Fatores de risco para insucesso do manejo não-operatório no trauma contuso hepático e esplênico

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Soraya Rodrigues de Almeida Sanches
Aloisio Cardoso Júnior

Resumo

Introdução: O tratamento das lesões contusas de trauma hepático e esplênico evoluiu ao longo dos anos e o tratamento não-peratório (TNO) é o que vem se consolidando nas últimas décadas. Todavia, na literatura médica ainda não existem condutas lineares de acompanhamento ou de fatores que possam identificar falha precoce nesse paciente. Objetivo: Avaliar fatores associados ao insucesso do tratamento não operatório em pacientes vítimas de trauma contuso hepático e/ou esplênico. Método: Estudo observacional transversal realizado em Hospital Nível I de trauma em Belo Horizonte, em Minas Gerais, Brasil analisou, retrospectivamente, 79 pacientes de outubro de 2021 a junho de 2023, vítimas de trauma contuso hepático e/ou esplênico com indicação inicial de TNO. Dados descritivos, laboratoriais e de tomografia computadorizada (TC) foram coletados e comparados entre aqueles com sucesso e insucesso ao TNO, buscando avaliar fatores que poderiam ser de risco para falha no TNO. Resultado: Entre os 79 pacientes, 37 (46,8%) apresentaram trauma hepático, 38 (48,1%) tiveram trauma esplênico e 4 (5,1%) trauma hepatoesplênico. Dentre eles, a taxa de sucesso foi de 91,1% e de insucesso de 8,9% (sete pacientes). As variáveis principais que tiveram relação significativamente estatística com insucesso ao TNO foram os seguintes exames laboratoriais da admissão e do terceiro dia, respectivamente: Leucócitos globais (13520,0 vs 20320,0, p=0,043 e 8060,0 vs 17710,0 p=0,025), segmentados (11360,0 vs 17970,0, p=0,028 e 5720,0 vs 14010,0, p=0,030) e AST (159,0 vs 572,0 p=0,042 e 66,5 vs 549,0, p=0,011). Além do ISS (24,7 versus 16,9, p=0,022). Conclusão: Aspectos da admissão do paciente além do estado hemodinâmico, como gravidade do trauma e exames laboratoriais, podem ser parâmetros objetivos a serem analisados e observados durante o acompanhamento do paciente em TNO com lesões hepática e/ou esplênica, por serem potenciais fatores de risco para falha. Paciente com leucocitose e alteração de AST no terceiro dia de TNO devem ser considerados como alta suspeição para falha. TC de rotina não apresentou relação com flana ao TNO. Estudos observacionais e com maior amostra devem ser realizados para melhor definição quanto a predição para falência dessas variáveis.

Abstract

Assunto

Fatores de Risco, Ferimentos e Lesões, Lesões Acidentais, Resultado do Tratamento, Segurança do Paciente, Admissão do Paciente, Fraturas Orbitárias, Fraturas da Coluna Vertebral, Traumatismos da Medula Espinal

Palavras-chave

Trauma contuso hepático, Trauma contuso esplênico, Tratamento não-operatório, Preditores de falha

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