Escrever com a câmera: cinema e literatura na obra de Jean-Luc Godard

dc.creatorMario Alves Coutinho
dc.date.accessioned2019-08-13T02:45:01Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:28:34Z
dc.date.available2019-08-13T02:45:01Z
dc.date.issued2007-09-06
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECAP-76SPF7
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectGodard, Jean-Luc, 1930- Crítica e interpretação
dc.subjectAdaptações para o cinema
dc.subjectIntertextualidade
dc.subjectSemiótica e literatura
dc.subjectDiretores e produtores de cinema França
dc.subjectCinema e literatura
dc.subjectCinema Semiótica
dc.subjectPoesia História e crítica
dc.subject.otherparonomásias
dc.subject.otherintertextualidade literária
dc.subject.otherJean-Luc Godard
dc.subject.otheranagramas
dc.subject.othertradução intersemiótica
dc.titleEscrever com a câmera: cinema e literatura na obra de Jean-Luc Godard
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Maria Ester Maciel de Oliveira Borges
local.contributor.referee1Teodoro Renno Assuncao
local.contributor.referee1Cesar Geraldo Guimaraes
local.contributor.referee1Camila de Castro Diniz Ferreira
local.contributor.referee1Adalberto Müller Junior
local.description.resumoEsta tese pretende mostrar que, ao produzir sua obra cinematográfica, Jean-Luc Godard realizou, concomitantemente, uma obra literária. Para isso, foram estudadas teoricamente três diferentes modulações do literário no cinema godardiano: a adaptação como tradução intersemiótica, a literatura como intertexto, citação, plágio, dialogismo, polifonia; o poético e Arthur Rimbaud. Para cada uma dessas modulações, um filme foi analisado, à luz do referencial teórico pertinente. Desta maneira, analisou-se O desprezo como uma tradução intersemiótica de vários textos literários(o romance homônimo de Alberto Moravia e a Odisséia de Homero, principalmente); Alphaville como o exemplo de intertextualidade, polifonia, citação; o demônio das onze coisas que eu sei dela é abordado sob a perspectiva do ensaísmo literário e cinematográfico. Foi demonstrado que muitos dos filmes de Jean-Luc Godard ( ou algumas seqüências de certas fitas) poderiam ser enquadrados numa dessas modulações, e que alguns deles poderiam até mesmo ser descritos como pertencentes a mais de uma categoria estudada. Ficou evidenciado, também, que a intertextualidade literária na sua obra transformou-se num método orgânico e que o diretor utilizou os recursos cinematográficos (enquadramentos, luz, montagem) para filmar palavras, criar paronomásias, anagramas, usando cinematograficamente o som para jogar e brincar com as palavras. Em resumo, o trabalho procurou mostrar que Godard, concretamente, "escreveu com a câmera".
local.publisher.initialsUFMG

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