A palavra em transe: o sonho e o silêncio em Mia Couto
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Lucia Castello Branco
Maria Nazareth Soares Fonseca
Maria Nazareth Soares Fonseca
Resumo
A partir dos romances Terra sonâmbula, O último voo do flamingo e Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, do escritor moçambicano Mia Couto, buscamos esclarecer sentidos e configurações do sonho e do silêncio, que são elementos extremamente relevantes no trabalho poético do escritor. Com base em autores como Paul Zumthor, Walter Ong, Kwane Appiah, Jean Derive, entre outros, pudemos associar tais elementos ao universo da oralidade e assim concluir que tanto o sonho como o silêncio contribuem para gerar 'efeitos de oralidade' no obra deste escritor. Além disso, nestas narrativas, a presença desses elementos poéticos está relacionada com a memória da guerra civil de Moçambique e com o desejo e necessidade de superar esse tempo. Para explorarmos esta dimensão, nós nos alimentamos de estudos do campo da psicanálise, recorrendo a estudiosos como Decio Gurfinkel, Jean-B. Pontalis, René Kes; amparamo-nos também em estudos do âmbito filosófico e antropológico. Na confluência dos sentidos do sonho e do silêncio, pudemos ver, por fim, 'a palavra em transe' nos romances de Mia Couto: o trabalho literário transitando pela oralidade e incorporando-a; a escritura atravessando o tempo passado e sonhando o tempo futuro
Abstract
Assunto
Psicanálise e literatura, Moçambique História Independência e Guerra Civil, 1975-1992, Literatura e filosofia, Silêncio na literatura, Couto, Mia, 1955- Último voo do flamingo Crítica e interpretação, Oralidade, Couto, Mia, 1955- Rio chamado tempo, uma casa chamada terra Crítica e interpretação, Couto, Mia, 1955- Terra sonâmbula Crítica e interpretação
Palavras-chave
Mia Couto, silêncio, Sonho