Fazendo e desfazendo gênero: o contexto do trabalho das drag queens de Belo Horizonte

dc.creatorHenrique Luiz Caproni Neto
dc.creatorEloísio Moulin de Souza
dc.creatorRafael Diogo Pereira
dc.date.accessioned2023-05-30T14:36:12Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:21:17Z
dc.date.available2023-05-30T14:36:12Z
dc.date.issued2018-11
dc.identifier.issn2177-3866
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/54176
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofSeminários em Administração - SEMEAD
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectPersonificações femininas
dc.subjectTrabalho
dc.subjectAdministração de empresas
dc.subject.otherFazer gênero
dc.subject.otherDesfazer gênero
dc.subject.otherTrabalho
dc.titleFazendo e desfazendo gênero: o contexto do trabalho das drag queens de Belo Horizonte
dc.typeArtigo de evento
local.citation.epage16
local.citation.issue21
local.citation.spage1
local.description.resumoIntrodução O artigo aborda um labor pouco investigado nos estudos organizacionais que é o de drags queens. Há só dois artigos sobre elas no Brasil, mas não são da área organizacional. Chidiac e Oltramari (2004, p. 472) dizem que elas “fazem uma explícita manifestação do gênero feminino em suas personagens, mas no cotidiano mantêm-se masculino". Concordarmos que elas emergem no trabalho, mas vemos os argumentos sobre gênero de Chidiac e Oltramari (2004) como restritivos, pois apesar de reconhecer a fluidez de gênero, não as abordam em uma ótica transgender, reforçando o binário essencialista de gênero. Problema de Pesquisa e Objetivo Buscamos analisar o fazer e desfazer gênero nas narrativas de drag queens dentro do contexto de sua atividade laboral. Visamos entender como podem problematizar o gênero, mesmo que de modo não deliberado, perturbando ou resguardando o binarismo de gênero, desafiando ou perpetuando as normas de gênero. Compreendemos que o gênero em uma perspectiva queer, com fundamento em Butler, pode ser uma abordagem crítica e inovadora nos estudos organizacionais brasileiros. Entendendo as organizações como processo de organizar, o que é coerente com Butler que associa o gênero com organizing e disorganizing Fundamentação Teórica Problematizamos o conceito de gênero, relacionando a abordagem de gênero queer com aspectos de transgêneros, logo gênero é norma, prática, posição identitária e discursiva. Discutimos sobre o conceito de fazer e desfazer gênero, conceito fundamental para análise dos dados produzidos. Assim, fazer gênero diz respeito às performances que se conformam às normas de gênero reproduzindo o binário e a heteronormatividade, enquanto desfazer gênero se refere às performances que borram, transgridem e problematizam o binarismo de gênero e a heteronormatividade. Metodologia Fizemos uma pesquisa qualitativa com o aporte de narrativas biográficas em que solicitamos a dez drags de Belo Horizonte que constassem suas histórias de vida. Para a análise das narrativas, buscamos inspiração na análise crítica do discurso. Fairclough (2008) considera que qualquer discurso é tanto um texto, uma prática discursiva e uma prática social: "os textos apresentam resultados variáveis de natureza extra-discursiva, como também discursiva." (FAIRCLOUGH, 2008, p. 108). Ressaltamos que a prática discursiva, a social e as relações de poder são as dimensões relevantes para esta análise. Análise dos Resultados A sessão fazendo e desfazendo gênero analisa os dados e sua relação ao fazer e desfazer gênero no trabalho artístico das drags. Assim, tratamos do corpo, da paródia e de recursos em suas performances. A sessão diferenciando identidades no fazer e desfazer gênero mostra que o sujeito que exerce a atividade laboral de drag precisa constantemente negociar o gênero a ser performado de acordo com o espaço social que ocupa. A drag não é performada em espaços que não sejam os de performance. Quando as artistas saem deste espaço são compelidos a exercer outras identidades de gênero pela heteronorma. Conclusão No palco, na boate, espaços em que seus trabalhos é fazer e desfazer o gênero, a drag habita esses sujeitos como forma de exaltação do trabalho artístico. As práticas performativas de drags são mecanismos de resistência, de agência frente ao mundo organizado, para contestar a heteronormatividade e o binário de gênero tanto na sociedade como nas organizações. A paródia de gênero subversiva é como um rompimento da polarização masculino-feminino de modo a mostrar seu caráter fantasístico e de deslocar a norma, como parte relevante de uma política feminista. Referências Bibliográficas BUTLER, J. Bodies that matter: on the discursive limits of "sex". Routledge: New York, 1993. BUTLER, J. Undoing Gender. Routledge: New York, 2004. FAIRCLOUGH, N. Discurso e mudança social. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2008. PULLEN, A.; KNIGHTS, D. ‘Undoing Gender: Organizing and Disorganizing Performance’, Gender, Work and Organization, London, v. 14, n. 6, p. 505 - 511, 2007. THANEM, T.; WALLENBERG, L. Just doing gender? Transvestism and the power of undoing gender in the everyday of life and Work. Organization, London, v. s., n. s., p. 1 - 22, 2014
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFCE - DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttp://login.semead.com.br/21semead/anais/resumo.php?cod_trabalho=94

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