Cultura de segurança do paciente em uma unidade de terapia intensiva coronariana de um hospital público universitário em Minas Gerais

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Adriane Vieira
Mariana Baldo
Marlene Azevedo Magalhães Monteiro
Maria Carolina Teixeira Cunha

Resumo

Este estudo teve como objetivo analisar a cultura de segurança do paciente em uma Unidade de Terapia Intensiva Coronariana (UCO) de um hospital público universitário em Minas Gerais, a partir da percepção dos profissionais de saúde. O método adotado foi o estudo de caso único e descritivo, com uso de técnicas quantitativas e qualitativas. Na primeira etapa, aplicou-se o instrumento Hospital Survey on Patient Safety Culture (HSOPSC), com 110 profissionais, analisando-se as doze dimensões da cultura de segurança segundo as recomendações da Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ). Na segunda etapa, realizaram-se entrevistas semiestruturadas, submetidas à análise temática conforme Franco. Os resultados quantitativos evidenciaram a dimensão passagem de plantão/turno/transferências como área de força (77,3%), enquanto apoio da gerência à segurança do paciente (12,9%) e dimensionamento de profissionais (14,4%) foram identificadas como áreas críticas. A análise qualitativa revelou fatores que interferem na consolidação da cultura de segurança, como sobrecarga laboral, falhas de comunicação, medo de punição e baixa participação gerencial, mas também apontou práticas positivas de cooperação e comprometimento multiprofissional. A triangulação dos dados demonstrou convergência entre as fragilidades estruturais e as percepções dos profissionais, reforçando a necessidade de liderança participativa, comunicação aberta e estímulo à notificação não punitiva. Conclui-se que a cultura de segurança na UCO encontrase em estágio intermediário de maturidade, demandando ações institucionais contínuas para fortalecer o aprendizado organizacional e a corresponsabilidade no cuidado.

Abstract

This study aimed to analyze the patient safety culture in a Coronary Intensive Care Unit (CCU) of a public university hospital in Minas Gerais, from the perspective of healthcare professionals. The method adopted was a single descriptive case study, using quantitative and qualitative techniques. In the first stage, the Hospital Survey on Patient Safety Culture (HSOPSC) instrument was applied to 110 professionals, analyzing the twelve dimensions of safety culture according to the recommendations of the Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ). In the second stage, semi-structured interviews were conducted and subjected to thematic analysis according to Franco. The quantitative results highlighted the shift handover/transfer dimension as a strength (77.3%), while management support for patient safety (12.9%) and staffing levels (14.4%) were identified as critical areas. Qualitative analysis revealed factors that interfere with the consolidation of a safety culture, such as work overload, communication failures, fear of punishment, and low managerial participation, but also pointed to positive practices of cooperation and multi-professional commitment. Data triangulation demonstrated convergence between structural weaknesses and professionals' perceptions, reinforcing the need for participative leadership, open communication, and encouragement of non-punitive reporting. It is concluded that the safety culture at UCO is at an intermediate stage of maturity, requiring continuous institutional actions to strengthen organizational learning and co-responsibility in care.

Assunto

Segurança do Paciente

Palavras-chave

Cultura de segurança do paciente; Unidade de terapia intensiva coronariana; Hospital universitário; Segurança do paciente; Equipe multiprofissional.

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