Política, trabalho e intolerância: ensino primário e as práticas educativas em Minas Gerais (1930-1954)

dc.creatorAline Choucair Vaz
dc.date.accessioned2019-08-13T10:10:15Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:25:16Z
dc.date.available2019-08-13T10:10:15Z
dc.date.issued2012-02-28
dc.description.abstractThis study analyzes the political representations of labor in the primary education inMinas Gerais, from 1930 to 1954. At this point, one of the important concepts guidingthe reflection about those representations is anchored in the perspectives ofintolerance and the discourses that exclude the non-working individual of the society.The sources for this research are the main teaching materials that were used inprimary education such as textbooks, booklets, teaching methodology books andschool newspapers. Also, non-school materials such as newspaper supplements forchildren, produced by the press in Minas Gerais between 1930 and 1954. Theeducational legislation of the period was also analized. Among the results obtainedwith the research, highlights on the emphasis given to the building of a collectivenational identity, with focus on children "to be prepared to work". That was aninvestment in the industrial work, especially in urban schools. Results also featurethe importance of those newspaper supplements for the children's education and theprecepts that were taught socially. The supplements were an addition to the formaleducation given by the school. It is also noticeable how intense the representationsof intolerance to non-work and non-workers got; a "breeding ground" powered byVargas government, which was legitimized by the labor laws created in the 1930'sand 40's. This intolerance was present in education, pointed as being one of the maindiffusers of conducts and values to be followed, especially in primary teaching: levelof easy access for lower classes. The main academical references to this reseachare based on the concepts about political representations by Eliana de Freitas Dutraand Maria Helena Rolim Capelato; the ideas on established and outsiders by NorbertElias; the views about intolerance in the texts organized by Françoise Barret-Ducrocq; and also the references from the history of Education, which discuss therelationship between political culture and educational practices.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-8SMLLS
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectTrabalho Aspectos sociais
dc.subjectEnsino primário Minas Gerais
dc.subjectEducação História
dc.subject.otherTrabalho
dc.subject.otherPráticas educativas
dc.subject.otherIntolerância
dc.subject.otherEnsino primário
dc.titlePolítica, trabalho e intolerância: ensino primário e as práticas educativas em Minas Gerais (1930-1954)
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Thais Nivia de Lima e Fonseca
local.contributor.referee1Ana Maria de Oliveira Galvao
local.contributor.referee1Circe Maria Fernandes Bittencourt
local.contributor.referee1Maria Cristina Soares de Gouvea
local.contributor.referee1Maria Helena Rolim Capelato
local.description.resumoNesta pesquisa analiso as representações políticas sobre o trabalho no ensino primário de Minas Gerais do período de 1930 a 1954. Neste momento, um dosconceitos importantes para a reflexão destas representações ancora-se na perspectiva da intolerância, dos discursos que excluem o sujeito não-trabalhador dasociedade. As fontes utilizadas são os principais materiais didáticos que circulavam no ensino primário, como os livros de leitura, cartilhas, livros de metodologia doensino primário e jornais escolares, além de fontes não escolares, como ossuplementos infantis da imprensa mineira durante os anos de 1930-1954. Também éanalisada a legislação educacional do período. Dentre os resultados obtidos,destaco a ênfase da construção de uma identidade nacional coletiva com realce àcriança a ser preparada para o trabalho, um investimento no trabalho industrial, principalmente nas escolas urbanas, à importância que os suplementos infantis dos jornais analisados têm para a educação da criança e aos preceitos a serem ensinados socialmente. Estes últimos compõem uma educação que auxilia a formaldada pela escola. Também é perceptível um acirramento das representações que convergem para a intolerância ao não-trabalho e ao não-trabalhador, em um terreno fértil potencializado pelo governo varguista, que se legitimou por meio das leistrabalhistas criadas nas décadas de 1930 e 40. Essa intolerância estava presente na educação, segmento apontado como um dos principais difusores de condutas e valores a serem seguidos, principalmente no ensino primário, nível de maior acesso das camadas populares. Os principais referenciais teóricos desta pesquisa sustentam-se nos conceitos de representações políticas de Eliana de Freitas Dutra e Maria Helena Rolim Capelato, estabelecidos e outsiders de Norbert Elias, intolerância discutido por Françoise Barret-Ducrocq e outros autores, além de referências da História da Educação que discutem a relação da cultura política com as práticas educativas.
local.publisher.initialsUFMG

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