Comparação das alterações do fluxo venoso pulmonar à telerradiografia do tórax em pacientes com cardiomiopatia chagásica crônica dilatada epacientes com cardiomiopatia dilatada de outras etiologias, com parâmetros morfofuncionais semelhantes à ecocardiografia
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Data
Autor(es)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Márcia de Melo Barbosa
Domenico Capone
Antonio Luiz Pinho Ribeiro
Marcio Vinicius Lins de Barros
Domenico Capone
Antonio Luiz Pinho Ribeiro
Marcio Vinicius Lins de Barros
Resumo
Com o objetivo de comparar a intensidade da congestão pulmonar à radiografia de tórax entre pacientes com cardiopatia chagásica dilatada e pacientes com cardiopatia dilatada NCh, foram estudados 65 pacientes de cada grupo, de março de 2003 a setembro de 2005. O primeiro grupo apresentava pelo menos duas reações sorológicas positivas para doença de Chagas e dilatação cardíaca definida pelo diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo igual ou maior que 55 mm, e o segundo, foi formado por pacientes com cardiopatia não-chagásica ecaracterísticas ecocardiográficas semelhantes às dos chagásicos. A história clínica, radiografia de tórax e ecocardiograma transtorácico foram obtidos em todos os pacientes.Os dados radiológicos e ecocardiográficos foram revistos por dois observadores, sendo as diferenças eventuais resolvidas por consenso. O grupo I constituiu-se de 43 homens (66,2%) com idade média de 47,83±11,2 anos, e, o grupo II, de 38 homens (58,5%), com 62,43±13,5 anos. Sessenta pacientes (92,3%) chagásicos e 59 não-chagásicos (90,8%) estavam em classefuncional da NYHA I e II. A radiografia de tórax mostrou sinais de congestão pulmonar em 41 (63,1%) pacientes chagásicos e 63 (96,9%) dos não-chagásicos. O escore radiológico de congestão pulmonar (ECP) apresentou média de 3,2±2,3 entre os chagásicos e de 5,9±2,6 nos não-chagásicos (p=0,000). O diâmetro diastólico final do átrio esquerdo (r=0,223;p= 0,045 para Ch e r=0,226;p=0,047 para NCh) do ventrículo esquerdo (r=0,278,p=0,025 para Ch e r=0,226;p=0,050 paraNCh) e do ventrículo direito (r=0,248,p=0,023 para Ch er=0,206,p=0,050 para NCh) associaram-se com o ECP. A fração de ejeção média, pelo método de Teichholz, nos pacientes chagásicos foi de 39,0±11,0, a qual associou-se com o ECP (r=-0,414;p=0,001). Entre os não-chagásicos, a fração de ejeção média foi de 41,7±10,0(r=- 0,205;p=0,050 com o ECP). A fração de ejeção, ao método área-comprimento associouse com o ECP nos grupos I (r=-0,479;p=0,000) e II (r=-0,350;p=0,004). Ocorreu associaçãoentre os padrões de relaxamento diastólico e o ECP nos chagásicos (r=0,587;p=0,000) e nãochagásicos (r=0,294;p=0,017). Dos parâmetros usados para análise da diástole, foi encontrada associação do ECP com a relação E/Eao Doppler tecidual (r= 0,274;p=0,027 para Ch e r=0,350;p=0,025 para NCh), dentre outros. O ECP associou-se com o nível de pressão sistólica estimada em artéria pulmonar (r = 0,645;p=0,000), com o tempo de aceleração do fluxo pulmonar (r=-0,325,p=0,009) e com o grau de regurgitação mitral (r=0,224;p=0,050) no grupo I. No grupo II houve associação com o tempos de aceleração do fluxo pulmonar (r=- 0,348;p=0,005) e com o grau de regurgitação mitral (r=0,350;p=0,004) e tendência aassociação com a PSAP (r=0,393;p=0,056). À análise de regressão linear, a relação E/E (ß=0,133;p=0,000), o diâmetro diastólico do VE(ß=0,065;p=0,064), do AE (ß=0,051;p=0,081) e o diâmetro diastólico do VD (ß=0,024;p=0,484) foram os que mais determinaram congestão pulmonar nos grupos. Conclui-se que houve maior congestãopulmonar nos pacientes com cardiopatia não-chagásica. Os graus de disfunção sistólica e diastólica do VE e as dimensões do VD associaram-se com a congestão pulmonar nos dois grupos.
Abstract
Assunto
Radiografia torácica, Cardiomiopatia chagásica, Ecocardiografia, Cardiomiopatia dilatada
Palavras-chave
Miocardiopatia chagásica, Tórax (Radiologia), Ecocardiografia