Distribuição socioespacial da mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis no Brasil e em Belo Horizonte, Minas Gerais

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Socio-spatial distribution of premature mortality due to non-communicable diseases in Brazil and in Belo Horizonte, Minas Gerais

Primeiro orientador

Membros da banca

Otaliba Libânio de Morais Neto
Ana Maria Nogales Vasconcelos
Maria de Fátima Marinho de Souza
Alexandra Dias Moreira D'assunção

Resumo

Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são um importante problema de saúde pública no Brasil e no mundo. A prevalência de DCNT, de seus fatores de risco e os óbitos por elas causados não se distribuem igualmente entre as populações e essa desigualdade se relaciona a fatores demográficos, socioeconômicos e ambientais. Objetivo geral: Investigar desigualdades socioespaciais na distribuição da mortalidade prematura por DCNT no Brasil e no município de Belo Horizonte. Métodos: Artigo 1 - Estudo ecológico com estimativa das taxas de mortalidade prematura por doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas, neoplasias e diabetes nos municípios brasileiros, nos triênios de 2010 a 2012 e 2015 a 2017, e análise da distribuição espacial e temporal dessas taxas. Realizou-se redistribuição proporcional dos dados faltantes e das causas mal definidas, e aplicou-se coeficiente para correção de sub-registro. As taxas municipais de mortalidade foram calculadas pelo estimador bayesiano empírico local. Artigo 2 - Estudo ecológico descritivo. Os dados faltantes na base de óbitos foram tratados e os códigos garbage foram redistribuídos entre as causas específicas de óbito investigadas. Calculadas taxas de mortalidade prematura por DCNT para ambos os sexos, padronizadas por idade e referidas na base de 100.000 habitantes, referentes aos óbitos em Belo Horizonte nos triênios de 2010 a 2012 (T1) e 2017 a 2019 (T2). As taxas foram estimadas segundo estratos de privação material do Índice Brasileiro de Privação (IBP). Foram calculados os intervalos de confiança de 95% e realizada a análise comparativa dos valores das taxas e da variação percentual (VP) destas entre os estratos de IBP e entre os triênios. Artigo 3 - Estudo ecológico que analisou 3.936 setores censitários de BH, agregados em 152 AA, e estimou taxas de mortalidade por DCNT (neoplasias, diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas), referentes aos triênios de 2010 a 2012 e 2017 a 2019, com o emprego do estimador bayesiano empírico local. Mapas coropléticos e tabelas com a variação percentual das taxas foram utilizados na análise dessas estimativas. O Índice de Moran Local bivariado foi calculado e construídos diagrama de espalhamento de Moran e o LISA Map para investigação da correlação entre distribuição das taxas e distribuição dos escores do IBP. Resultados: Artigo 1 - No Brasil, houve redução das taxas municipais para o conjunto das DCNT entre os triênios. No Sul, Sudeste e Centro-Oeste houve declínio das taxas para o total das DCNT, e acréscimo no Nordeste. As taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares foram as mais altas, mas apresentaram os maiores declínios entre os períodos. As neoplasias representaram o segundo principal grupo de causas. Norte e Nordeste destacaram-se pelo aumento das taxas de mortalidade por neoplasias entre os triênios e pela concentração das taxas mais altas de mortalidade por diabetes no triênio 2015 a 2017. Artigo 2 - As taxas de mortalidade foram maiores no grupo de alta privação em ambos os triênios para: o conjunto das DCNT (T1 = 287,4 e T2 = 272,2), doenças cardiovasculares (T1= 132,7 e T2 = 105,1); diabetes (T1 = 18,0 e T2 = 22,1); e doenças respiratórias crônicas (T1 = 19,5 e T2 = 15,6). As taxas por neoplasias foram maiores no estrato de média privação em T1 (124,1). Entre os triênios, houve decréscimo das taxas por DCNT e doenças cardiovasculares em todos os estratos do IBP, e os maiores decréscimos foram observados nos agrupamentos de baixa privação (respectivamente, VP = -22,4% e VP = -37,2%). No período, houve acréscimo das taxas por neoplasias e diabetes no estrato de alta privação (respectivamente, VP = 10,4% e VP = 22,6%), e acréscimo das taxas por doenças respiratórias crônicas no estrato de baixa privação (VP = 5,3%). Artigo 3 - Taxas de mortalidade prematura pelo conjunto das DCNT e por doenças cardiovasculares reduziram em todo o município de Belo Horizonte. Os distritos sanitários (DS) Venda Nova, Norte e Nordeste concentraram áreas de abrangência com as taxas mais altas por DCNT, doenças cardiovasculares e neoplasias. Áreas de abrangência das unidades básicas de saúde (AA) desses DS, do DS Barreiro e porção sudeste do DS Leste apresentaram mais alta vulnerabilidade. Observou-se correlação espacial linear positiva entre a mortalidade prematura por DCNT e a vulnerabilidade social (I = 0,108), e agrupamentos de padrão de ocorrência alto-alto nos DS Norte, Nordeste e Leste. Conclusão: Os achados desta tese revelaram desigualdades na distribuição socioespacial das taxas de mortalidade prematura por DCNT entre municípios e regiões brasileiras, e no espaço intraurbano de Belo Horizonte. Novas propostas metodológicas devem ser estimuladas a fim de que estimativas de mortalidade mais próximas das realidades locais sejam produzidas e possam apoiar o monitoramento das metas nacionais e globais de redução da mortalidade prematura por DCNT e a vigilância dessas doenças.

Abstract

Assunto

Doenças não Transmissíveis, Mortalidade Prematura, Registros de Mortalidade, Análise de Pequenas Áreas, Análise Espacial, Fatores de Risco.

Palavras-chave

Doenças não transmissíveis, Mortalidade prematura, Registros de mortalidade, Análise de pequenas áreas, Análise espacial

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