Avaliação do desempenho da atenção primária à saúde e associação com características sociodemográficas, comorbidades, estado de saúde, estilo de vida e uso dos serviços de saúde no Brasil, Pesquisa Nacional de Saúde 2019.

dc.creatorFernanda Cunha de Carvalho
dc.date.accessioned2023-08-21T13:21:53Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:51:39Z
dc.date.available2023-08-21T13:21:53Z
dc.date.issued2022-12-19
dc.description.abstractObjective: To evaluate the performance of Primary Health Care (PHC) in Brazil, through its attributes, from the perspective of users and their association with sociodemographic characteristics, comorbidities, health condition, lifestyle, and use of health services, and to characterize individuals who use public PHC services. Methods: Cross-sectional study with data from the 2019 National Health Survey, in which 9,562 adults responded to the Primary Care Assessment Tool (PCATool). For the evaluation of the PHC, the score values were standardized for a scale from 0 to 10, where values equal to or greater than 6.6 were considered as high score, with strong orientation to the attributes of PHC. The PHC assessment was stratified according to sociodemographic information. The association between high PHC assessment (overall score ≥6.6) and individual characteristics was assessed, using crude prevalence ratios (PR) and ratio adjusted for sex and age, calculated by Poisson regression. Results: The study found that women, people aged 40 to 59 years, individuals with no education or with incomplete primary education and brown people are the users who most frequent public PHC and that only 38% (CI 95% 36.2- 39.9) of Brazilians rated better scores for PHC. Regarding the association of sociodemographic variables with high PHC assessment, the best PHC assessments were made by women [RPaj 1.10 (95% confidence interval — 95%CI 1.00–1.21) ]; elderly users (aged 60 years and over) [RPaj 1.27 (95%CI 1.09–1.48)]; people with a per capita income of 1 to 3 minimum wages (MW) [RPaj 1.14 (95%CI 1.03–1.27)] and ≥5 MW [RPaj 1.75 (95%CI 1.39–2.21 )] when comparing with income up to 1 SM; residents of the South, Southeast and Midwest regions compared to the North Region. Considering comorbidities, individuals with hypertension [RPaj 1.29 (95%CI 1.17–1.43)]; diabetes [RPaj 1.21 (95%CI 1.08–1.36)]; heart disease [RPaj 1.23 (95%CI 1.07–1.41)]; musculoskeletal disorder [RPaj 1.36 (95%CI 1.10–1.69)]; lung disease [RPaj 1.48 (95%CI 1.13–1.95)] and obesity [RPaj 1.15 (95%CI 1.03–1.28)] compared with eutrophic people, evaluated PHC well. Regarding the association of high PHC scores and the explanatory variables, it was found that individuals who use the same health service [RPaj= 1.34 (95%CI 1.14-1.56)], those who sought care at a health service in the last two weeks before the interview [(RPaj= 1.17 (95%CI 1.06-1.28)] and people who were hospitalized in the last 12 months [(RPaj= 1.19 (95%CI 1.03-1.37)] rated APS better. Considering the association of lifestyle variables with a high APS rating, it was found that individuals who consume fruits and vegetables (FV) [RPaj 1.21 (95%CI 1.09-1.35)] and smokers [RPaj 1.16 (95%CI 1.02-1.32)], better evaluated PHC. Conclusion: Users who evaluated the PHC well are women, elderly, with high prevalence of chronic non-communicable diseases, who have the habit of smoking and consuming FV and the individuals who most sought or used health services, that is, better evaluation of PHC, in general, results from the higher use of health services. From the perspective of the users, the satisfactory evaluation of the PHS occurred in about 40% of its users.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/57979
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subjectAtenção Primária à Saúde
dc.subjectPesquisa sobre Serviços de Saúde
dc.subjectInquéritos Epidemiológicos
dc.subjectDoenças não Transmissíveis
dc.subjectServiços de Saúde
dc.subjectEstudos Transversais
dc.subjectBrasil
dc.subject.otherAtenção primária à saúde
dc.subject.otherAvaliação de serviços de saúde
dc.subject.otherInquéritos Epidemiológicos
dc.subject.otherDoenças não transmissíveis
dc.subject.otherUso de serviços de saúde
dc.titleAvaliação do desempenho da atenção primária à saúde e associação com características sociodemográficas, comorbidades, estado de saúde, estilo de vida e uso dos serviços de saúde no Brasil, Pesquisa Nacional de Saúde 2019.
