A diversidade é a regra: discursos pseudonaturalistas e sua influência na formação das identidades e construção do direito
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Inez Lopes Matos Carneiro de Farias
Pedro Augusto Gravata Nicoli
Felipe Bruno Martins
Fabrício Veiga Costa
Pedro Augusto Gravata Nicoli
Felipe Bruno Martins
Fabrício Veiga Costa
Resumo
Quando o assunto é conhecimento científico, se fosse escolhido um nome para
sintetizar o momento vivido pela sociedade, a era dos opostos caberia muito bem. Na
mesma medida que se questiona a ciência e tudo que já foi descoberto e testado, usase o denominado saber cientifico como fonte de afirmação para justificar escolhas
sociais, culturais e políticas. Se no passado a religião serviu como fonte de explicação
para todos os fenômenos naturais e sociais que ocorriam, na atualidade esse lugar foi
assumido pela ciência. Criou-se uma ideia de purismo cientifico que da ao que é dito
a condição de verdadeiro dogma, algo que não pode e não deve ser questionado.
Esse contexto é base para que os processos de naturalização aconteçam, de modo a
dar o status de natural ou de normal a situações e fatos iminentemente sociais. E
assim impedir que problematizações aconteçam. A consequência desses processos
naturalizantes é a possibilidade de discursos encabeçados por grupos que estão em
posição de poder na sociedade serem apresentados como verdades cientificas, como
condições essenciais da humanidade e assim promover a negação do outro, um
verdadeiro escalonamento sobre as identidades e subjetividades em menos ou mais
humanos. Sendo especialmente relevante quando se trata de identidades de gênero
ou sexual. Todos esses processos justificam como determinados grupos sociais serão
tratados e legitimam muitas das vezes a violência e segregação por parte da
população, do Estado, das instituições sociais e do Direito. Assim, o que o presente
trabalho propõe é a discussão de como os processos de naturalização acontecem e
são utilizados enquanto poder/controle na sociedade atual, conformando corpos e
identidades e assim legitimando a manutenção de uma forma de viver em sociedade
que tem a padronização e exclusão como arcabouço para toda a sua estruturação.
Abstract
When the subject is scientific knowledge, if a name were chosen to synthesize the
moment experienced by society, the era of opposites would fit very well. In the same
way that science and everything that has been discovered and tested is questioned,
the so-called scientific knowledge is used as a source of affirmation to justify social,
cultural and political choices. If in the past religion served as a source of explanation
for all the natural and social phenomena that occurred, today this place has been
assumed by science. An idea of scientific purism was created that gives, to what is
said, the condition of true dogma, something that cannot and should not be questioned.
This context is the basis for naturalization processes to take place, in order to give the
status of natural or normal to situations and facts that are imminently social. And so
prevent questionings and discussions from happening. The consequence of these
naturalizing processes is the possibility of discourses headed by groups that are in a
position of power in society to be presented as scientific truths, as essential conditions
of humanity and thus promote the denial of the other, a true escalation on identities
and subjectivities in less or more human. Being especially relevant when it comes to
gender or sexual identities. All these processes justify how certain social groups will
be treated and often legitimize violence and segregation on the part of the population,
the State, social institutions and the Law. Therefore, what this thesis proposes is the
discussion of how naturalization processes take place and are used as power/control
in today's society, shaping bodies and identities and thus legitimizing the maintenance
of a way of living in a society that has standardization and exclusion as a framework
for its entire structure.
Assunto
Direito, Identidade de gênero, Identidade sexual
Palavras-chave
Naturalização, Identidade de gênero e sexual, Direitos identitários, Discurso científico, Padronização
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