só se manteve estatisticamente significativa após os ajustes para os fatores de risco cardiovascular com a pior função endotelial e não com o ECC. Conclusão: Nossos resultados sugerem que o maior VGE pode estar associado à DAC através de uma via diferente do ECC, que reflete a carga de placas calcificadas nos vasos, apresentando possível associação com disfunção endotelial, doença microvascular e placas predominantemente lipídicas, não calcificadas.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-8313-7429
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Saúde do Adulto
local.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE

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