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Deborah Carvalho Malta
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3261263738543724
local.contributor.referee1Heider Aurélio Pinto
local.contributor.referee1Crizian Saar Gomes
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0676922742073869
local.description.embargo2024-12-19
local.description.resumoObjetivo: Avaliar o desempenho da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil, por meio dos seus atributos, na ótica dos usuários e sua associação com aspectos sociodemográficos, comorbidades, estado de saúde, estilo de vida e uso dos serviços de saúde e caracterizar os indivíduos que utilizam os serviços da APS pública. Métodos: Estudo transversal com dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019, com amostra de 9.562 adultos que responderam ao primary care assessment tool (PCATool). Para a avaliação da APS foi calculado o escore geral, padronizado em uma escala de zero a 10. Os valores acima de ≥6,6 foram considerados elevados, ou seja, serviços com características de forte orientação para os atributos da APS. A avaliação da APS foi estratificada segundo informações sociodemográficas. Para associação entre avaliação elevada da APS e variáveis explicativas foram utilizadas as razões de prevalência (RP) bruta e ajustada por sexo e idade, calculadas por meio de regressão de Poisson. Resultados: O estudo encontrou que as mulheres, pessoas de 40 a 59 anos, indivíduos com baixa escolaridade e pardos são os usuários que mais frequentam a APS pública e que apenas 38% (intervalo de confiança de 95% - IC 95% 36,2-39,9) dos brasileiros melhor classificaram a APS. No que se refere à associação das variáveis sociodemográficas com a avaliação elevada da APS encontrou-se que a melhor avaliação da APS ocorreu entre mulheres [RPaj 1,10 (IC95% 1,00–1,21)]; idosos [RPaj 1,27 (IC95% 1,09–1,48)]; pessoas com renda per capita de um a três salários mínimos (SM) e ≥5 SM quando comparadas com renda até um SM; e moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste em relação à Região Norte. Considerando as variáveis de comorbidades, avaliaram bem a APS indivíduos com hipertensão [RPaj 1,29 (IC95% 1,17–1,43)]; diabetes [RPaj 1,21 (IC95% 1,08–1,36)]; doença cardíaca [RPaj 1,23 (IC95% 1,07–1,41)]; distúrbio osteomuscular; doença do pulmão e obesidade [RPaj 1,15 (IC95% 1,03–1,28)] em comparação com pessoas eutróficas. Em relação a associação dos escores elevados da APS e as variáveis explicativas de procura e uso dos serviços, verificou-se que os indivíduos que utilizam o mesmo serviço de saúde [RPaj= 1,34 (IC95% 1,14-1,56)], os que procuraram atendimento em algum serviço de saúde nas duas últimas semanas [(RPaj= 1,17 (IC95% 1,06-1,28)] e as pessoas que internaram nos últimos 12 meses [(RPaj= 1,19 (IC95% 1,03-1,37)] melhor avaliaram a APS. Considerando a associação das variáveis de estilo de vida com a avaliação elevada da APS, verificou-se que os indivíduos que consomem frutas, legumes e verduras (FLV) e possuem hábito de fumar melhor avaliaram a APS. Conclusão: Usuários que avaliaram bem a APS são mulheres, idosos, com prevalências elevadas de doenças crônicas não transmissíveis, que possuem o hábito de fumar e de consumir FLV e os indivíduos que mais buscaram ou utilizaram os serviços de saúde, ou seja, a avaliação elevada da APS, em geral, resulta da maior utilização dos serviços de saúde. Sob a perspectiva dos usuários, a avaliação elevada da APS para os atributos ocorreu em cerca de 40% dos seus usuários.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-5284-0373
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Saúde Pública

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