Estabelecimento de intervalo de referência para homocisteína em cães e gatos e estudo da influência da obesidade, doença renal e periodontite crônica em cães
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Resumo
A homocisteína (HC) é um potencial marcador de saúde em cães e gatos, mas sua análise clínica ainda é limitada. Para avançar nesse campo, são necessários métodos de mensuração acessíveis e o estabelecimento de intervalos de referência (IR) para animais saudáveis, além da compreensão dos fatores na saúde e na doença, que afetam sua concentração em amostras biológicas. Diante disso, o objetivo principal desta pesquisa foi investigar como raça, sexo, faixa etária e escore de condição corporal afetam valores de HC total sérica (HCts) em cães e gatos, bem como avaliar a influência da obesidade, da periodontite crônica (PC) e da lesão renal aguda (LRA) nos valores de homocisteinemia de cães. Para isso, foram avaliados em um único momento: 62 cães saudáveis, divididos por faixa etária, escore de condição corporal (ECC), sexo e presença/ausência de PC (G1); 23 gatos saudáveis, subdivididos por faixa etária e sexo (G2); o 24 cães com LRA isolada ou associada à doença renal crônica (G3); e, por fim, 24 cães obesos, sem doença endócrina de base (G4). Foram avaliados os efeitos de determinantes como obesidade, PC e LRA sobre valores de HCts, assim como a correlação entre HC e as concentrações séricas de creatinina, uréia, fósforo e amilase. O IR, valores médios e desvios padrão para HCts em cães e gatos saudáveis, sem doença periodontal, foram: 6,08 à 20,91 µmol/L (13,25 ± 3,78 µmol/L) para cães saudáveis; e 15,89 à 45,58 µmol/L (26,22 ± 7,69 µmol/L) para gatos saudáveis. Constatou-se que cães com obesidade, PC e LRA apresentam concentrações maiores de HCts do que cães considerados saudáveis, enquanto variáveis fisiológicas, como sexo e faixa etária, não apresentaram influência significativa sobre a HCts. A correlação entre HCts e creatinina, amilase e fósforo reforçam sua importância no diagnóstico precoce de LRA. Cães com HCts acima de 15 µmol/L apresentam 5 (cinco) x mais chance de óbito. Esses resultados indicam que a HCts é um biomarcador promissor para o diagnóstico, estadiamento, monitoramento e prognóstico de animais com obesidade, LRA e PC.
Abstract
Homocysteine (HC) is a potential health marker in dogs and cats, but its clinical analysis is still limited. To advance in this field, accessible measurement methods and the establishment of reference intervals (RI) for healthy animals are necessary, in addition to understanding the factors in health and disease that affect their concentration in biological samples. Therefore, the main objective of this research was to investigate how breed, sex, age group and body condition score affect serum total (HCts) values in dogs and cats, as well as evaluate the influence of obesity, chronic periodontitis (CP) and acute kidney injury (AKI) can influence homocysteinemia in dogs. For this, the following were evaluated at a single time: 62 healthy dogs, divided by age group, body condition score (BCS), sex and presence/absence of CP (G1); 23 healthy cats, subdivided by age group and sex (G2); o 24 dogs with AKI alone or associated with chronic kidney disease (G3); and, finally, 24 obese dogs, without underlying endocrine disease (G4). The effects of determinants such as obesity, BW and AKI on HC values were evaluated, as well as the correlation between HC and serum concentrations of creatinine, urea, phosphorus and amylase. The RI, mean values and standard deviations for HCts in healthy dogs and cats, without periodontal disease, were: 6.08 to 20.91 µmol/L (13.25 ± 3.78 µmol/L) for healthy dogs; and 15.89 to 45.58 µmol/L (26.22 ± 7.69 µmol/L) for healthy cats. It was found that dogs with obesity, CP and AKI have higher concentrations of HCts than dogs considered healthy, while physiological variables, such as sex and age group, did not have a significant influence on HCts. The correlation between HCts and creatinine, amylase and phosphorus reinforces its importance in the early diagnosis of AKI. Dogs with HCts above 15 µmol/L have a 5x greater chance of death. These results indicate that HCts is a promising biomarker for the diagnosis, staging, monitoring and prognosis of animals with obesity, AKI and CP.
Assunto
Ciência animal
Palavras-chave
Cão, Doença peridontal, Rins
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