Transculturação e dialogismo/pátria, nação e memória em O outono do patriarca
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Romulo Monte Alto
Suely da Fonseca Quintana
Suely da Fonseca Quintana
Resumo
Esta dissertação aborda a transculturação narrativa, o dialogismo, a pátria, a nação e a memória em O outono do patriarca, do escritor colombiano Gabriel García Márquez. Para isso, a dissertação revisita a crítica sobre a obra; analisa as vozes do romance, evidenciando as relações entre o embate de vozes e a presença da oralidade, no âmbito da transculturação narrativa e do dialogismo e mostra a quase ausência do termo nação na obra, discutindo o conceito para compreender o seu uso em O outono do patriarca. A transculturação e o dialogismo foram abordados de forma associada. García Márquez recorre à oralidade para construir as vozes que transitam de uma para outra, sem obstáculos, como uma forma de contar popular, travando um embate por meio de pontos de vista diferenciados. O trabalho discute também a questão da pátria com base nas diferentes perspectivas oferecidas pelas vozes e em conceitos teóricos relacionados ao romance estudado. O sentimento de afeto e de pertencimento, em relação à pátria, encontra-se dilacerado devido à forma despótica de governar do patriarca. A utilização de vozes heterogêneas, que representam versões sobre a história da pátria e do patriarca, no entanto, abre uma possibilidade para a reflexão sobre a disputa pelos 'direitos de memória' (Hugo Achugar) dos personagens do romance, ou seja, o direito de expressarem suas lembranças, construindo outra(s) história(s) da pátria, diferentes da história oficial.
Abstract
Esta disertación aborda la transculturación narrativa, el dialogismo, la patria, la nación y la memoria en El otoño del patriarca, del escritor colombiano Gabriel García Márquez. Para ello, la disertación revisita la crítica acerca de la obra; analiza las voces de la novela, evidenciando las relaciones entre el embate de las voces y la presencia de la oralidad, en el ámbito de la transculturación narrativa y del dialogismo y muestra la casi ausencia del término nación en la obra, discutiendo el concepto para comprender su uso en la novela. La transculturación y el dialogismo fueron abordados de manera asociada. García Márquez recurre a la oralidad para construir las voces que transitan de una a otra, sin obstáculos, como una manera de contar popular, trabando un embate a través de puntos de vista distintos. El trabajo discute también la cuestión de la patria apoyándose en las distintas perspectivas ofrecidas por las voces y en conceptos teóricos relacionados a la novela estudiada. El sentimiento de afecto y de pertenecer a la patria, se encuentra dilacerado debido a la manera despótica de gobernar del patriarca. La utilización de voces heterogéneas, que representan versiones acerca de la historia de la patria y del patriarca, sin embargo, abre una posibilidad para la reflexión acerca de la disputa por los derechos de memoria (Hugo Achugar) de los personajes del libro, o sea, el derecho de expresar sus recuerdos, construyendo otra(s) historia(s) de la patria, distintas de la historia oficial.
Assunto
Ironia na literatura, Transculturação, Dialogismo (Análise literária), Garcia Marquez, Gabriel, 1928- Outono do patriarca Crítica e interpretação, Patriotismo, Ficção colombiana História e crítica, Memória na literatura
Palavras-chave
García Márquez, Transculturação, Memória, Dialogismo, Nação, Pátria