As ruínas do complexo de exploração aurífera do Forte de Brumadinho, na Serra da Moeda, Minas Gerais, Brasil: contribuições para sua compreensão e conservação

dc.creatorFrederico de Paula Tofani
dc.creatorMárcia Campos Moreira Tofani
dc.date.accessioned2022-09-26T22:54:37Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:24:33Z
dc.date.available2022-09-26T22:54:37Z
dc.date.issued2019
dc.description.abstractThis article aims to contribute to the understanding and conservation of an extraordinary cultural site, with no correspondents known, little studied, and quite threatened by the pressures of mining, industrialization, urbanization, and tourism on the cultural landscapes existing in the Moeda mountain range, in the Brazilian State of Minas Gerais. As we have tried to demonstrate, the so-called Brumadinho Fort is not a remnant of the Portuguese colonial military architecture, despite its popular denomination, the legends that surround it and its imposing walled structure, built exquisitely in stone, containing traces of various buildings in its interior, and apparently implanted according to the great baroque and renaissance axialities. Although it is unknown colonial documentary sources about it, its architectural features, the archaeological structures in its surroundings and what is known of the Luso-Brazilian history indicate that it is, rather, the seat of what may have been one of the first, largest and most important enterprises of gold exploration established by the Portuguese in what was their most profitable ultramarine domain: the captaincy of São Paulo e Minas de Ouro (1709-1720) and, later, the captaincy of Minas Gerais (1720-1821). Thus, the fort should not be understood and conserved as an isolated heritage asset, but as one of many remnants of an enterprise whose relations with natural resources have left other relevant marks on the landscape. This includes the ruins of huge open-cast mine which consists in a testimony of the state-of-the-art in gold exploration technology at the time; its ingenious hydraulic system containing water collection and adduction channels with kilometers and reservoirs with millions of liters of volume; as well as a partially paved road that linked the complex to the ridge of the Moeda mountain range, and thence, through the Royal Roads network to important urban and economic centers in the captaincy, on the coast, and beyond.
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.issn9788582922200
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/45570
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofCongresso Internacional de História da Construção Luso-Brasileira
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectBrumadinho (MG)
dc.subjectPatrimônio cultural
dc.subjectFortificações
dc.subjectConservação da natureza
dc.subject.otherSerra da Moeda
dc.subject.otherForte de Brumadinho
dc.subject.otherPatrimônio arqueológico
dc.subject.otherSistemas construtivos em pedra
dc.subject.otherConservação
dc.titleAs ruínas do complexo de exploração aurífera do Forte de Brumadinho, na Serra da Moeda, Minas Gerais, Brasil: contribuições para sua compreensão e conservação
dc.typeArtigo de evento
local.citation.issue3
local.description.resumoEste artigo visa contribuir para a compreensão e a conservação de um extraordinário bem cultural, sem correspondentes conhecidos, pouco estudado e bastante ameaçado pelas pressões da mineração, industrialização, urbanização e turismo sobre as paisagens culturais existentes na Serra da Moeda. Conforme buscamos demonstrar, o chamado Forte de Brumadinho não é um remanescente da arquitetura militar colonial portuguesa, a despeito de sua denominação popular, das lendas que o cercam e de sua imponente estrutura amuralhada, executada primorosamente em pedra, contendo vestígios de diversas edificações em seu interior e implantada, aparentemente, conforme as grandes axialidades barrocas e renascentistas. Mesmo que se desconheça fontes documentais coloniais sobre ele, suas características arquitetônicas, as estruturas arqueológicas em seu entorno e o que se sabe da história luso-brasileira indicam que se trata, isso sim, da sede do que pode ter sido um dos primeiros, maiores e mais importantes empreendimentos de exploração aurífera estabelecidos pelos portugueses no que foi seu mais rentável domínio ultramarino: a capitania de São Paulo e Minas de Ouro (1709-1720) e, depois, a capitania de Minas Gerais (1720-1821). Assim sendo, o forte não deve ser compreendido e conservado como um bem isolado, mas como um dentre muitos remanescentes de um empreendimento cujas relações com os recursos naturais deixaram outras marcas relevantes na paisagem. Isso inclui as ruínas de uma imensa lavra à céu aberto que consiste em um testemunho do estado da arte em tecnologia de exploração aurífera à época, seu engenhoso sistema hidráulico contendo captações e canais de adução com quilômetros de extensão e reservatórios com milhões de litros de volume, bem como uma estrada parcialmente calçada que ligava o complexo à cumeada da serra e, dali, por meio da rede de Estradas Reais, a importantes centros urbanos e econômicos na capitania, no litoral e além.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentARQ - ESCOLA DE ARQUITETURA
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externafile:///C:/Users/optplex-09/Downloads/TOFANIF.P.TOFANIM.C.M.2019.AsRunasdoComplexodeExploraoAurferadoFortedeBrumadinhonaSerradaMoedaMinasGeraisBrasil.pdf

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