Comunicação nas práticas de coordenação de grupos socioeducativos na estratégia de saúde da família

dc.creatorLiliam Barbosa Silva
dc.date.accessioned2019-08-13T03:01:05Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:01:21Z
dc.date.available2019-08-13T03:01:05Z
dc.date.issued2010-06-11
dc.description.abstractThe objective of this study is to reveal the content and form of communication of thecoordinator of socio-educational groups in the Family Health Strategy. This is aqualitative, descriptive, exploratory research, developed with twenty-fivecoordinators of socio-educational groups that assist the elderly population,distributed in eight basic health units of two Sanitary Districts of Belo Horizonte,Brazil. The data collection was done from March to July 2009, and consisted of nonparticipantobservation and in-depth semi-open interview. To interpret the data theContent Analysis of Bardin and the Theoretical Model of Forrest were used. Theinformation was organized in seven thematic numbers: Group atmosphere as adeterminant factor to the communication between coordinator and members; Thediversity of communication channels backers of messages in the socio-educationalgroups; The content dynamicity discussed in the socio-educational groups; Theverbal communication of the coordinator according to Forrest; I wanted to knowwhat the person was showing me: the reading of the group based on non-verbalcommunication; The group as a listening space; Communicational aspects hinderingand facilitating in the interaction between coordinator and group. The analysis ofthese thematic groups showed that, despite the encouragement towards theadoption of healthy lifestyles, the discursive practice of the coordinators isprescriptive and behaviorist, out of tune with the philosophical and conceptualframework of health promotion. Accordingly, there was a predominance ofsubcategory giving information that is associated with the guidelines of healthprofessionals on the adoption of behaviors for disease prevention, based onknowledge transfer so vertical. It is necessary to develop many listening processes inthe group, taking into account its socio-cultural dimension, to reveal deeper issuesthan assume the discursive practices of coordinators who have founded their verticalpublic health policy actions. It is possible to perceive that the communication, in thegroup context, it should draw on an approach that values the expression of theparticipant, regarding not only health in its physical dimension, but also the life ofeach individual, which can best be exploited by subcategories that allow members ofthe group to verbalize their perceptions, as is the case for subcategories likerecognizing the feelings and verbalizing thoughts implied. It is believed that thisstudy can base the planning of workshops with the Family Health teams, in search ofdifferent forms and media to accomplish the dialogic action and the interactionspaces for groups focused on building new forms of critical awareness in relation topublic and collective interests.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/GCPA-882HWS
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectPromoção da Saúde
dc.subjectHumanos
dc.subjectEnfermagem
dc.subjectPesquisa Qualitativa
dc.subjectEstrutura de Grupo
dc.subjectComunicação
dc.subjectAtenção Primária à Saúde
dc.subjectPrograma Saúde da Família
dc.subject.otherEnfermagem
dc.subject.otherEstrutura de Grupo
dc.subject.otherComunicação
dc.subject.otherAtenção Primária à Saúde
dc.subject.otherPrograma Saúde da Família
dc.titleComunicação nas práticas de coordenação de grupos socioeducativos na estratégia de saúde da família
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Sonia Maria Soares
local.contributor.referee1Maria Julia Paes da Silva
local.contributor.referee1Aide Ferreira Ferraz
local.description.resumoO presente estudo teve como objetivo desvelar o conteúdo e a forma dacomunicação do coordenador de grupos socioeducativos na Estratégia de Saúde daFamília. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, desenvolvidajunto a vinte e cinco coordenadores de grupos socioeducativos que assistem àpopulação idosa, distribuídos em oito unidades básicas de saúde de dois DistritosSanitários de Belo Horizonte, Brasil. A coleta de dados foi realizada de março a julhode 2009 e constou de observação não participante e de entrevista em profundidadesemiaberta. Na interpretação dos dados, empregou-se a Análise de Conteúdoproposta por Bardin e o Modelo Teórico de Forrest. As informações coletadas foramorganizadas em sete núcleos temáticos: Atmosfera grupal como fator determinantepara a comunicação entre coordenador e membros; A diversidade de canais decomunicação veiculadores de mensagens nos grupos socioeducativos; Adinamicidade dos conteúdos discutidos nos grupos socioeducativos; A comunicaçãoverbal do coordenador segundo os pressupostos de Forrest; Eu quis saber o que apessoa está me mostrando: a leitura do grupo a partir da comunicação não verbal;O grupo enquanto espaço de escuta; Aspectos comunicacionais dificultadores efacilitadores na interação entre coordenador e grupo. A análise desses núcleostemáticos revelou que, apesar do grande incentivo à adoção de hábitos de vidasaudáveis, a prática discursiva dos coordenadores é prescritiva ecomportamentalista, pouco sintonizada com o arcabouço filosófico-conceitual dapromoção da saúde. Nesse sentido, houve predomínio da subcategoria dandoinformação que aparece associada às orientações dos profissionais de saúde sobre aadoção de comportamentos para prevenção de doenças, fundamentada natransmissão de conhecimentos de forma verticalizada. É necessário que sedesenvolvam vários processos de escuta do grupo, levando-se em conta suadimensão sociocultural para revelar questões mais profundas do que supõem aspráticas discursivas de coordenadores que ainda alicerçam suas ações em políticaspúblicas verticais de saúde. Percebe-se que a comunicação, no contexto grupal, devevaler-se de uma abordagem que valoriza a expressão do participante, nãoestritamente da saúde em sua dimensão física, mas da vida de cada um, que podeser melhor explorada por subcategorias que permitem, aos membros do grupo,verbalizarem suas percepções, como é o caso das subcategorias reconhecendo ossentimentos e verbalizando pensamentos subentendidos. Acredita-se que esteestudo possa subsidiar o planejamento de oficinas junto às equipes de Saúde daFamília, na busca de diferentes formas e meios de comunicação para efetivar a açãoeducativa dialógica e os espaços de interação nos grupos voltados para a construçãode novas formas de consciência crítica em relação aos interesses público e coletivo.
local.publisher.initialsUFMG

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