A economia como sistema da representação em Karl Marx

dc.creatorEdil Carvalho Guedes Filho
dc.date.accessioned2019-08-14T08:38:33Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:30:52Z
dc.date.available2019-08-14T08:38:33Z
dc.date.issued2009-08-04
dc.description.abstractThe object of this research is Karl Marxs understanding of economy, as elaborated in his mature work, namely Das Kapital. It presents the thesis that Marx sees the socioeconomic order as a system of representation, as a symbolic configuration of experience and sociability. Its main hypothesis is that it is in the characterization of the fetishism of this reality, as inverted sociability, reified, denied in its own affirmation, by the autonomization of its constitutive representations, that the radical intelligibility of economics is unveiled in Marxs later work. Fetishism, therefore, is a central category not only in the Marxian criticism of this economy investigated in detail, but also in the definition of the nature of economics in Marx. This dissertation is structured in four chapters. In the first, the Marxian philosophy of economy is explained and linked to modernitys tradition of ontologic expressivism. In the second chapter, the dialectics of fetishism is systematically discussed based on the unfolding of the forms of economic life under the capital-relation as a representational ideal that praxiologically orders reality. In the third, the research presents the concept of representation in Marx and its relation to economics, analyzing the forms of representation in economic life as relations of objectivity, intersubjectivity and transcendence. The chapter also discusses how, from the Marxian critique of capital as fetishism, the economic order can be defined as a system of representation. In the final chapter, from Marxs thoughts on pre and post capitalist non-fetishist economic forms, this work attempts to confirm the hypothesis that any economic reality, for Marx, is a system of representation.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-89KPUP
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectFetichismo
dc.subjectEconomia
dc.subjectMarx, Karl, 1818-1883
dc.subjectLinguagem
dc.subjectFilosofia
dc.subjectÉtica
dc.subjectCultura
dc.subject.otherFilosofia
dc.titleA economia como sistema da representação em Karl Marx
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Marcelo Fernandes de Aquino
local.contributor.referee1Joao Antonio de Paula
local.contributor.referee1Newton Bignotto de Souza
local.contributor.referee1Jose Henrique Santos
local.contributor.referee1Julio Ferreira de Oliveira
local.description.resumoEsta pesquisa tem como objeto a compreensão de Karl Marx sobre a economia, tal como ela se elabora em sua obra madura, notadamente em Das Kapital. Ela apresenta a tese de que a ordem socioeconômica, no pensamento do autor estudado, compreende-se como um sistema da representação, como uma configuração significativa da vivência e da sociabilidade. Como principal hipótese, sustenta que é na caracterização do fetichismo dessa realidade, como sociabilidade invertida, reificada, negada em sua própria afirmação, pela autonomização de suas representações constitutivas, que se permite desvelar a inteligibilidade radical do econômico na obra madura de Marx. Com isso, pois, afirma-se que o fetichismo constitui categoria axial não apenas da crítica marxiana dessa economia detidamente investigada, mas também da reflexão sobre a natureza do econômico em Marx. Para demonstrar tal hipótese e defender a tese apresentada, a argumentação percorre quatro capítulos. No primeiro, a natureza filosófica da reflexão marxiana sobre a economia é explicitada, apresentando, ao final, a vinculação dessa reflexão à tradição do expressivismo ontológico na modernindade. No segundo, a dialética do fetichismo se expõe sistematicamente a partir do desdobramento das formas da vida econômica sob a relação-capital como uma idealidade representacional praxiologicamente ordenadora da realidade. No terceiro, a pesquisa faz emergir o conceito de representação em Marx e sua relação com o tema da economia, expondo em seguida os modos da representação na vida econômica, como relações de objetividade, intersubjetividade e transcendência. Revela-se, outrossim, neste capítulo, como a compreensão da ordem econômica como um sistema da representação se depreende da crítica da realidade do capital como fetichismo. No quarto e último capítulo, ao estudar-se a reflexão de Marx sobre as formas econômicas não-fetichistas, pré e pós-capitalistas, visa-se à confirmação extrema e ampla da mesma hipótese, de que toda realidade econômica em Marx compreende-se como um sistema da representação.
local.publisher.initialsUFMG

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