Gênese hidrotermal do minério de ferro da jazida Minerita, porção sudoeste da Serra do Curral, Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais

dc.creatorAnna Elisa Pacheco Furlan Jonas
dc.date.accessioned2019-12-26T11:45:59Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:09:21Z
dc.date.available2019-12-26T11:45:59Z
dc.date.issued2019-02-27
dc.description.abstractThe southwestern portion of the Serra do Curral is located in the low deformation domain of the Quadrilátero Ferrífero region, where hypogene, high-grade iron ores are associated with sulfides and controlled by shear and fold zones. Quartz, dolomite and amphibole itabirites dominate in this area, with the former constituting the main host rock to ore. Rocks are folded, refolded, and present reverse stratigraphy of the Minas Supergroup units. The Minerita deposit is located within this structural complexity. The main lithotypes described in Minerita are hydrothermally altered quartz itabirites, characterizing distal and intermediate alteration zones, with iron ore representing the proximal zone. Mineral parageneses of itabirites and iron ore mainly include kenomagnetite, martite and anhedral hematite, recrystallized and vein quartz. A sulfide breccia is also present; it contains magnetite, anhedral hematite, pyrite, chalcopyrite, recrystallized and vein quartz, as well as fine- to medium-grained carbonate. Hydrothermal alteration of itabirites results in martitization with formation of anhedral hematite, leaching of silica and localized silicification with abundant veining. LA-ICP-MS results in iron oxides suggest that, during martitization, a small gain in Al, Cr, Ga, Pb and REE + Y occurred, with losses in Mg, Zn, Mn, Co and V. During the formation of anhedral hematite, gains of Al, Cr, V and Zn, and losses in Mg, Ti, Mn, Co, Pb and REEs + Y are recorded. For magnetite and anhedral hematite in sulfide breccia, there was significant enrichment of Zn, Ga and Pb, and impoverishment of V and REEs + Y. Sulfur isotope results indicate a magmatic origin for pyrite in the sulfide breccia. In contrast, fluid inclusion microthermometry in vein quartz of iron ore reflects the involvement of at least one low-temperature (between 108 °C and 142 °C) fluid with low to moderate-salinity (0 to 14.26 % in weight of NaCl eq.). Mineralization, itabirite enrichment and formation of sulfide breccia may have resulted from the interaction between basinal fluid and meteoric water, in addition to subordinate metamorphic fluid as previously indicated for other iron deposits in the region. The involvement of either intrusive country rocks or rocks from the Rio das Velhas Supergroup may explain the magmatic sulfur signature.
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/31646
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectGeologia econômica
dc.subjectTempo geológico
dc.subjectMinérios de ferro
dc.subjectAlteração hidrotermal
dc.subjectQuadrilátero ferrífero
dc.subject.otherJazida Minerita
dc.subject.otherMinérios de ferro
dc.subject.otherInclusões fluidas
dc.subject.otherLA-ICP-MS em óxidos de ferro
dc.subject.otherSIMS em pirita
dc.titleGênese hidrotermal do minério de ferro da jazida Minerita, porção sudoeste da Serra do Curral, Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Rosaline Cristina Figueiredo E Silva
local.contributor.advisor1Lydia Maria Lobato
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5435654884111245
local.contributor.referee1Lucas Dias Amorim
local.contributor.referee1Mônica de Cássia Oliveira Mendes
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1891326352694133
local.description.resumoO sudoeste da Serra do Curral está localizado no domínio de baixa deformação do Quadrilátero Ferrífero, onde minérios de ferro hipogênicos de alto teor estão associados a sulfetos e são controlados por zonas de cisalhamento e dobras. Nesta área dominam os itabiritos silicosos, dolomíticos e anfibolíficos, com o primeiro constituindo a principal rocha hospedeira para o minério. Todas estas rochas estão dobradas, redobradas, e apresentam estratigrafia invertida com as unidades do Supergrupo Minas. A jazida Minerita está inserida nesta complexidade estrutural. Os principais litotipos que ocorrem na área de abrangência desta jazida são itabiritos silicosos hidrotermalizados, que caracterizam zonas de alteração distal e intermediária, com o minério de ferro representando a zona proximal. Um terceiro litotipo classificado como brecha com sulfetos também está presente, contém pirita e calcopirita e possui textura brechada. A paragênese de minerais dos itabiritos e minério incluem principalmente kenomagnetita, martita e hematita anédrica; quartzo recristalizado e venular. A composição mineralógica da brecha é dada por magnetita, hematita anédrica, pirita e calcopirita; quartzo recristalizado e venular; e carbonato fino a médio. A alteração hidrotermal dos itabiritos é acompanhada de martitização e formação de hematita anédrica, assim como lixiviação de sílica e silicificação pontual traduzida na formação de grande quantidade de veios. Na brecha há formação de magnetita, hematita anédrica, pirita e calcopirita, e carbonato em veios de quartzo. Resultados de LA-ICP-MS em óxidos de ferro sugerem que, durante a martitização, ocorreu pequeno ganho de Al, Cr, Ga, Pb e ETRs + Y, e perda de Mg, Zn, Mn, Co e V. Durante a formação de hematita anédrica, ganho de Al, Cr, V e Zn, e perda de Mg, Ti, Mn, Co, Pb e ETRs + Y foram registrados. Para magnetita e hematita anédrica da brecha com sulfetos, enriquecimento significativo de Zn, Ga e Pb, e empobrecimento de V e ETRs + Y. Resultados de isótopos de enxofre indicam origem magmática para a pirita na brecha com sulfetos. Em contraste, microtermometria de inclusões fluidas em quartzo venular de minério de ferro refletem o envolvimento de pelo menos um fluido de temperatura baixa (entre 108 ºC a 142 ºC) e salinidade baixa a moderada (0 a 14,26 % em peso de NaCl eq.). A mineralização, enriquecimento dos itabiritos e formação da brecha com sulfetos podem ter sido resultado da interação de fluido basinal e água meteórica, com fluido metamórfico subordinado, como já hvia sido indicado para outros depósitos de ferro da região. O envolvimento de rochas intrusivas ou encaixantes do Supergrupo Rio das Velhas pode explicar a assinatura magmática para o enxofre.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentIGC - DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Geologia

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