Efeitos da regulação no desempenho econômico-financeiro de organizações de saúde
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Antônio Artur de Souza
Ivan Beck Ckagnazaroff
Hudson Fernandes Amaral
Frank Magalhães de Pinho
Dirceu da Silva
Lívia Maria de Pádua Ribeiro
Ivan Beck Ckagnazaroff
Hudson Fernandes Amaral
Frank Magalhães de Pinho
Dirceu da Silva
Lívia Maria de Pádua Ribeiro
Resumo
O objetivo geral da pesquisa apresentada nesta tese foi analisar efeitos da
regulação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Sistema Único de
Saúde (SUS) sobre o desempenho econômico-financeiro de diferentes organizações de
saúde no Brasil (distintas modalidades de operadoras de planos de saúde – OPS e
hospitais filantrópicos) entre os anos de 2010 e 2016. O estudo, que pode ser classificado
essencialmente como quantitativo e causal, foi realizado com base em OPS e hospitais
filantrópicos, que tinham seus dados divulgados publicamente no período de 2010 a 2016.
Após a coleta e o tratamento dos dados, foram aplicadas as seguintes técnicas de análise:
estatística descritiva, teste de Kruskal-Wallis, teste de Kolmogorov-Smirnov, estatística
do qui-quadrado, coeficiente de correlação de Spearman e análise de regressão com dados
em painel. Ao se analisar os indicadores econômico-financeiros das organizações
estudadas, verificou-se uma precariedade da gestão das organizações filantrópicas (tanto
hospitais quanto OPS). No que se refere à gestão do capital de giro de acordo com o
modelo dinâmico, observou-se que quase todas as organizações apresentaram perfis
financeiros que evidenciaram uma boa gestão, com exceção daquelas classificadas como
filantrópicas. Na análise das decisões de financiamento das OPS, todas as variáveis
relacionadas à regulação foram significantes para, pelo menos, uma modalidade de
operadora. Já no que relaciona aos hospitais filantrópicos, apenas duas variáveis de
regulação se mostraram relevantes na explicação desse fenômeno. Ademais, é importante
destacar que a significância das variáveis dependeu do horizonte temporal abordado
(curto ou longo prazo). No que se refere às decisões de investimento, com foco na criação
de valor, verificou-se que, em geral, as operadoras frequentemente têm criado mais valor
que destruído (com exceção daquelas da modalidade Filantropia). Pode-se dizer que a
maior flexibilidade da regulação da ANS tendeu a beneficiar as OPS em termos de criação
de valor. Já no caso dos hospitais filantrópicos, observou-se que a maior especialização
dos hospitais tendeu a melhorar o seu resultado em termos de criação de valor. Destaca se que a maior regulação da ANS tendeu a reduzir o valor agregado pelas organizações
reguladas, reduzindo o número de organizações ativas e aumentando o potencial de
formação de oligopólios, o que questiona o papel do interesse público das entidades
reguladoras.
Abstract
The research presented on this thesis aimed at analyzing the effects of the
regulation of Unified Health System (SUS) and Agency of Supplementary Health (ANS)
on the economic-financial performance of Brazilian health organizations (different
categories of OPSs and voluntary hospitals) between 2010 and 2016. The study can be
classified as a quantitative and explanatory one. It is based on secondary data gathered
from government databases, which include voluntary hospitals and OPSs data. After
collecting and treating the data, we applied the following data analysis techniques:
descriptive statistics, Kruskal-Wallis’ test, Kolmogorov-Smirnov’ test, chi-squared
statistics, Spearman’s coefficient correlation and panel data analysis. The financial ratios
show the precarious management of voluntary organizations (both hospitals and OPSs).
The analysis of the working capital management showed that most of the organizations
present a good financial structure, expect in the case of the voluntary ones. It was possible
to verify that all the regulatory variables related to financing decisions were significant
to, at least, one category of OPS. On the other hand, only two regulatory variables related
to financing decisions were significant in explaining the financing decisions in voluntary
hospitals. Moreover, it is important to note that the variables significance change over the
analyzed time (short term and long term). In analyzing the investment decisions (focusing
on value creation), it was possible to observe that OPSs usually have aggregated more
value than disaggregated (except the voluntary ones). One can say that the higher level of
flexibility on ANS regulation have tended to benefit the OPS in value creation. It was
also possible to conclude that the specialization of voluntary hospitals lead to better
results in aggregating value. We have concluded that ANS norms affect the different
categories of OPSs in several ways. It enhanced the relevance of considering the
particularities of each category when performing any type of analysis. It is important to
note that the higher level of regulation of ANS have tended to reduce the value added by
regulated organizations. This context implied in a reduction of number of organizations
on market and an increasing of the potential of formation of oligopolies, what face the
public interest of the regulators entities.
Assunto
Administração financeira, Instituições de saúde, Hospitais filantrópicos, Finanças
Palavras-chave
Desempenho econômico-financeiro, Hospitais filantrópicos, Operadoras de planos de saúde (OPS), Sistema Único de Saúde (SUS), Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)