Avaliação polissonográfica e da patência nasal após expansão rápida da maxila no tratamento de crianças com apneia obstrutiva do sono

dc.creatorGabriela Martins de Morais Godoy Rocha
dc.date.accessioned2025-01-24T13:04:18Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:17:22Z
dc.date.available2025-01-24T13:04:18Z
dc.date.issued2024-05-29
dc.description.abstractIntroduction: Obstructive Sleep Apnea (OSA) in children is a relevant pediatric issue due to the impacts it has on the quality in patients’s lives. This syndrome is described as the total or partial collapse of the upper airways during sleep, because of an imbalance between the space of the upper airway and the relative size of the lymphoid tissue, with adenotonsillar hypertrophy as its main cause. Even so, other causes may be associated, such as obesity, alteration of neuromotor tone and skeletal deficiencies, including: maxillomandibular deficiencies being in length or transverse, flexion of the skull base or reduction of it. In this sense, it was noticed that orthodontics can assist in the treatment of OSA by means of Rapid Maxillary Expansion (RME) to treat patients with maxillary atresias when adenotonsillar surgery is not sufficient to improve the disorder, since it also promotes respiratory gain by increasing nasal width. Objectives: to evaluate the effect of RME on nasal patency and polysomnographic findings in children with OSA. Methodology: This was a prospective study with 26 children between 4 and 11 years of age, with OSA, adenotonsillar hypertrophy with surgical indication, maxillary atresia and without systemic problems, who underwent RME treatment with a Hyrax appliance, evaluated at two different times: T0 (before RME) and T1 (after the 4-month period of RME containment, when the appliance has been removed). In these two stages, they were submitted to type 1 polysimography (PSG) (evaluation of the apnea/hypopnea index AHI; basal, mean, minimum and maximum oxyhemoglobin saturation; oximetry time below 90% and oxyhemoglobin desaturation index) and active anterior rhinomanometry (AAR), with the following variables analyzed: right and left nasal inspiratory airflow (RNF and LNF inspiratory), expected nasal inspiratory airflow (NIF Expected), NIF Total, Nasal Flow in %. For AAR measurements, a control group was also introduced, containing 26 children aged 4 to 10 years and with the same characteristics as the study group, except for the fact that they had not undergone RME treatment. Results: Of the 26 patients in the study group, 61.5% were female, with a median of 7 years. In the comparison of PSG, we obtained a decrease with a statistical difference in the AHI variables, saturation time less than 90% and oxyhemoglobin desaturation index (p=0.0005; p=0.0280; p=0.0111, respectively) and an increase with a statistical difference in the mean and minimum oxyhemoglobin saturations (p=0.0045 and p=0.0295, respectively), which indicates an improvement in apnea after RME. In the AAR, in the study group, all variables showed statistical difference at T1 (p<0.0005), with all parameters improving in the treated patients. Comparing the AAR values between the study groups and the control group at T0 there was no difference between the groups and at T1 the values of RNF and LNF inspiratory, NIF Expected, NIF Total and Nasal Flow in % were significantly higher in the study group than in the control group, indicating that RME treatment improves the respiratory capacity of children with OSA compared to those who did not undergo treatment. Conclusions: RME has improved polysomnographic and rhinomanometry aspects in patients with OSA and can be considered a therapeutic option for the treatment of the syndrome when the patients have skeletal atresia and/or when adenotonsillar surgery is not sufficient to improve the disorder.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/79461
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/pt/
dc.subjectApneia Obstrutiva do Sono
dc.subjectObstrução Nasal
dc.subjectPolissonografia
dc.subjectRespiração Bucal
dc.subjectRinomanometria
dc.subjectRonco
dc.subjectTécnica de Expansão Palatina
dc.subjectTonsila Faríngea
dc.subjectTonsila Palatina
dc.subject.otherApneia obstrutiva do sono
dc.subject.otherObstrução nasal
dc.subject.otherPolissonografia
dc.subject.otherRespiração bucal
dc.subject.otherRinomanometria
dc.subject.otherRonco
dc.subject.otherTécnica de expansão palatina
dc.subject.otherTonsila faríngea
dc.subject.otherTonsila palatina
dc.titleAvaliação polissonográfica e da patência nasal após expansão rápida da maxila no tratamento de crianças com apneia obstrutiva do sono
