Percepção de discriminação cotidiana entre estudantes do curso de medicina de uma universidade pública do Estado de Minas Gerais

dc.creatorMarcos Ferreira Benedito
dc.date.accessioned2022-07-12T12:54:10Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:15:40Z
dc.date.available2022-07-12T12:54:10Z
dc.date.issued2020-12-18
dc.description.abstractDiscrimination as a structuring element of Brazilian social dynamics, brings out unequal and excluding social relations. Discrimination can be defined as unfair behavior or treatment motivated by a person's belonging to a particular social group considered inferior or different from the dominant group. The objective of the present work is to verify the perception of daily discrimination among medical students at a public university in the State of Minas Gerais. A cross-sectional study was carried out with 1470 medical students in 2018. Sociodemographic data, related to the course, and some behaviors were analyzed. To identify the perception of discrimination, the Daily Discrimination Scale was used. The results show that 50.5% of the participants are female; 55.6% aged up to 22 years; 62.2% white, 79.7% heterosexual. A percentage of 18.8% of students realized that people think they are better than them, 11.5% that they were treated less gently, 9.5% that people treat you as if you were not smart, and 8.6 % with less respect, all very frequently. The perception of discrimination present was associated with non-white skin color (56.3% vs. 43.9% among whites); being in the LGBT group (59.2% vs. 45.8% among heterosexuals); being a beneficiary of financial aid (57.9% vs. 46.0% among non-beneficiaries); and being in the basic cycle of the course (54.3%) (p <0.001). The main reasons cited for the occurrence of these events were gender, physical appearance, age, education and income, sexual orientation and skin color. The importance of studies with in-depth studies on the impacts of discrimination on students' health and the identification of strategies to enable an academic environment more sensitive to everyday discrimination is indicated.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/43184
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectDiscriminação Social
dc.subjectEstudantes de Medicina
dc.subjectPercepção
dc.subjectSaúde Mental
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherDiscriminação
dc.subject.otherEstudantes de medicina
dc.subject.otherSaúde
dc.titlePercepção de discriminação cotidiana entre estudantes do curso de medicina de uma universidade pública do Estado de Minas Gerais
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Adalgisa Peixoto Ribeiro
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6320450154573852
local.contributor.referee1Luciana de Souza Braga
local.contributor.referee1Graziella Lage Oliveira
local.contributor.referee1Adalgisa Peixoto Ribeiro
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1074017765915656
local.description.resumoA discriminação como um elemento estruturador da dinâmica social brasileira, traz à tona as relações sociais desiguais e excludentes. A discriminação pode ser definida como um comportamento ou tratamento injusto motivado pelo pertencimento de uma pessoa a um determinado grupo social considerado inferior ou diferente do grupo dominante. O objetivo do presente trabalho é verificar a percepção de discriminação cotidiana entre estudantes do curso de medicina de uma universidade pública do Estado de Minas Gerais. Foi realizado um estudo transversal com 1470 estudantes de medicina, em 2018. Foram analisados dados sociodemográficos, relacionados ao curso, e a alguns comportamentos. Para identificar a percepção de discriminação foi usada a Escala de Discriminação Cotidiana. Os resultados mostram que 50,5% dos participantes é do sexo feminino; 55,6% com idade até 22 anos; 62,2% de cor da pele branca, 79,7% heterossexuais. Um percentual de 18,8% dos estudantes percebeu que as pessoas acham que são melhores que eles, 11,5% que foram tratados com menos gentileza, 9,5% que as pessoas o tratam como se não fosse inteligente, e 8,6% com menos respeito, todas de forma muito frequente. A percepção de discriminação presente esteve associada à cor da pele não branca (56,3% vs. 43,9% entre os brancos); ser do grupo LGBT (59,2% vs. 45,8% entre os heterossexuais); ser beneficiário de auxílio financeiro (57,9% vs. 46,0% entre os não beneficiários); e a estar no ciclo básico do curso (54,3%) (p<0,001). As principais razões citadas para a ocorrência desses eventos foram gênero, aparência física, idade, escolaridade e renda, orientação sexual e cor da pele. Indica-se a importância de estudos com aprofundamento sobre os impactos da discriminação na saúde dos estudantes e para a identificação de estratégias para possibilitar um ambiente acadêmico mais sensível às discriminações cotidianas.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Promoção de Saúde e Prevenção da Violência

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