Razão e coração na antropologia de Rousseau: uma leitura de Émile

dc.creatorMaria Celia Veiga Franca
dc.date.accessioned2019-08-12T06:04:17Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:11:59Z
dc.date.available2019-08-12T06:04:17Z
dc.date.issued2003-04-11
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-9R8JPQ
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectFilosofia francesa Séc XVIII
dc.subjectRazão
dc.subjectFilosofia
dc.subjectFilosofia moderna Séc XVIII
dc.subjectRousseau, Jean-Jacques, 1712-1779 Émile
dc.subject.otherRousseau
dc.subject.otherFilosofia
dc.subject.otherÉmile
dc.titleRazão e coração na antropologia de Rousseau: uma leitura de Émile
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Telma de Souza Birchal
local.contributor.referee1Newton Bignotto de Souza
local.contributor.referee1Maria das Graças de Souza
local.description.resumoPara trabalhar os conceitos de razão e coração (sentimento) no pensamento de Rousseau, tentamos mostrar que ele elabora um conceito novo de razão, cuja função é diferente da sugerida por seus contemporâneos. Mais ainda, propusemos a hipótese de que,além de designar um lugar novo para a razão, sua maior inovação acontece quando propõe um outro conceito de sentimento, dando-lhe uma função c uma importância que até então não possuía. Neste sentido, partimos da suposição da existência de um dualismo entro razão e sentimento na filosofia de Rousseau, mas chegamos enfim à conclusão de que não há este dualismo, mas deve haver antes uma íntima união ou hamionia entre eles para que a moralidade humana seja alcançada. A moral rousseauniana é também muito inovadora, porser uma moral do sentimento, que nem por isso exclui a razão, já que seu conceito de sentimento é bastante amplo e chega a englobar inclusive a razão. A moral em Rousseau demanda então a presença de razão e de sentimento, mas exige ainda um terceiro fator: a descoberta, por parte do indivíduo, da religião. No entanto, para atingir sua finalidade, não basta que o indivíduo se tome moral, ele deve ainda fazer a passagem para a sociabilidade o para a civilidade. Poderíamos então dizer que a plenitude da natureza humana cm Rousseau é alcançada quando o indivíduo atinge a moralidade, a sociabilidade e a civilidade, através da harmonia da razão e do sentimento. Esta seria então a plenitude da natureza do homem social, que não pode incluir nem a criança, nem o homem selvagem, já que eles não desenvolvem os elementos apontados acima, mas se limitam ao amor de si e à razãosensitiva. Poderíamos então afirmar que a criança e o homem selvagem não estão aptos para atingir a plenitude da natureza humana? Acreditamos que Rousseau não faz essa afirmação, mas propõe a existência de duas naturezashumanas; a do homem social - queengloba razão, sentimento, moralidade, sociabilidade e civilidade - e a do homem selvagem e da criança - que é bem mais simples que a do homem social e compreende o amor de si e a razão sensitiva. Rousseau demonstra claramente sua preferência pela primeira, mas não despreza a segunda, pois, levando em conta o estado desnaturado e corrompido a que legaram os homens, a natureza simples do homem selvagem seria ainda preferível.
local.publisher.initialsUFMG

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