Antitabagismo no Brasil: da mobilização da comunidade médica à política de sáude pública (1950-1988)

dc.creatorHuener Silva Goncalves
dc.date.accessioned2019-08-10T18:05:02Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:50:06Z
dc.date.available2019-08-10T18:05:02Z
dc.date.issued2009-04-30
dc.description.abstractThis present work analyzed the process that promoted the development of the Brazilian medical anti smoking collective under medical leading during 1950s decade, through the divulgation in national periodicals such as Brasil-Médico and Revista Brasileira de Medicina (RBM), of researches produced in England and USA connecting smoking habitsto lung cancer. Among those text authors and those periodical editors, it could be underscored the pulmonologists/phthisiologists that worked in the Policlínica Geral do Rio de Janeiro. These physicians were responsible for the propagation of a discourse against smoking habits in Brazil, in order to find support within medical community. Their placewithin the medical community and their participation in State administration contributed to reach such support. We observed that the strategies to make public some articles referring to these themes, the promotion of symposiums and the campaigns held by the physicians inthe Jornal Brasileiro de Medicina (JBM) about the harmful effects of smoking were important to the expansion of these collective. Those initiatives contributed to integrate new allies in the medical community and in other spheres, like the political sphere and the press. By means of the action of this medical collective, it was created the Portaria 655/GMand the Grupo Assessor ao Ministério da Saúde para o Controle do Tabagismo no Brasil (GACT). That group was responsible for the Programa Nacional de Combate ao Fumo created in 1986, when Brazil underwent an epidemiological change, in which chronic anddegenerative diseases became an issue of the public health policies. The Program also consisted of a landmark in the institutionalization of the struggle against smoking in the country. Therefore, this study tried to notice that the anti-smoking campaigns - by means of scientific popularization to other specialists and to laymen and the implement of governmental public health policies, legitimated in Brazil the relationship between smoking and illnesses, mainly, lung cancer.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/VCSA-8HCKHZ
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectFumo Vício
dc.subjectCiencia Historia
dc.subjectSaúde pública
dc.subjectHistória
dc.subject.otherAntitabagismo
dc.subject.otherHistória da ciência
dc.subject.otherDivulgação científica
dc.subject.otherMedicina contemporânea
dc.subject.otherHistória
dc.subject.otherda saúde
dc.titleAntitabagismo no Brasil: da mobilização da comunidade médica à política de sáude pública (1950-1988)
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Anny Jackeline Torres da Silveira
local.contributor.referee1Renata Palandri Sigolo Sell
local.contributor.referee1Rita de Cassia Marques
local.contributor.referee1Bernardo Jefferson de Oliveira
local.description.resumoEste trabalho analisa o processo que levou a formação do coletivo antitabagista brasileiro sob a liderança médica na década de 1950, a partir da divulgação em periódicos como Brasil-Médico e Revista Brasileira de Medicina (RBM) de dados de pesquisas produzidas na Inglaterra e EUA que ligavam o tabagismo ao câncer de pulmão. Entre os autores destes textos e editores dessas revistas, destaque coube aos tisiologistas/pneumologistas da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, que estariam na linha de frente da propagação de um discurso contra o hábito no país, buscando principalmente apoio na própria comunidade médica. Isso foi favorecido pelo lugar ocupado pelos médicos do movimento na comunidade científica/profissional e na própria máquina estatal. Estratégias como a divulgação de artigos e a promoção de simpósios sobre o tema, além de campanhas realizadas para médicos pelo Jornal Brasileiro de Medicina (JBM), foram preponderantes para a expansão do coletivo, pois permitiu a integração de novos aliados na comunidade médica e em outras esferas, como a política e a imprensa. Foi por meio da atuação deste coletivo médico que se originou, através da Portaria 655/GM, o Grupo Assessor ao Ministério da Saúde para o Controle do Tabagismo no Brasil (GACT). Este grupo foi responsável pelo Programa Nacional de Combate ao Fumo em 1986, em um momento que o país passava por uma transição epidemiológica, na qual as doenças crônico-degenerativas começaram a se tornar objeto de políticas de saúde pública. O Programa também se constituiu como importante marco de institucionalização da luta contra o tabagismo no país. Assim, nosso estudo procurou perceber como a promoção da luta antitabagista, por meio da divulgação científica entre especializados e leigos, e a implementação de políticas de saúde pública governamentais, legitimou socialmente no Brasil a relação tabagismomales a saúde, sobretudo, o câncer de pulmão
local.publisher.initialsUFMG

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