Prevalência e caracterização das pessoas com Estomia de eliminação cadastradas em um serviço especializado
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Monografia de especialização
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Resumo
Introdução: Conhecer as particularidades das pessoas com estomia é essencial para promover o autocuidado e a autonomia. Isso inclui compreender o contexto de vida e os aspectos que envolvem o processo de reabilitação, assim como a assistência prestada pelos serviços
especializados. Objetivo: Estimar a prevalência de pessoas com estomia de eliminação e os fatores clínicos, sociodemográficos e de autocuidado das pessoas com estomia cadastradas em um serviço especializado de Minas Gerais. Método: Trata-se de um estudo observacional, quantitativo, de delineamento descritivo, transversal, com enfoque na análise de prevalência e caracterização dos fatores clínicos, sociodemográficos e de autocuidado dos pacientes com estomia de eliminação. A amostra foi composta por 65 pessoas com estomia atendidas em um serviço especializado de uma microrregião do estado de Minas Gerais. A coleta de dados aconteceu no momento das consultas de enfermagem por meio de entrevista, exame físico do abdômen, estomia, pele periestomia e equipamento coletor. O formulário de coleta foi estruturado no Google Forms para auxiliar no processo de coleta de doados. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva, com distribuição das frequências absolutas e relativas para as variáveis categóricas. As variáveis numéricas foram apresentadas por medidas de tendência central, utilizando-se a média. Resultados: A prevalência das pessoas com estomia da microrregião foi de 0,72/10.000 habitantes. A maioria dos participantes era do sexo feminino (58,5%), idosas (75,4%), com média de idade de 61 anos (DP = 17), aposentados (52,3%), com baixa escolaridade (49,3% tinham até quatro anos de estudo), não tinham companheiros (55,4%), autodeclararam-se brancos (60%) e com renda entre um e três salários mínimos (61,5%). A principal causa que levou à confecção da estomia foi o câncer (72,3%), sendo a neoplasia maligna de reto com maior frequência (49,2%). Houve predomínio de colostomias definitivas (63,1%) e pele periestomia íntegra (70,8%). Apesar de alguns facilitadores, como efluente pastoso (46,2%) e sexo feminino (58,5%), observou-se baixa capacidade para o autocuidado, devido à dificuldade no manejo e falta de orientações pré e pós-operatórias. Conclusão: Identificou-se um perfil predominante de mulheres idosas, com baixa escolaridade, colostomia definitiva por neoplasia maligna e dificuldades no autocuidado, agravadas pela ausência de orientações e complicações clínicas. O estudo revelou fragilidades na assistência às pessoas com estomia em um serviço especializado de Minas Gerais, com prevalência abaixo da média internacional, porém compatível com a realidade estadual. Contribuições para a prática: As limitações estruturais do serviço destacam a necessidade de protocolos padronizados, indicadores de qualidade e organização do cuidado para qualificar a reabilitação e subsidiar a gestão em saúde.
Abstract
Assunto
Estomaterapia, Estomia, Perfil de Saúde, Avaliação em Enfermagem, Autocuidado
Palavras-chave
estomaterapia, estomia, perfil de saúde, avaliação em Enfermagem, autocuidado