dc.title.alternativePolysomnographic and nasal patency evaluation after rapid maxillary expansion in the treatment of children with obstructive sleep apnea
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Mariana Maciel Tinano
local.contributor.advisor1Helena Maria Gonçalves Becker
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7165309884613944
local.contributor.referee1Dauro Douglas Oliveira
local.contributor.referee1Thays Crosara Abrahão Cunha
local.contributor.referee1Flávio Barbosa Nunes
local.contributor.referee1Sérgio Veloso Brant Pinheiro
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6378537463756422
local.description.resumoIntrodução: A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) em crianças é um tema pediátrico de relevância pelos impactos causados na qualidade de vida dos pacientes que a possuem. Esta síndrome é descrita como o colapso total ou parcial das vias aéreas superiores (VAS) durante o sono, em consequência de um desequilíbrio entre o espaço das VAS e o tamanho relativo do tecido linfóide, tendo a hipertrofia adenotonsilar como sua principal causa. Ainda assim, outras causas podem estar associadas como obesidade, alteração do tônus neuromotor e deficiências esqueléticas, entre as quais: deficiências maxilo-mandibulares sendo em comprimento ou transversais, flexão da base do crânio ou diminuição dela. Nesse sentido, percebeu-se que a ortodontia pode auxiliar no tratamento da AOS por meio da Expansão Rápida da Maxila (ERM) visando tratar pacientes portadores de atresias maxilares quando a cirurgia adenotonsilar não for suficiente para a melhora do distúrbio, já que promove também um ganho respiratório ao aumentar a largura nasal. Objetivos: avaliar o efeito da ERM sobre a patência nasal e sobre os achados polissonográficos de crianças portadoras da AOS. Metodologia: estudo prospectivo com 26 crianças entre 4 e 11 anos, portadoras de AOS, de hipertrofia adenotonsilar com indicação cirúrgica, com presença também de atresia maxilar e sem problemas sistêmicos, que foram submetidas ao tratamento de ERM com o disjuntor do tipo Hyrax, avaliadas em dois tempos distintos: T0 (antes da ERM) e T1 (após o período de 4 meses de contenção da ERM, quando o disjuntor foi removido). Nesses dois tempos elas foram submetidas a polissonografia (PSG) do tipo 1 (avaliação do índice de apneia/hipopneia IAH; saturação de oxihemoglobina basal, média, mínima e máxima; tempo de oximetria abaixo de 90% e índice de dessaturação de oxihemoglobina) e rinomanometria anterior ativa (RAA), com as seguintes variáveis analisadas: fluxo nasal inspiratório direito e esquerdo (FND e FNE inspiratório), fluxo nasal inspiratório esperado (FNI Esperado), fluxo nasal inspiratório total (FNI Total) e Fluxo Nasal em %. Para as medidas de RAA um grupo controle também foi introduzido, contendo 26 crianças de 4 a 10 anos e com as mesmas características do grupo de estudo, exceto pelo fato de não terem realizado o tratamento de ERM. Resultados: Dos 26 pacientes do grupo de estudo, 61,5% eram do sexo feminino com mediana de 7 anos. Na comparação das PSG obteve-se diminuição com diferença estatística nas variáveis de IAH, tempo de saturação menor que 90% e no índice de dessaturação (p=0,0005; p=0,0280; p=0,0111 respectivamente) e obteve-se aumento com diferença estatística nas saturações de oxihemoglobina média e mínima (p=0,0045 e p=0,0295 respectivamente), o que indica melhora da apneia após a ERM. Na RAA no grupo de estudo todas as variáveis apresentaram diferença estatística em T1 (p<0.0005), com todos os parâmetros melhorando nos pacientes tratados. Comparando os valores de RAA entre os grupos de estudo e o grupo controle em T0 não houve diferença entre os grupos e em T1 os valores de FND inspiratório, FNE inspiratório, FNI Esperado, FNI Total e Fluxo Nasal (%), foram significativamente maiores no grupo de estudo do que no grupo controle, indicando que o tratamento com ERM melhora a capacidade respiratória de crianças com AOS em relação a aquelas que não foram submetidas ao tratamento. Conclusões: A ERM promoveu melhora nos aspectos polissonográficos e de rinomanometria nos pacientes portadores de AOS e pode ser considerada uma opção terapêutica para tratamento da síndrome quando os pacientes apresentarem atresia esquelética e/ou quando a cirurgia adenotonsilar não for suficiente para a melhora do distúrbio.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - Saúde da Criança e do Adolescente

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