Estudo de 114 casos de toxoplasmose congênita acompanhados do setor de infectologia pediátrica do departamento de pediatria FM-UFMG, no período de 1982 - 1996.

dc.creatorAndrea Lucchesi de Carvalho
dc.date.accessioned2025-01-31T10:50:40Z
dc.date.accessioned2025-09-08T22:55:14Z
dc.date.available2025-01-31T10:50:40Z
dc.date.issued2001-09-17
dc.description.abstractThe congenital toxoplasmosis, frequent in Brazil, generally is asymptomatic in the newborn. But, when symptomatic, it can seriously affect the child, presenting ocular and neurological lesions. Non-controlled, observational studies demonstrate advantages on the treatment of affected children during their first year of life: diminution of the occurrence of visual reactivation, neurological sequels and hearing deficiencies. This study aims: to evaluate the clinical and laboratorial aspects of congenital toxoplasmosis, emphasizing the time pf appearance and duration of clinical manifestations; to compare the clinical, ophthalmologic, hearing and neurological outcomes of children treated during the first year of as opposed to non-treated children and children treated for less than six months; to evaluate the possible determinant factors of poor prognosis. A historical cohort was performed with 114 children from zero years old presenting congenital infection with Toxoplasmosa gondii and followed in the pediatric infectious disease ambulatory of the Clinical Hospital of the Federal University of the State of Minas Gerais (UFMG), in the city of Belo Horizonte, M. G., Brazil, from 1982 to 1996. A revision of medical data was done. After that, 51 of these children were submitted to clinical, ophthalmologic and hearing evaluation in 1999. The data colleted was analyses by Epi-Info 6.04. In 90,4% of the cases the infection was not detected during pregnancy. The majority of the children (61,4%) were admitted to the pediatric infectious diseases’ clinic in their year of life. Ocular alterations were the most common cause for researching medical attention. The most common clinical manifestations were: chorioretinitis (93,7%), strabismus (64,9%), hepatosplenomegaly (51,8%), convulsions (28,6%) and prematurity (23,2%). The diagnosis was defined through the association of clinical findings with positive IgG antibodies anti- T.gondii, because the detection of IgM antibodies was carried out only in a few numbers of cases. The majority of patients who followed throughout the first year of were treated with sulfadiazine associated to pyrimethamin and folinic acid, during variable time periods, according to their admission in the clinic. Reactivation of ocular lesions was observed in 12,3% of the patients. Significant statistics associations between the treatment during the first year of life (regardless of its duration) and the frequency of ocular reactivation, ophthalmologic complications, hearing deficiencies and school performance, were not observed. Significant statistics association between poor school performance and microcephaly (p< 0,000) or hydrocephalus (p=0,007) was observed through univariable analysis. Nevertheless, when this data was submitted to a multivariable logistic regression, only microcephaly was associated with school difficulties
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/79556
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/pt/
dc.subjectToxoplasmose Congenita
dc.subjectTerapêutica
dc.subjectInfecções
dc.subjectSinais e Sintomas
dc.subject.otherToxoplasmose
dc.subject.otherCongenita
dc.titleEstudo de 114 casos de toxoplasmose congênita acompanhados do setor de infectologia pediátrica do departamento de pediatria FM-UFMG, no período de 1982 - 1996.
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Glaucia Manzan Queiroz de Andrade
local.contributor.advisor-co1http://lattes.cnpq.br/7207005221842316
local.contributor.advisor1Edward Tonelli
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8896931176812881
local.contributor.referee1Edward Tonelli
local.contributor.referee1Mariza Marcia Mussi Pinhata
local.contributor.referee1Heliane Freire Machado Brant
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1261066414711297
local.description.resumoA toxoplasmose congênita, frequente no Brasil, é geralmente assintomática no recém nascido, mas quando sintomática pode levar a grave comprometimento da criança com lesões oculares e neurológicas. Estudos observacionais, não controlados, tem mostrado benefício do tratamento das crianças acometidas, durante o primeiro ano de vida, com diminuição na ocorrência de reativações oculares, diminuição das sequelas neurológicas e menor ocorrência de deficiência auditiva. Este estudo tem por objetivo avaliar os aspectos clínicos e laboratoriais da toxoplasmose congênita com ênfase na época de aparecimento e duração das manifestações clínicas; comparar as evoluções clínicas, oftalmológicas, auditivas e neurológicas entre crianças tratadas no primeiro ano de vida e as não tratadas ou tratadas por um período menor que seis meses; avaliar os possíveis fatores determinantes de mau prognóstico no desempenho escolar destes pacientes. Foi realizada uma coorte histórica de 114 crianças de 0 a 18 anos, com infecção congênita pelo Toxoplasma gondii, atendidas no Centro de Referência de doenças infecto-parasitárias do Hospital das Clínicas da UFMG-MG (CTR- Orestes Diniz), no período de 1982-1996. Foi realizada uma revisão dos prontuários médicos destes pacientes e, posteriormente 51 destas crianças foram submetidas a avaliações clínica, oftalmológica e auditiva em 1999. Os dados coletados foram analisados através do pacote estatístico Epi-Info 6.04. Observou-se que em 90,4% dos casos a infecção não foi detectada na gravidez. A maioria (61,4%) das crianças foi atendida no setor de infectologia pediátrica no primeiro ano de vida, sendo as alterações oculares o motivo mais comum da procura por atenção médica. As manifestações clínicas mais observadas nestes pacientes foram: retinocoroidite (93,7%), estrabismo (64,9%), hepatoesplenomegalia (51,8%), convulsão (28,6%) e prematuridade (23,2%). O diagnóstico foi feito pela associação entre achados clínicos e positividade dos anticorpos IgG anti-T. gondii, já que os exames para detecção de anticorpos IgM foram realizados em um número pequeno de casos. Os pacientes atendidos no primeiro ano de vida foram tratados (60,5%) com sulfadiazina associada a pirimetamina e ácido folínico, em sua maioria, por período de tempo variável de acordo com a idade em que eram admitidos no serviço. Observou-se reativação da lesão ocular em 12,3% dos pacientes. Não foram observadas associações estatisticamente significativas entre o tratamento no primeiro ano de vida, independente do tempo em que era realizado, e: frequência de reativação ocular, complicações oftalmológicas, deficiência auditiva e desempenho escolar. bservouse, através de análise univariada, associação estatisticamente significativa entre mau desempenho escolar e microcefalia (p<0,00) e hidrocefalia (p=0,0073). Entretanto, quando estes dados foram submetidos a uma análise de regressão logística multivariada, observou-se que, entre os fatores investigados, apenas a microcefalia esteve associada à dificuldade escola
local.identifier.orcid000000029533784x
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMED - DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - Saúde da Criança e do Adolescente

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