'Construindo pontes'? virtualidade e sociabilidade de homens gays em aplicativos de relacionamento

dc.creatorLuiz Alex Silva Saraiva
dc.date.accessioned2021-07-22T19:30:50Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:03:09Z
dc.date.available2021-07-22T19:30:50Z
dc.date.issued2019
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/36879
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofAnais do VIII Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Sociedade
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectHomossexuais
dc.subjectAplicações Web
dc.subject.otherVirtualidade
dc.subject.otherSociabilidade
dc.subject.otherAplicativos de relacionamento gay
dc.subject.otherGays
dc.title'Construindo pontes'? virtualidade e sociabilidade de homens gays em aplicativos de relacionamento
dc.typeArtigo de evento
local.description.resumoNeste texto, me proponho a problematizar a virtualidade e a sociabilidade de homens gays por meio de aplicativos de relacionamento. Em um quadro no qual o virtual posa como inevitável apêndice da contemporaneidade, os aplicativos de relacionamento em tese “constroem pontes”, permitindo-lhes o acesso simultâneo a possibilidades de interação, de entretenimento, de inclusão social e, claro, de sexo. Todavia, os contatos via apps não tem alterado as formas hegemônicas de sociabilidade, perdurando as mesmas lógicas de heteronormatividade, de misoginia e de desapego emocional vigentes na sociedade. Meus argumentos se situam em dois eixos básicos: em primeiro lugar, defendo que a virtualidade, pela não existência “concreta” de um outro, como nas interações face a face, desresponsabilizam os interlocutores, tornando mais aguda a velocidade e a descartabilidade das relações sociais porque as relações virtuais são “inferiores”; sem segundo lugar, a partir da permanência de alguns aspectos, a sociabilidade se torna um feixe de experiências momentâneas e substituíveis por novas experiências, dificultando que os apps se tornem um lugar efetivo de “construção de pontes” e, assim, de inclusão social. Com isso, reforçam, em um contexto virtual, a marginalidade das existências gays em sociedade. As conclusões sugerem que a tecnologia não constitui, por si só, uma forma de redenção para as complexas questões sociais dos grupos sociais minoritários. Pelo contrário, carrega consigo os problemas vigentes e aponta ainda novas questões a serem resolvidas, afastando-se as possibilidades de uma sociedade mais igualitária.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-5307-9750
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFCE - DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS
local.publisher.initialsUFMG

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