Direito, força e anomia: deslegitimação do estado e liberdade em Hans Kelsen
| dc.creator | Diego Antonio Perini Milão | |
| dc.date.accessioned | 2019-08-12T20:38:20Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-08T22:54:31Z | |
| dc.date.available | 2019-08-12T20:38:20Z | |
| dc.date.issued | 2014-12-11 | |
| dc.description.abstract | The traditional reading of Reine Rechtslehre teach us that Hans Kelsen, inspired by Kants philosophy, develops a pure law science, aiming a description of the statutory law based in a cognitive functionality and not evaluative. Thus, the Pure Theory of Law does not intend to legitimize any form or type of State, because, based on the axiological relativism, Kelsen keeps away the values of the field of law science, such a fact configures as a epistemological presupposition. The given research aims to demonstrate that the Pure Theory of Law, although does not make a legitimate, provides the ways and possibilities for individuals to promote the delegitimation of the juridical order and, consequentially, of the State. This is possible thanks to the phenomenon of the progress of anomy situations which consecrates the relativist philosophy present in Kelsens works and express itself as the true exercise of freedom understood by Kelsen as moral autonomy -, which takes to a deconstruction of the authority symbol and consequentially the non-presupposition of the hypothetical fundamental norm, removing the validity of the juridical planning. This way, it is possible to articulate the rereading of the philosophical bases of the knowledge theory assumed by Reine Rechtslehre, incorporating elements of Ernest Cassirer epistemology, mainly the consideration of a functional thought determining over a substantial reasoning, which allows us to establish a bond between political philosophy, law science and the Viennas Scholl masters democracy theory and takes us to affirm that there is not another Kelsen, but instead, Kelsen himself present in all the fields of his wide works. | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/BUBD-9XMJSP | |
| dc.language | Português | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Epistemologia | |
| dc.subject | Kelsen, Hans, 1881-1973 | |
| dc.subject | Direito Filosofia | |
| dc.subject | Ordenamento jurídico | |
| dc.subject.other | Epistemologia | |
| dc.subject.other | Eficácia | |
| dc.subject.other | Hans Kelsen | |
| dc.subject.other | Validade | |
| dc.subject.other | Ordenamento jurídico | |
| dc.subject.other | Símbolo | |
| dc.subject.other | Anomia | |
| dc.subject.other | Estado | |
| dc.title | Direito, força e anomia: deslegitimação do estado e liberdade em Hans Kelsen | |
| dc.type | Dissertação de mestrado | |
| local.contributor.advisor1 | Andityas Soares de Moura Costa Matos | |
| local.description.resumo | A leitura tradicional da Reine Rechtslehre nos ensina que Hans Kelsen, inspirado pela filosofia de Kant, desenvolve uma ciência pura do direito, objetivando uma descrição do direito posto baseada em uma função cognitiva e não avaliativa. Desse modo, a Teoria Pura do Direito não pretende legitimar qualquer forma ou tipo de Estado, pois, tendo como base o relativismo axiológico, Kelsen afasta os valores do campo da ciência jurídica, fato esse que se configura como um pressuposto epistemológico. A presente pesquisa tem a intenção de demonstrar que a Teoria Pura do Direito, muito embora não exerça um papel legitimador, fornece os meios e possibilidades para que os indivíduos promovam a deslegitimação da ordem jurídica e, consequentemente, do Estado. Isso é possível graças ao fenômeno do progresso das situações de anomia que consagra a filosofia relativista presente na obra kelseniana e se expressa como o verdadeiro exercício da liberdade entendida por Kelsen como autonomia moral , o que levará a uma desconstrução do símbolo de autoridade e a uma consequente não-pressuposição da norma hipotética fundamental, retirando a validade do ordenamento jurídico. Com isso, articula-se uma releitura das bases filosóficas da teoria do conhecimento assumida pela Reine Rechtslehre, incorporando elementos da epistemologia de Ernst Cassirer, principalmente a adoção de um pensamento funcional em detrimento de um raciocínio substancial, o que permite estabelecermos um vínculo entre a filosofia política, a ciência do Direito e a teoria da democracia do mestre da escola de Viena e nos leva a afirmar que não há vários Kelsens, mas sim um mesmo e coerente Kelsen presente em todos os campos de sua vasta obra. | |
| local.publisher.initials | UFMG |
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